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RESUMO DE NOTÍCIAS – 21/01/2026

Oct 3
4 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 21/01/2026

Reportagem aponta suposto cassino no Tayayá Resort ligado a Toffoli. No giro: BC liquida Will Bank, pressão por domiciliar a Bolsonaro, fila do INSS e Irã

Resort de Toffoli tem de tudo um pouco

O Metrópoles publicou hoje uma reportagem especial sobre o resort em Ribeirão Claro, no Paraná, que foi erguido pela construtora de um primo do ministro do STF Dias Toffoli, pertencia a dois irmãos do magistrado — um deles padre —, era ligado a um fundo de investimentos que fazia parte da cadeia do Banco Master e foi vendido para um advogado ligado ao grupo empresarial dos irmãos Batista… O portal mostra que Toffoli é tratado pelos funcionários como o dono do Tayayá Resort, no qual ele tem uma casa e até um iate.

Para piorar a situação, o Metrópoles descobriu que o resort tem um cassino com máquinas de aposta. Os caça-níqueis estão à disposição dos hóspedes. São 14 máquinas de vídeo loteria. Na prática, as apostas funcionam como caça-níqueis, mas são regulamentadas pelo governo do Paraná. Há mesas de jogos de carteado, e é possível jogar blackjack, modalidade de aposta com cartas proibida no Brasil. Todos os jogos são valendo dinheiro. O cassino funciona sem controle de entrada. A reportagem flagrou crianças nas máquinas caça-níqueis em duas ocasiões.

Dias Toffoli vai com frequência ao Resort Tayayá. O ministro fica numa casa em uma área denominada Ecoview, destinada a hóspedes de alto padrão. Ele tem também à sua disposição uma embarcação, que fica atracada no píer do resort.

BC liquida banco digital do Master

O Banco Central decretou nessa quarta-feira a liquidação do Will Bank, banco digital do grupo Master, que estava desde novembro sob regime de administração especial temporária.

O Will Bank foi preservado quando o BC anunciou a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro, diante da avaliação de que naquela época havia investidores interessados em adquirir a instituição, o que acabou não se concretizando. O regime especial poderia ser mantido por até 120 dias.

De acordo com o regulador, porém, não foi possível encontrar uma solução para o banco, depois que o Will deixou de pagar participantes da cadeia de cartão de crédito.

Aliados de Bolsonaro e até petistas aguardam prisão domiciliar de ex-presidente

Cresceu nas últimas horas, entre aliados de Jair Bolsonaro, a expectativa de que o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizará a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.

A aposta tem sido feita por integrantes do clã Bolsonaro e até do entorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que vem articulando pessoalmente junto ao STF o benefício ao ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro dizem que receberam sinalizações de outros ministros do Supremo de que Moraes poderá autorizar a transferência de Bolsonaro em breve.

Até alguns ministros do governo Lula passaram a defender, nos bastidores, que o STF autorize Bolsonaro a cumprir pena em casa.

A avaliação desses ministros é de que Moraes deveria transferir Bolsonaro para domiciliar por “coerência”, uma vez que concedeu o mesmo benefício ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Alexandre de Moraes estaria apenas esperando o resultado de uma perícia feita por médicos da Polícia Federal para autorizar a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Caminhada pela justiça e liberdade

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que começou na última segunda-feira uma caminhada em protesto pelas prisões injustas do 8 de Janeiro e a perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, chega a Brasília no domingo. No total, ele vai percorrer a pé 240 quilômetros.

Outros parlamentares também passaram a participar da mobilização, como o senador Magno Malta (PL-ES), que faz o percurso em cadeira de rodas. Nessa terça-feira, os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Luciano Zucco (Republicanos-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ) apareceram ao lado de Nikolas. O pré-candidato a senador por Santa Catarina Carlos Bolsonaro também se juntou ao grupo, além do vereador do Rio de Janeiro Rafael Satiê e do vereador de São Paulo Lucas Pavanato.

Mendonça concede prisão domiciliar a investigado do INSS

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, converteu em domiciliar a prisão preventiva de Silvio Feitoza, um dos alvos na investigação sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Preso em dezembro, em uma das fases da Operação Sem Desconto, Feitoza é apontado como gestor financeiro de um esquema que desviou bilhões de segurados do INSS, por meio de descontos fraudulentos.

Desde que foi preso, Feitoza apresentou piora no quadro de saúde e precisou ser levado ao Hospital de Base, em Brasília, na semana passada, quando foi submetido a uma cirurgia para desobstrução de artérias coronárias. Ele foi diagnosticado com isquemia miocárdica grave.

Fila do INSS, que Lula disse que acabaria, triplicou

A promessa de acabar com a fila do INSS desapareceu da agenda do Lula. Quando assumiu o Planalto, em 2023, o petista herdou pouco mais de 1 milhão de pedidos acumulados no órgão. Três anos depois, o número triplicou e alcançou 3 milhões de pessoas à espera de atendimento.

A situação se agravou, mesmo com a criação recorde de cargos comissionados. Desde o início do atual mandato, o governo nomeou 4.417 pessoas para funções estratégicas… E parte dos indicados acabou afastada por envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas. Os esquemas aplicavam descontos indevidos diretamente no contracheque dos beneficiários.

Massacre no Irã pode ter 18 mil mortos e 330 mil feridos

A ditadura islâmica matou entre 16,5 mil e 18 mil manifestantes na recente onda de protestos no Irã, denuncia um relatório produzido por médicos que atuam na região. O documento descreve a situação como “massacre total” e “genocídio”. A maior parte das vítimas tinha menos de 30 anos. Entre os sobreviventes do massacre, estima-se haver 330 mil feridos.

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