RESUMO DE NOTÍCIAS – 20/08/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 20/08/2025
A derrota do governo na CPMI, a demência fingida de Dino e Alcolumbre e a censura de Motta e Lula
Reviravolta na CPMI do INSS
O governo e seus aliados Davi Alcolumbre e Hugo Motta tiveram a primeira derrota na CPMI do INSS. O grupo nem queria que a Comissão existisse, mas acabou derrotado. Tratou, então, de garantir a presidência e a relatoria. Para comandar os “trabalhos”, Davi Alcolumbre indicou o senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas. Já Hugo Motta indicou o deputado Ricardo Ayres, do Republicanos do Tocantins, que não assinou o pedido de instalação da CPMI, para ser o relator. O objetivo era não permitir que as investigações apontassem os verdadeiros culpados pela roubalheira contra aposentados e pensionistas. Só que a oposição venceu a primeira batalha.
Por 17 votos a 14, o senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, derrotou Omar Aziz e será o presidente da CPMI. Ele não assinou o pedido para abertura da Comissão, mas é mais próximo da oposição, tendo sido, inclusive, filiado ao PL, partido de Jair Bolsonaro, até 2023. Logo depois de ser eleito, Viana designou como relator o deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas… Que o governo continue perdendo todas, e a verdade sobre as fraudes no INSS se imponham no relatório final, daqui a seis meses.
Dino empurra os bancos para a falência
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino correu para explicar que o Brasil vai continuar respeitando decisões de Cortes internacionais, depois de decidir que leis de outros países só têm efeito no Brasil com o aval do STF. A decisão do ministro foi tomada no âmbito de um debate jurídico ligado às tragédias de Mariana e Brumadinho — e nada tem a ver com a Lei Magnitsky, aplicada contra o também ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Na prática, a decisão foi uma tentativa desastrada de blindar Moraes.
A ordem de Dino não tem como ser cumprida por bancos que têm negócios nos Estados Unidos e querem permanecer no sistema financeiro global. Se essas instituições não respeitarem as sanções impostas a Moraes, elas vão quebrar. E isso começou a ser demonstrado ontem mesmo na Bolsa de Valores de São Paulo. As ações dos bancos se desvalorizaram bem acima da queda do índice Ibovespa, com perdas chegando perto de R$ 42 bilhões, isso é quanto vale hoje, por exemplo, a Caixa Seguradora.
O índice da Bolsa de São Paulo encerrou a terça-feira em queda de 2,10%. As ações do Banco do Brasil caíram 6,03%. Depois, veio o Santander, com queda de 4,88%. As ações do BTG-Pactual caíram 4,04%; as do Itaú, perda de 3,97%; e as do Bradesco, 3,79%. O setor financeiro tem muito peso no índice da Bovespa e está entre os mais negociados da bolsa.
Dino faz bancos terem perda de quase R$ 42 bilhões em um dia
Diante do impasse gerado pela aplicação da Lei Magnitsky, adotada pelo governo de Donald Trump, e pela decisão do ministro Flávio Dino que anulou os efeitos de determinações estrangeiras sobre a jurisdição brasileira, o Banco do Brasil divulgou uma nota à imprensa, afirmando que atua em plena conformidade com a legislação nacional…
O Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista controlada pelo governo federal e pode ser alcançado pelas sanções previstas na lei americana, já que mantém operações nos Estados Unidos, por meio do BB Americas. Ao mesmo tempo, a instituição está sujeita à legislação brasileira e às normas emitidas pelo Banco Central.
Um cliente do BB Americas na Flórida informou à Revista Timeline que, por precaução, foi à agência do banco na International Drive, em Orlando, para sacar todo o dinheiro que tinha no banco. Ele informou que encontrou a agência com movimento bem acima do normal e foi testemunha do desespero da gerente diante do enorme movimento de clientes querendo encerrar suas contas no BB Americas, com receio de que o banco seja punido por não cumprir sanções da Magnitsky a Alexandre de Moraes.
Davi Alcolumbre finge demência
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), preocupado com seus próprios interesses e com todas as denúncias que há contra ele e parentes seus, fige viver no mundo da lua. Na abertura da sessão do Senado ontem, ele pediu serenidade a integrantes da oposição diante do pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Alcolumbre também pediu que os senadores presentes “deixassem as divergências eleitorais de lado”, em referência à pressão que sofre para pautar o processo contra Moraes: “Que este espaço seja um ambiente de diálogos e não de embates. Faço um chamamento à reflexão: muitas vezes o ódio e as agressões estão tomando o lugar do amor. Não estou me referindo à ideologia A ou B. Interessa termos um país dividido em constantes ofensas? As eleições passaram, e todos seguem em constante processo de rivalidade eleitoral. É bom que a gente possa divergir, mas seria bom que pudéssemos buscar a paz. Que a gente possa deixar os embates do processo eleitoral de lado, para o ano da eleição”.
