RESUMO DE NOTÍCIAS – 18/08/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 18/08/2025
Bancos brasileiros à beira da falência, evangélicos contra Moraes e as falcatruas de Motta
Flávio Dino decreta falência do sistema bancário brasileiro
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino decidiu, nesta segunda-feira, que nenhuma empresa ou órgão com atuação no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados em determinações unilaterais de outros países, reforçando que apenas o Judiciário brasileiro tem competência para validar medidas desse tipo. Dino ressaltou que leis estrangeiras só podem produzir efeitos no Brasil mediante a devida homologação judicial ou por meio dos mecanismos formais de cooperação internacional. É um atestado da total incompreensão do que está acontecendo e de como as coisas funcionam além da Praça dos Três Poderes.
A Lei Magnitsky aplicada contra Moraes não interfere na Legislação brasileira, só impede que empresas americanas, ou que tenham negócios nos Estados Unidos, ou usem, por exemplo, o sistema de transferências bancárias SWIFT tenham algum tipo de ligação com o sancionado. Assim, a medida baixada por Dino significa, na prática, levar os bancos que mantêm contas de Alexandre de Moraes à falência. Pela Lei Magnitsky, essas instituições serão desligadas do sistema financeiro internacional. Flávio Dino tenta blindar Moraes, mas expõe o Brasil a risco real de exclusão financeira global.
O encrencado sindicato do irmão do Lula
Dirigentes do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem como vice-presidente o irmão mais velho do Lula, ganhavam comissões toda vez que um aposentado tinha seu benefício do INSS descontado pela entidade. As comissões chegam a pelo menos R$ 4,1 milhões. Entre os beneficiados estão a mulher do presidente do Sindicato, Milton “Cavalo” Baptista de Souza, e o marido da diretora jurídica da entidade, a advogada Tonia Andrea Inocentini Galleti.
Tonia é amiga do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e ia a Brasília com frequência, pois integrava até recentemente o Conselho Nacional de Previdência Social. Ela também fez parte da equipe de transição do governo Lula, em 2022, tratando de temas previdenciários.
Tonia recebia as comissões por meio da empresa Gestora Eficiente LTDA., que funciona num prédio comercial no bairro da Liberdade, em São Paulo. Atualmente, os sócios são Pamela Silva Grecco e o advogado Carlos Afonso Galleti Junior, marido de Tonia Galleti. A mulher de Milton Cavalo, a decoradora Daugliesi Giacomasi Souza, foi sócia da Gestora Eficiente até junho de 2024.
Notas fiscais da Gestora Eficiente mostram que a empresa recebeu ao menos R$ 4,1 milhões em comissões do Sindicato, do banco BMG e em pagamentos da seguradora Generali, que era ligada ao BMG. O montante se refere ao período de 2020 a 2023, e é parcial, pois diversas notas fiscais estão faltando e outras são ilegíveis.
A parceria do Sindnapi com o BMG e com a financeira do banco, as Lojas Help!, resultou em centenas de reclamações em sites da internet e processos judiciais. Há vários relatos de aposentados que afirmam que os descontos do Sindnapi começaram depois que eles buscaram o BMG para fazer um empréstimo consignado.
Em alguns casos, os atendentes do BMG ou das Lojas Help! disseram que o desconto do Sindnapi era necessário para garantir o empréstimo. Em outros, nem mencionaram o sindicato. Os aposentados relatam que seus dados e suas assinaturas foram captados pelo BMG na hora da solicitação do empréstimo e usados indevidamente para autorizar os descontos em favor do Sindinapi.
O papel da Gestora Eficiente, controlada pelos cônjuges dos dirigentes do Sindnapi, era processar as fichas entregues pelo sindicato e pelo BMG e encaminhar a documentação à Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), para que o Sindnapi pudesse receber os descontos dos aposentados.
O pagamento era por produtividade: ou seja, quando o número de aposentados sendo descontados pelo Sindnapi aumentou fortemente, os pagamentos à mulher de Milton Cavalo e ao marido de Tonia Galleti também cresceram.
