RESUMO DE NOTÍCIAS – 20/10/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 20/10/2025
Moraes à caça de Malafaia, Bolívia se livra da esquerda e Trump cerca Venezuela e Colômbia
Malafaia continua na mira de Moraes
O pastor Silas Malafaia continua sendo “investigado” pela Polícia Federal. Há dois meses exatamente, ele teve celular, passaporte e cadernos de notas religiosas apreendidos pela PF no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, quando chegava de Portugal. O aparelho passou por perícia.
Alexandre de Moraes acusa Malafaia de integrar o núcleo que articulou os “ataques” ao STF e as negociações para que os Estados Unidos praticassem “atos hostis” contra o Brasil. As “investigações” contra Malafaia foram autorizadas pelo ministro no âmbito do inquérito que apura coação à Corte. O pastor foi proibido de ter contato com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, também investigados.
O relatório da PF diz o seguinte: “Identificou-se que Malafaia atuou em ações de criação, produção e divulgação de ataques a ministros do STF, de forma previamente ajustada, por multicanais, em alto volume e direcionada a parcela do público sob sua influência”.
Moraes afirma que diálogos mostram que Silas “exerce papel de liderança nas ações planejadas pelo grupo investigado, que tem por finalidade coagir os ministros do Supremo e outras autoridades brasileiras, com claros atos executórios no sentido de coação no curso do processo e tentativa de obstrução à Justiça”.
É só olhar as transmissões de todas as manifestações organizadas por Malafaia até hoje para entender que ele simplesmente aponta, um a um, todos os arbítrios, abusos e todas as ilegalidades praticados por Alexandre de Moraes. Chamar algo assim de ataque, ou crime de coação, é mais uma artimanha fajuta do regime tirânico que tomou conta do Brasil.
Jornal americano aponta fraude no caso Filipe Martins
O jornal americano The Wall Street Journal voltou a tratar no sábado do caso do ex-assessor para Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro, Filipe Martins. O texto, assinado pela colunista Mary O’Grady, relata que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) reconheceu oficialmente, em 10 de outubro, que errou ao afirmar que Martins tinha entrado no país em dezembro de 2022.
A correção foi feita mais de 18 meses depois de o brasileiro apresentar provas de que não havia deixado o país naquela data. O WSJ lembra que o registro falso foi usado no Brasil para justificar a prisão preventiva de Martins, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A publicação cita trecho em que o CBP reconhece que o “registro incorreto foi usado para justificar os meses de prisão” do ex-assessor.
O texto indaga as circunstâncias em que os dados falsos foram incluídos e confirma que as investigações continuam. Segundo o jornal, há indícios de “invasão estrangeira no CBP”, uma vez que o registro eletrônico foi manipulado para incluir o nome de Martins e uma data de entrada inexistente. O artigo destaca ainda que o órgão americano entregou documentos à Justiça, mas com trechos censurados e nomes de servidores e datas de acesso ocultados.
O’Grady considera que o caso “não parece ter sido um simples erro burocrático” e cobra esclarecimentos sobre quem inseriu as informações falsas e por que a página de “histórico de viagens” do site da CBP ainda não foi corrigida. A colunista conclui que “o público não saberá a verdade, até descobrir quem entrou no sistema e criou o registro fraudulento”.
Bolívia se livra da esquerda, depois de 20 anos
Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão, foi eleito presidente da Bolívia nesse domingo. A primeira votação em segundo turno da história do país marcou o fim de 20 anos de governos de esquerda na Bolívia.
Com voto em papel e apuração manual, os números finais indicam que Paz, que é um senador de centro-direita, teve 54,6% dos votos. Ele derrotou Jorge “Tuto” Quiroga, do partido de direita Aliança Livre, que alcançou 45,39%. A posse do novo presidente será em 8 de novembro.
Nas duas últimas décadas, houve hegemonia da esquerda na Bolívia, encabeçada pelo MAS (Movimento ao Socialismo), que governou o país desde 2006, primeiro com de Evo Morales e, depois, com Luis Arce.
O futuro presidente da Bolívia defende um modelo de “capitalismo para todos”, com foco na formalização da economia, combate à corrupção, à criminalidade e reformas institucionais para limitar a reeleição e fortalecer a Justiça.
Mais um barco destruído na guerra contra o narcotráfico
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesse domingo que os militares americanos destruíram mais uma embarcação no mar do Caribe.
A ação foi na última sexta-feira e matou 3 tripulantes ligados ao Exército de Libertação Nacional, grupo guerrilheiro da Colômbia.
Desde agosto, já foram 5 ofensivas contra barcos venezuelanos, no combate ao tráfico internacional de drogas. Esse foi o primeiro ataque direcionado a uma embarcação colombiana.
Trump dá aviso muito claro a presidente da Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu no domingo a uma acusação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse que Petro é um “traficante de drogas”, que “incentiva fortemente a produção em massa” de entorpecentes no país. O republicano ameaçou cortar subsídios à Colômbia, caso o governo não combata o tráfico. Petro respondeu, em seu perfil no X, que “a Colômbia nunca foi rude com os Estados Unidos, pelo contrário, amou profundamente sua cultura”, mas que Trump “é rude e ignorante com a Colômbia”.
Aí Petro partiu para as abobrinhas de sempre, que comunistas e socialistas são pessoas boas, fraternas e solidárias: “Eu não faço negócios como você. Sou socialista. Creio na ajuda humanitária e no bem comum, e nos bens comuns da humanidade, o maior de todos: a vida, ameaçada pelo seu petróleo. Se eu não sou um empresário, muito menos um traficante de drogas, no meu coração não há ganância… Um mafioso é um ser humano que personifica melhor o capitalismo: a ganância. E eu sou o oposto, um amante da vida e, portanto, um guerreiro milenar da vida. A ganância nos escapa porque a vida é mais poderosa”.
A tensão entre Estados Unidos e Colômbia vem crescendo desde setembro, quando o governo americano acusou a Colômbia de falhar na cooperação antidrogas. A ONU indica que a Colômbia segue como maior exportador mundial de cocaína… As relações também se desgastaram depois que Gustavo Petro participou de um ato pró-Palestina em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU e pediu que soldados americanos desobedecessem às ordens de Trump, o que provocou a revogação do seu visto.
MST quer participar de uma guerra contra os EUA
O chefe nacional do MST — Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra —, João Pedro Stédile, afirmou em evento em Caracas que brigadas de militantes da América Latina estão se organizando para ir à Venezuela, diante da tensão com os Estados Unidos. Ele participou do Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, na capital venezuelana…
Em entrevista na semana passada, Stédile disse que estão sendo feitas reuniões para, no menor prazo possível, “organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos países latino-americanos para ir à Venezuela”. Segundo Stédile, os militantes não têm formação militar, mas podem “fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados a estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos Estados Unidos”.
Área técnica do TCU pressiona governo a cumprir meta fiscal
O Tribunal de Contas da União voltou a pressionar o governo federal no debate sobre a meta fiscal. Em parecer divulgado na última sexta-feira, a área técnica do tribunal concluiu que a execução orçamentária deve seguir exclusivamente o centro da meta fiscal — déficit zero — prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 — e não as bandas de tolerância, como defende a Advocacia-Geral da União.
A manifestação técnica recomenda manter a decisão anterior do TCU, que tinha sido parcialmente suspensa após recurso da AGU. Com o novo posicionamento, o caso volta a ameaçar as contas do governo.
Caso a manifestação prevaleça, o Ministério da Fazenda deve ser obrigado a bloquear cerca de R$ 31 bilhões do Orçamento ainda este ano para cumprir a regra fiscal.




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