União Brasil e PP querem abandonar Lula
O União Brasil e o Partido Progressistas formalizaram a federação União Progressista, de olho nas eleições do ano que vem. A cerimônia de casamento entre os dois partidos teve clima de constrangimento, com a presença dos ministros Celso Sabino (Turismo), do União Brasil, e André Fufuca (Esporte), do PP. Os dois ouviram duras críticas a Lula, que foi acusado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), de ser complacente com o crime organizado.
Os dirigentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do União, Antonio Rueda, já anunciaram que desembarcam do governo Lula a partir de hoje e ameaçam expulsar os ministros que não entregarem seus cargos. Além de Sabino e Fufuca, as duas siglas indicaram os ministros Waldez Góes (Integração) e Frederico Siqueira (Comunicações). Os dois não são filiados, mas ingressaram no governo por indicação do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Com eles, ninguém deve mexer.
O inevitável fim do PSDB
O PSDB caminha mesmo para um fim melancólico. Mergulhado numa crise, o partido perdeu seu último governador: Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul, se filiou ao PP (Progressistas).
Com a saída de Riedel, o PSDB perde oficialmente todos os governadores eleitos pelo partido em 2022. Nos primeiros meses deste ano, o tucanato também se despediu de Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco), que migraram para o PSD.
O PSDB, que já chegou a presidir o país por dois mandatos, a ocupar o topo do ranking de parlamentares eleitos e administrar 18% das cidades brasileiras, tem enfrentado debandada em todos os estados. Hoje, o partido tem a menor bancada de sua história na Câmara e apenas três senadores. Até o governo de São Paulo, que o partido ocupava havia quase 30 anos, o PSDB perdeu nas últimas eleições.
No auge, o partido teve 9.794 políticos ocupando algum cargo eletivo (somando presidente, deputados federais, estaduais e distritais, senadores, governadores, prefeitos e vereadores – eleitos em 1998 e 2000). Hoje, esse número recuou para apenas 3.330 (considerando as eleições de 2022 e 2024). Foi uma queda de 66%.
O avião misterioso americano que pousou no Brasil
Uma aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos pousou no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, às 17h13 dessa terça-feira. O avião, um Boeing C-32B de matrícula 00-9001, chegou à capital gaúcha vindo de San Juan, em Porto Rico, e decolou às 19h52 com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Na última segunda-feira, o C-32B saiu de uma base aérea em Wrightstown, Nova Jersey, com destino a Tampa, na Flórida. Ainda no mesmo dia, seguiu para San Juan, antes de pousar em Porto Alegre. A Fraport, que administra o aeroporto da capital gaúcha, confirmou que a aeronave é da Força Aérea dos Estados Unidos, mas não informou qual o motivo do pouso em Porto Alegre.
A Gru Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, confirmou o pouso da aeronave na cidade com autorização do Ministério da Defesa.
De acordo com sites oficiais da Força Aérea americana, o C-32 é uma versão militar do Boeing 757-200, configurado para transportar autoridades americanas, como o presidente, o vice-presidente, membros do gabinete e líderes militares. A aeronave é operada pelo 1º Esquadrão de Transporte Aéreo da 89ª Ala de Transporte Aéreo, sediada na Base Conjunta de Andrews, em Maryland.
Com capacidade para 45 passageiros e alcance de até 5,5 mil milhas náuticas sem reabastecimento, o C-32 é equipado com sistemas avançados de comunicação e segurança.
Fontes da Polícia Federal informaram que o avião dos Estados Unidos que pousou em Porto Alegre e depois em São Paulo conduziu diplomatas para o Consulado americano na capital gaúcha. O Ministério da Defesa do Brasil afirmou que não havia nada errado com o avião e que ele possuía plano de voo.
Hugo Motta quer promover a censura
A Câmara dos Deputados deve votar hoje o projeto que libera a censura nas redes sociais, com o pretexto de “proteger crianças e adolescentes no ambiente digital”. A proposta já foi aprovada no Senado e tem como autor o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Nessa terça-feira, Hugo Motta agiu como um tirano, ignorou os pedidos para que a votação sobre a urgência do projeto fosse nominal, e agora articula para que a matéria seja aprovada. O processo rápido gerou protestos da oposição, que foram ignorados por Motta.
Parlamentares contrários alegam risco de “censura” e criticam a redação de um trecho que determina a aplicação da lei a produtos ou serviços de “acesso provável” por menores, considerada uma expressão vaga.