Sediado em São Paulo e ligado à Força Sindical, o Sindnapi tem como vice-presidente o irmão mais velho do presidente Lula, o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico. O sindicato é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, mas a Advocacia-Geral da União deixou de ajuizar ações contra a entidade… A AGU se recusa a prestar informações sobre o motivo dessa decisão, diz apenas que nada impede a proposição de novas ações no futuro.
A CPMI do INSS vai começar
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) deve ser instalada nos próximos dias. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que os trabalhos vão começar “impreterivelmente” esta semana, mas dependem das indicações da Câmara.
O colegiado que vai apurar os descontos indevidos por entidades sindicais será comandado pelo senador e líder do PSD, Omar Aziz (AM). A relatoria ficou a cargo do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A oposição não engoliu o nome de Ricardo Ayres para a relatoria da CPMI, já que ele sequer assinou o pedido de criação do colegiado.
A CPMI contará com 16 membros de cada casa e terá até 180 dias de funcionamento. A lista dos senadores titulares da CPMI do INSS é a seguinte: Omar Aziz (PSD-AM); Jorge Seif (PL-SC); Izalci Lucas (PL-DF); Eduardo Girão (Novo-CE); Humberto Costa (PT-PE); Rogério Carvalho (PT-SE); Damares Alves (Republicanos-DF); Carlos Viana (Podemos-MG); Styvenson Valentim (PSDB-RN); Cid Gomes (PSB-CE); Prof. Dorinha (União Brasil-TO); Eliziane Gama (PSD-MA); Eduardo Braga (MDB-AM); Renan Calheiros (MDB-AL); Tereza Cristina (PP-MS); e Leila Barros (PDT-DF).
Evangélicos em guerra contra Moraes
Não satisfeito em arrumar briga com os Estados Unidos, Alexandre de Moraes tem contra ele agora os evangélicos. Um grupo com 26 lideranças evangélicas reagiu à decisão do ministro do STF de incluir o pastor Silas Malafaia no inquérito que apura a ação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra os tiranos brasileiros.
A manifestação é assinada por membros do Conselho de Ministros Evangélicos do Brasil. Na nota, os líderes evangélicos repudiam a decisão de Moraes e fazem um apelo a ministros do STF e senadores.
Os 26 pastores, bispos e apóstolos afirmam que a inclusão de Malafaia no inquérito é “imprópria e injusta”. Eles dizem não poder “aceitar tamanha perseguição, que ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa”. A nota diz o seguinte: “Apelamos aos ministros do STF, bem como a senadores e deputados, pois o Brasil está caminhando para algo perigoso e inaceitável. A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito, como garante a nossa Constituição”.
Um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, Malafaia foi incluído como investigado em um inquérito que apura a ação de Eduardo Bolsonaro no exterior em busca de sanções contra ministros do STF e outras autoridades brasileiras.
A investigação é relatada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes. O inquérito tem ainda, entre os investigados, Jair Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo, que tem atuado como braço direito de Eduardo nos Estados Unidos.
O ministro do STF André Mendonça, classificado pelo próprio Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”, procurou colegas da Corte e o presidente da Câmara, Hugo Motta, para falar sobre a investigação envolvendo Malafaia.
Segundo fontes do Supremo, Mendonça ligou para Motta e para Gilmar Mendes, atual decano do STF, ainda na noite da quinta-feira, horas depois da inclusão de Malafaia na investigação ser noticiada pela imprensa.
De acordo com relatos, André Mendonça argumentou que as liberdades de expressão e religiosa não podem ser criminalizadas. O ministro também alertou que o fato tende a jogar os evangélicos ainda mais contra o Supremo.
No caso do presidente da Câmara, o ministro do STF indicado por Bolsonaro para a Corte alertou ainda que a inclusão de Malafaia no inquérito pode fazer a bancada evangélica reagir no Congresso Nacional e elevar a pressão sobre Motta.
