top of page

RESUMO DE NOTÍCIAS – 19/05/2025

Oct 4
7 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 19/05/2025

PCC, TCP e outras letrinhas, julgamento secreto e mais um roubo contra aposentados e pensionistas

Tuta, do PCC

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, um dos principais chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. A transferência foi feita no domingo. O criminoso foi capturado na Bolívia, onde estava havia cinco anos. Tuta ficará no mesmo presídio onde Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, está detido desde 2019.

Tuta foi capturado na última sexta-feira em Santa Cruz de la Sierra, quando se apresentou a uma unidade policial boliviana para resolver questões migratórias. Ao apresentar documentação falsa em nome de Maicon da Silva, ele foi identificado por um agente local, que contatou um oficial da Polícia Federal brasileira na região.

Antes de ser condenado a 12 de prisão e entrar na lista vermelha da Interpol, Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, teria pagado pelo menos R$ 2 milhões para obter imunidade diplomática no Consulado de Moçambique em Minas Gerais, de acordo com investigações da Polícia Federal. Entre 2018 e 2019, ele e outros três integrantes do PCC estiveram registrados como adidos do país africano no Brasil.

Condenado à revelia, Tuta é acusado de lavar mais de R$ 1 bilhão para a facção. O dinheiro seria proveniente do tráfico de drogas.

Estragaram o velório

O corpo do traficante Daniel Falcão dos Santos, o Gotinha, foi velado com o caixão fechado. Ele foi morto pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Rio de Janeiro, na última terça-feira, com um tiro de fuzil na cabeça. Gotinha era “segurança” do segundo homem na hierarquia da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Thiago da Silva Folly, mais conhecido como TH da Maré, que também foi morto.

No sábado, traficantes da favela da Maré, na zona portuária do Rio, fizeram uma “motociata” em homenagem a Gotinha. O que chamou mais a atenção, além do foguetório, foi a quantidade de motos de alto valor que participavam do “passeio”. Modelos da BMW que variam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, além de quadriciclos de luxo, destoavam da pobreza do complexo da Maré.

Vídeos que registraram o movimento flagraram homens usando camisas estampadas com a estrela de Davi. O símbolo judeu foi adotado pelo chefe máximo do TCP, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, que está foragido.

Julgamento secreto

O Supremo Tribunal Federal começa hoje uma nova fase do julgamento da ação penal sobre a “trama golpista” para “manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, depois das eleições de 2022”. Serão ouvidas até o começo de junho 82 testemunhas de acusação e de defesa.

Primeiro, vão falar as testemunhas indicadas pela PGR e pelos integrantes do chamado “núcleo crucial” do “golpe”, que tem Jair Bolsonaro; o ex-ajudante de ordens dele, Mauro Cid; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

A PGR apostou em nomes do alto escalão das Forças Armadas, como os ex-comandantes Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e Carlos Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) – que já prestaram depoimentos e confirmaram que Bolsonaro apresentou a “minuta do golpe”.

Entre as testemunhas de defesa estão os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado.

E o ministro Alexandre de Moraes proibiu a imprensa de gravar os depoimentos, para “não ferir a incomunicabilidade das testemunhas, em atenção ao artigo 210 do Código de Processo Penal”… O advogado constitucionalista André Marsiglia afirmou que a medida é ilegal e inconstitucional .

Ele explicou que o STF não pode garantir a incomunicabilidade de uns, violando o direito de todos. Para obedecer ao artigo 210 do CPP, não se pode violar a liberdade de imprensa e o direito constitucional à informação do cidadão.

Marsiglia também disse que, em uma democracia, existem autos (processos) sigilosos, mas jamais atos judiciais sigilosos: “Os artigos 37 e 93 da Constituição Federal garantem a publicidade e a transparência de todos os julgamentos, sob pena de nulidade.

Para piorar, a “decisão” de Moraes sequer foi uma decisão, pois se tratou apenas de mero comunicado no site do STF…

Mais roubo contra aposentados e pensionistas

A rede formada para lesar aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social vai além dos descontos irregulares realizados por associações, sindicatos e empresas de crédito consignado. Vários relatos de beneficiários do INSS indicam que muitos também sofreram cobranças referentes a seguros que eles alegam não ter contratado.

As denúncias na plataforma do governo acusam diversas empresas de crédito, que afirmam que as cobranças dizem respeito a um seguro de vida e teriam sido autorizadas por meio de ligações telefônicas.

Algumas chamadas foram divulgadas, e fica claro que muitos idosos eram induzidos a aceitar o desconto do valor. Com acesso a dados como CPF, endereço e número da conta corrente, atendentes informavam que havia sido liberado um “capital de seguro” em nome do aposentado, sem deixar claro que se tratava da contratação de um novo serviço.

Em alguns casos, a “autorização” ocorria em menos de 3 minutos. A partir daí, eram feitos descontos mensais, entre R$ 50 e R$ 80, diretamente na conta corrente do beneficiário.