Vem aí mais censura imposta por Lula
Depois da decisão do STF de legislar sobre as redes sociais, agora é o governo Lula que quer implementar a censura geral. Na próxima semana, o petista vai enviar ao Congresso um projeto que “regula” as plataformas digitais.
A minuta do projeto é assustadora. Ela elenca as sanções que as plataformas poderão sofrer da parte do governo, se não removerem conteúdo considerado ilícito — e que, como o STF ensinou, mistura convenientemente desde pedofilia até “ataques à democracia”.
Também fazem parte desse rol de conteúdos ilícitos os chamados “crimes contra o Estado Democrático de Direito, que incluem atentado à soberania ou à integridade nacional, espionagem, golpe de Estado, interrupção do processo eleitoral e violência política”.
O ápice das punições previstas no projeto é a suspensão provisória de plataformas, por até dois meses, sem necessidade de decisão judicial. Basta a ordem de um órgão federal a ser criado para vigiar as redes — um departamento de censura. É mais uma tentativa do PT de calar seus opositores.
No primeiro mandato de Lula, os petistas quiseram criar um Conselho Federal de Jornalismo para “fiscalizar” a imprensa. O tal conselho seria aparelhado pelos companheiros, que se encarregariam de punir jornalistas e veículos incômodos ao governo.
Como o Conselho Federal de Jornalismo não vingou – porque vinte anos atrás ainda havia imprensa que prezava a liberdade de expressão –, o governo do PT passou a assediar jornais, revistas e emissoras independentes editorialmente com o cancelamento de propaganda estatal. Ao mesmo tempo, passou a financiar blogs usados para atacar seus adversários políticos e jornalistas que não se dobravam a Lula.
EUA estão na cola de Maduro
Nicolás Maduro afirmou que vai mobilizar 4,5 milhões de milicianos armados em todo o país em resposta às “ameaças bizarras” dos Estados Unidos. Três navios de guerra americanos foram deslocados para a costa da Venezuela, com o objetivo de combater gangues envolvidas com o tráfico de drogas.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo dos Estados Unidos vai usar “todos os elementos do poder americano” para impedir que drogas cheguem ao país. Ela foi perguntada por uma jornalista sobre essa movimentação, mas não respondeu diretamente, abordou apenas a posição do presidente Donald Trump sobre o governo de Nicolás Maduro na Venezuela: “O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela; é um cartel narcoterrorista. Maduro, na visão deste governo, não é um presidente legítimo; é um chefe fugitivo deste cartel, indiciado nos Estados Unidos por tráfico de drogas”.
No início do mês, o governo americano aumentou para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, que é acusado de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.
Forças Armadas americanas abandonam Brasil
Os Estados Unidos cancelaram um evento que estava sendo organizado com a FAB (Força Aérea Brasileira) e sinalizaram que também devem ficar fora do principal exercício da Marinha, a Operação Formosa. Os sinais de distanciamento de Washington preocupam o Ministério da Defesa, que tenta blindar o estratégico setor de cooperação militar da crise político-econômica que se instalou entre Brasil e Estados Unidos.
O Southcom (Comando Sul dos Estados Unidos) planejava realizar junto à FAB a edição de 2025 da Conferência Espacial das Américas. O evento estava planejado para o fim do mês passado e foi cancelado por decisão dos Estados Unidos.
A avaliação feita na Marinha brasileira é de que os recados de afastamento dos Estados Unidos também têm relação com o estreitamento das ações militares entre Brasil e China. Os chineses passaram a enviar tropas para exercícios militares conjuntos com o Brasil no último ano. Do lado brasileiro, o governo decidiu aumentar sua representação militar em Pequim, com o envio, pela primeira vez, de um oficial-general para adido na embaixada em Pequim.
Antiamericanos não entrarão nos EUA
O USCIS (sigla para Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) atualizou os fatores que devem ser considerados na concessão de vistos. Entre os critérios que serão avaliados estão o envolvimento com atividades antiamericanas, terroristas ou antissemitas: “A atividade antiamericana será um fator extremamente negativo em qualquer análise discricionária”, declarou o órgão em comunicado.
Matthew Tragesser, porta-voz do USCIS, disse que os vistos americanos “não devem ser concedidos àqueles que desprezam o país e promovem ideologias antiamericanas”. No comunicado, o órgão não explicou o que será considerado atividades antiamericanas.
Entre as medidas anunciadas está a obrigatoriedade de postulantes a vistos estudantis manter os perfis em redes sociais com configurações “públicas” –para que qualquer pessoa tenha acesso ao perfil.




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