A “rachadinha” e os funcionários fantasmas de Motta
Denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) em uma ação de improbidade administrativa que aponta esquema de rachadinha, a chefe de gabinete de Hugo Motta (Republicanos-PB), Ivanadja Velloso Meira Lima, detém poderes para sacar salários e movimentar valores das contas de funcionários e ex-funcionários do atual presidente da Câmara dos Deputados.
Há 10 pessoas que trabalham ou trabalharam no gabinete de Hugo Motta e assinaram procurações que dão poderes “amplos e ilimitados” para Ivanadja Velloso fazer saques e realizar movimentações bancárias em nome dos funcionários. Oito procurações lhe permitem, explicitamente, “receber salários” – dois funcionários que assinaram esse documento seguem no gabinete dele. No total, essas pessoas acumularam mais de R$ 4 milhões em remunerações, considerando apenas o período em que estiveram lotadas no gabinete do deputado paraibano. As procurações foram registradas em cartórios da Paraíba desde 2011, quando Hugo Motta assumiu o cargo de deputado federal pela primeira vez.
Ivanadja Velloso já responde na Justiça Federal por suposto esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado de Hugo Motta. Ela é acusada de movimentar a conta de um ex-funcionário que jamais pisou em Brasília e que nem sequer sabia o valor do seu salário, tampouco o número da conta bancária.
Ivanadja era chefe de gabinete de Wilton Santiago até 31 de janeiro de 2011. No dia seguinte, em 1º de fevereiro de 2011, passou a integrar a equipe de gabinete do então novato na Câmara Hugo Motta. Atualmente, ela recebe salário de R$ 18.719,88 como secretária parlamentar, que é o cargo mais elevado da Casa em função comissionada.
Os casos de funcionários fantasmas no gabinete de Hugo Motta também são muitos… A Câmara dos Deputados já pagou R$ 807,5 mil à fisioterapeuta Gabriela Batista Pagidis, lotada no gabinete do presidente da Câmara. A jovem de 30 anos seria secretária parlamentar desde 1º de junho de 2017. Nesse período, o salário dela variou de R$ 1.550,66 a R$ 16.714,06. Só que Gabriela divide seu tempo entre clínicas de fisioterapia, academia de ginástica e shopping centers…
Hugo Motta também emprega, além de Gabriela Pagidis, outras duas funcionárias fantasmas. Louise Lacerda, filha do ex-vereador Marcílio Lacerda (Republicanos-PB), é estudante de medicina na Faculdade Nova Esperança, em João Pessoa. O curso é em período integral e diurno. Já Monique Magno é assistente social na prefeitura de João Pessoa (PB) há quatro anos.
E tem mais, o presidente da Câmara dos Deputados emprega um homem como caseiro de sua fazenda em Serraria, na Paraíba, com verba do gabinete da Casa. Ary Gustavo Soares é contratado, desde 2019, como assessor do gabinete do parlamentar e recebe R$ 7,2 mil em salários e auxílios pagos pela Câmara.
Ary ocupa o cargo de secretário parlamentar, que prevê 40 horas de trabalho por semana e dedicação exclusiva, segundo normas da Casa. De acordo com relatos de funcionários atuais e antigos da propriedade, Ary comanda a fazenda, que fica num município de 6 mil habitantes a 131 km de João Pessoa e a 225 km de Patos — base eleitoral do parlamentar. Conforme o ex-funcionário Antônio da Costa, que foi tratorista na propriedade rural até junho de 2023, o caseiro fica na propriedade de segunda a sexta-feira. No fim de semana, volta a Patos, onde vive com a família.
Lula, o malandro bravateiro
Lula divulgou um vídeo nas redes sociais no sábado em que “convida” o presidente americano, Donald Trump, para uma conversa… Enquanto plantava uma variedade de uvas desenvolvida pela Embrapa num canteiro do Palácio do Alvorada, ele disse que estava “plantando comida, não violência e ódio”.
Os dois presidentes têm trocado críticas públicas, mas nunca se encontraram pessoalmente ou conversaram por telefone. No vídeo, Lula disse exatamente o seguinte: “Espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para que você possa conhecer o Brasil verdadeiro, o Brasil do povo que gosta de samba, de carnaval, de futebol, que gosta dos Estados Unidos, da China, da Rússia, do Uruguai, da Venezuela. Nós gostamos de todo mundo”.