A empresa com maior número de reclamações por ter feito esse tipo de desconto, a Sudacred, firmou recentemente acordo de cooperação técnica com o INSS para realizar descontos em benefícios vinculados ao instituto. O extrato do termo foi publicado no Diário Oficial da União em 22 de abril deste ano, um dia antes da operação da Polícia Federal que investiga fraudes no sistema da Previdência. O documento foi assinado pelo então diretor de benefícios, Vanderlei Barbosa dos Santos. Ele foi afastado do cargo por determinação da Justiça.

Eleição em Portugal

A vitória da coalizão de centro-direita Aliança Democrática em Portugal acabou sendo ofuscada pela consolidação do partido de direita Chega no cenário político nacional. Liderado por André Ventura, o Chega empatou com os socialistas, rompendo um ciclo bipartidário de meio século no país.

Mesmo atingido por um escândalo de corrupção envolvendo sua família, o primeiro-ministro Luís Montenegro se reelegeu, com vantagem maior em relação à eleição do ano passado. A coalizão AD assegurou 86 assentos, mas, ainda que apoiada pela Iniciativa Liberal, está longe da maioria de 116 cadeiras no Parlamento, que lhe garantiria a estabilidade de governo.

Assim, Montenegro continua refém dos socialistas ou do Chega para governar e manter-se no poder por mais quatro anos. Os dois partidos alcançaram o mesmo número de deputados — 58 — embora o PS tenha ficado ligeiramente à frente do Chega, com 52 mil votos de diferença.

Em cinco anos, o Chega só fez avançar em Portugal, e surge como força indispensável como solução de governo, a exemplo do que já ocorre em países como Alemanha, França, Itália e Holanda.

A terceira eleição portuguesa em três anos foi muito ruim para os socialistas e para os partidos de esquerda, que, sob o comando de António Costa, mantiveram uma coalizão durante quatro anos. O país que saiu das urnas nesse domingo se voltou inevitavelmente para a direita.

Eleição na Romênia

O prefeito centrista pró-europeu de Bucareste, Nicusor Dan, venceu, nesse domingo, o segundo turno das eleições presidenciais da Romênia. Dan, de 55 anos, teve cerca de 54% dos votos, após a contagem de 90% das cédulas, contra 46% conquistados por seu rival nacionalista, George Simion, de 38 anos.

Simion, admirador de Donald Trump, não aceitou o resultado da eleição. Ele venceu o primeiro turno, em 4 de maio, com quase 41% dos votos, o dobro do prefeito de Bucareste.

Há pouco mais de cinco meses, a Romênia fez outra eleição, que acabou anulada. A “justificativa” usada foi que havia suspeitas de interferência russa… Calin Georgescu, que surpreendeu ao vencer o primeiro turno original, foi simplesmente barrado na nova corrida presidencial.

Georgescu tentou recorrer, mas não conseguiu e acabou declarando apoio a George Simion, que é um duro crítico da União Europeia e acusa os burocratas de Bruxelas de terem interferido nas eleições romenas.

Eleição na Polônia

O prefeito de Varsóvia, Rafał Trzaskowski (Plataforma Cívica, centro-direita), e o historiador Karol Nawrocki avançaram para o 2º turno da eleição presidencial da Polônia. Com quase todas as urnas apuradas, Trzaskowski teve 31,4% dos votos. Nawrocki alcançou 29,5%. Os dois candidatos se enfrentarão novamente em 1º de junho.

A disputa entre o centrista pró-europeu Trzaskowski e o historiador, apoiado pelo partido de direita Lei e Justiça, foi mais acirrada do que as projeções iniciais indicavam. A margem estreita entre os candidatos reflete a polarização política no país, que passou por uma transição de poder em 2023, quando a coalizão liderada pelo atual primeiro-ministro, Donald Tusk (Plataforma Cívica), assumiu o governo.

Os dois candidatos representam visões contrastantes para o futuro da Polônia. Trzaskowski defende a reforma das instituições judiciais e o fortalecimento da democracia. Nawrocki, admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), adota uma retórica anti-imigração e promete combater valores que classifica como “woke”.

O candidato Sławomir Mentzen (Nova Esperança, direita) ficou em 3º lugar, com 15,4% dos votos. Grzegorz Braun (Confederação, direita) conquistou 6,2%, garantindo a 4ª posição. Outros 15% dos eleitores votaram no candidato Szymon Hołownia (Polônia 2050, centro-direita) e nos representantes da esquerda Magdalena Biejat (independente) e Adrian Zandberg (Razem).

Eleição na Argentina

O partido do presidente Javier Milei venceu, nesse domingo, as eleições legislativas na cidade de Buenos Aires, um reduto tradicional do movimento de centro-direita PRO, que ficou em terceiro lugar, atrás do peronismo (centro-esquerda).

O resultado coloca A Liberdade Avança, o jovem partido de Milei, como a força mais votada na capital argentina, que, desde 2007, era governada pelo PRO, sigla do ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019).

Com 98,15% das urnas apuradas, o porta-voz de Milei, Manuel Adorni, venceu com mais de 30,13% dos votos a lista do peronismo encabeçada por Leandro Santoro, que obteve 27,35%, e Silvia Lospennato, do PRO, que conseguiu 15,92%.

A eleição do último domingo envolveu metade dos 60 assentos do legislativo de Buenos Aires e foi o primeiro grande teste do governo de Javier Milei.

Comments


bottom of page