RESUMO DE NOTÍCIAS – 20/05/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 20/05/2025
Não houve golpe, o tribunal do Moraes, a culpa é do PT e liberdade de expressão... para a Janja
Depoimentos sobre o “golpe”
Em depoimento ao STF no processo que julgará a tentativa de “golpe”, o ex-comandante do Exército general Freire Gomes confirmou que, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, foi apresentada a ele uma minuta que previa decretação de GLO, Estado de Sítio ou de Defesa.
Freire Gomes adotou um tom mais brando sobre o encontro do que havia relatado à Polícia Federal. O militar afirmou que eram instrumentos previstos na Constituição, que Bolsonaro disse estarem em estudo, e que o então presidente não demandou a opinião dos chefes de Força.
Dilma Rousseff, encurralada pelo processo de impeachment em 2016, fez algo parecido. Nos dias que antecederam a votação que acabou aprovando seu afastamento da presidência, ela se reuniu com o então comandante do Exército, general Villas Bôas, e o consultou sobre a decretação de Estado de Defesa… Alguém a chamou de golpista?
Moraes ameaça
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, fez um alerta ao general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército na gestão de Jair Bolsonaro, durante o depoimento de testemunhas de acusação em ação penal que trata da tal “trama golpista”.
Logo depois de Freire Gomes relatar o posicionamento do então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, quando foi apresentado o documento sobre a decretação de Estado de Sítio ou de Defesa, Moraes disse que o general precisava pensar bem antes de responder as perguntas: “A testemunha não pode deixar de falar a verdade. Se mentiu na polícia, tem que falar que mentiu na polícia. Não pode agora no STF dizer que não sabia. Ou o senhor falseou a verdade na polícia ou está falseando aqui”.
Freire disse à PF que Almir Garnier tinha colocado as tropas à disposição de Jair Bolsonaro. Ao STF, não usou a expressão “à disposição”, porque, ele afirmou, não interpretou a fala como “conluio”.
Depois da ameaça de Moraes, Freire Gomes respondeu: “Nunca menti. O Almirante Garnier tomou a posição de estar com o presidente. Não omiti o dado. Ele disse que estava com o presidente, agora a interpretação sobre o que ele quis dizer não me cabe”.
E o prêmio de cobertura mais cretina sobre o depoimento do general Freire Gomes foi para o Estadão. O jornal paulista publicou a seguinte manchete: “Ao Supremo, ex-comandante do Exército confirma tentativa de golpe”.
“O meu tribunal”
Durante o depoimento do general Freire Gomes, o advogado de Anderson Torres insistiu repetidamente em questionar a origem de uma “minuta de decreto golpista”. Depois de quatro tentativas de reformular a mesma pergunta, o advogado foi interpelado por Alexandre de Moraes, que disse o seguinte: “Não vou permitir que vossa senhoria faça circo no meu tribunal”. Moraes também acusou o advogado de tentar “induzir a testemunha”.
Denúncia contra Núcleo 3
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga, a partir de hoje, se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o chamado Núcleo 3 da trama golpista que teria atuado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. O grupo é composto por 12 pessoas, entre elas militares da ativa e da reserva do Exército, além de um policial federal.
Fazem parte desse grupo militares presos em novembro do ano passado, no âmbito da Operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal e que investigou suposto plano de monitoramento e assassinato de autoridades, como Lula, Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O plano ficou conhecido como “Punhal Verde e Amarelo”.
Os investigados foram denunciados pela PGR pelos mesmos crimes atribuídos aos demais envolvidos que já se tornaram réus: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Fim da roubalheira?
A Câmara dos Deputados deve votar hoje um requerimento para acelerar a análise de uma proposta que acaba com descontos de sindicatos e associações na folha de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A aprovação do requerimento permitirá que o texto seja votado diretamente pelo plenário da Casa. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que apenas a urgência deverá ser apreciada pelos parlamentares nesta terça.
Lideranças da Câmara esperam que seja possível votar o conteúdo do projeto ao longo dos próximos dias, mas defendem que o tema não seja discutido de “qualquer forma”. O texto, do deputado Sidney Leite (PSD-AM), revoga o trecho da lei de 1991 que, atualmente, permite os descontos de mensalidades na folha dos aposentados e pensionistas.
Na prática, a proposta proíbe a cobrança de associações diretamente no benefício e estabelece que a proibição dos descontos associativos em folha passaria a valer 90 dias após uma eventual sanção.
Leite declarou que, embora acabe com a cobrança em folha, a proposta não proíbe que aposentados e pensionistas se filiem a associações e sindicatos e contribuam por outros meios de pagamento.
Foi no governo Lula
Novos dados divulgados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram os períodos em que houve maior explosão no número de novos associados com descontos de benefícios feitos pelas entidades investigadas. O órgão informou que só possui dados com a quantidade de descontos realizados a partir de março de 2020 e não do período completo em que os descontos eram realizados, pelo menos, desde 2014.
E o ano de 2023, primeiro do terceiro mandato de Lula, representa a maior alta no saldo de associados, chegando a mais de 2,5 milhões de beneficiários que sofriam descontos.
E falam dos palavrões do Allan…
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o processo de eleição interna do PT ajudará a unificar o partido para que, em 2026, a sigla vença a “extrema direita escrota que está aí”. A declaração foi dada durante uma reunião da corrente majoritária da legenda, a CNB (Construindo Um Novo Brasil), em Brasília, em que o ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva lançou sua candidatura ao comando do partido.
Gastança da Janja
A Justiça do DF deu 20 dias para o governo federal se manifestar sobre uma ação que pede explicações sobre os gastos da Janja em viagens internacionais. A decisão, de domingo, foi assinada pelo juiz Leonardo Tavares Silveira. A ação popular, movida pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) e pelo advogado Jeffrey Chiquini, pedia a suspensão das ordens de pagamento, reembolsos ou diárias referentes às viagens de Janja, além de solicitar o detalhamento das despesas.
Janja e a liberdade de expressão… dela
Janja voltou a defender a censura, que ela chama de regulação, das redes sociais no Brasil. E ela citou o constrangimento que causou em Pequim ao tratar do assunto com o ditador Xi Jinping: “Não há protocolo que me faça calar”.
Sim, para Janja, liberdade total, mas, para quem faz críticas a ela e ao governo Lula, censura… O discurso enviesado dela é assim: “Em nenhum momento calarei a minha voz, meu negócio é calar a voz dos meus opositores”… Ou “ninguém vai me calar na defesa do meu projeto de calar os outros”…
E é tão simples de entender: quem defende que todos possam falar defende a liberdade de expressão; quem defende apenas para si e para os seus o direito de falar é certamente do time de gente como Xi Jinping e Lula…
Mais um policial morto
O policial civil José Antônio Lourenço Júnior, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foi morto ontem durante uma operação da corporação na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. Ele tinha 38 anos e foi atingido por um tiro no rosto.
A Core, grupo de elite da Polícia Civil, estava na favela, auxiliando uma operação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) no cumprimento de mandados judiciais em uma investigação que apura a qualidade do gelo produzido em uma fábrica na região que é vendido nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio. Apesar de a ação não ser contra o tráfico de drogas, criminosos do Comando Vermelho reagiram à presença dos policiais e mataram o agente.
A Folha de São Paulo, que fala tanto em “letalidade policial”, mais uma vez, não publicou uma linha sequer sobre novo assassinato de um agente de forças de segurança… Agora, se um criminoso tivesse morrido…




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