O petista é um bravateiro, um malandro, é contra os Estados Unidos, é contra Israel, e não tem a preocupação de disfarçar seu amor pelo regime comunista chinês, pela Rússia, Venezuela, por Cuba, pelo Irã, pelos terroristas do Hamas…
Trump tenta acordo para acabar com guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe hoje em Washington o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e sete líderes europeus para uma reunião decisiva sobre a guerra na Ucrânia.
Segundo agenda divulgada pela Casa Branca, Trump vai se reunir a sós com Zelensky, no Salão Oval da Casa Branca. O encontro é às 14h15, no horário de Brasília. Já a reunião com os líderes europeus, incluindo Zelensky, está marcado para as 16h, também pelo horário de Brasília, na Sala Leste.
Estarão presentes Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido), Friedrich Merz (Alemanha), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Mark Rutte (Otan), Giorgia Meloni (Itália) e Alexander Stubb (Finlândia).
Um rascunho da proposta de Putin para encerrar a guerra começou a circular entre diplomatas, segundo a agência Reuters. O plano prevê a retirada parcial de tropas russas do norte da Ucrânia, mas exige contrapartidas consideradas inaceitáveis por Zelensky: o reconhecimento da anexação da Crimeia, a manutenção do controle do Kremlin sobre grande parte de Donbas, a promessa de que a Ucrânia não se juntará à Otan e o alívio das sanções internacionais contra Moscou.
De acordo com o jornal americano New York Times, Trump e Putin chegaram a discutir a cessão completa de Donetsk e Lugansk à Rússia, incluindo áreas que não estão sob ocupação militar. Zelensky sempre rejeitou a ideia, mas admitiu no domingo, em Bruxelas, que pode negociar as terras já controladas por tropas russas.
Bolívia se livra do Foro de São Paulo
O fim de uma era política da América Latina foi selado nesse domingo nas eleições presidenciais da Bolívia. Há quase 20 anos no poder, o esquerdista Movimento ao Socialismo (MAS) amargou uma derrota histórica nas urnas, de acordo com os resultados preliminares do Tribunal Supremo Eleitoral do país.
Rachado entre os grupos políticos do ex-presidente Evo Morales e do atual mandatário, Luis Arce, o partido obteve 3,2% dos votos, com Eduardo del Castillo. O mais bem colocado candidato à esquerda foi Andrónico Rodríguez, com 8,15%. As apurações apontam para um segundo turno entre dois nomes que representam caminhos distintos para o país.
Os resultados preliminares oficiais mostram que o senador centrista Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), liderava com 32,14% dos votos, seguido pelo ex-presidente conservador Jorge “Tuto” Quiroga, da coalizão Aliança Livre, com 26,81%. Outro candidato de direita, Samuel Medina, que era um dos favoritos, aparece em terceiro, com cerca de 19% dos votos.
Rodrigo Paz Pereira, de 55 anos, busca se firmar como alternativa de centro em meio à polarização política boliviana. Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989–1993), ele defende a estabilização econômica, atração de investimentos estrangeiros e fortalecimento das instituições democráticas.
Aos 65 anos, Jorge “Tuto” Quiroga é um nome histórico da direita boliviana. Formado em engenharia nos Estados Unidos, iniciou sua carreira pública como vice-presidente de Hugo Banzer Suárez. Assumiu a presidência da Bolívia em 2001, após a morte de Banzer, e governou até 2002. Durante esse curto mandato, buscou aproximação com os Estados Unidos e aplicou medidas econômicas liberais, marca que continuou a definir sua trajetória política.
As urnas refletem um país mergulhado em crise econômica e política. A Bolívia enfrenta inflação em níveis históricos, escassez de combustíveis e alimentos, e queda acentuada das reservas internacionais. As longas filas para conseguir itens básicos se tornaram símbolo do descontentamento popular.




Comentários