RESUMO DE NOTÍCIAS – 21/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 21/11/2025
Tarifaço americano é revogado, Alcolumbre contra Messias e o estado de saúde de Bolsonaro
Sem motivo para desânimo: tarifas americanas caem
A Casa Branca publicou, nessa quinta-feira, uma ordem executiva que zera as tarifas de 40% dos Estados Unidos sobre alguns produtos agrícolas brasileiros. Com a decisão, as tarifas sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, café, cacau, frutas, vegetais, nozes e fertilizantes foram zeradas.
A lista detalhada inclui também uma vasta gama de minérios (ferro, estanho, carvão, linhito, turfa, alcatrão), óleos minerais (petróleo, óleos brutos, combustíveis) e numerosos artigos relacionados a peças de aeronaves.
Os produtos que permanecem sujeitos à alíquota adicional de 40% são: máquinas e implementos agrícolas, veículos e autopeças, aço e derivados siderúrgicos, produtos químicos específicos, têxteis e calçados.
Na sexta-feira da semana passada, o governo americano já tinha anunciado a retirada das tarifas globais de 10%, mas alguns setores brasileiros ainda continuavam taxados com 40%.
Segundo o texto, a Casa Branca considera que houve “progresso inicial” nas negociações conduzidas depois de conversas entre Donald Trump e Lula.
Os pontos do acordo em discussão entre EUA e Brasil
O governo americano impôs tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros como aço, alumínio, soja e carne, usando como justificativa oficial a condenação de Jair Bolsonaro e decisões do STF consideradas censura por Washington.
Há informações de que um acordo entre Estados Unidos e Brasil seria assinado até fevereiro do ano que vem. Para que as tarifas sobre produtos brasileiros importados pelos americanos não voltem a subir, o governo Trump estaria impondo as seguintes condições:
– maior compra pelo Brasil de trigo, gás natural e outros produtos americanos;
– concessão da base de lançamentos de Alcântara (MA) por 30 anos, com prioridade operacional para empresas americanas como SpaceX e United Launch Alliance;
– exclusão gradual de equipamentos Huawei em áreas críticas de infraestrutura, especialmente redes militares e satélites;
– recuo definitivo da proposta de moeda comum dos BRICS (Lula declarou publicamente o abandono do tema);
– neutralidade brasileira em relação às operações militares americanas no Caribe contra o governo Maduro;
– discussão sobre eventual indulto parcial ou regime domiciliar para Jair Bolsonaro em 2026.
Em resumo, os Estados Unidos utilizam pressão comercial para obter concessões estratégicas em áreas de interesse nacional americano (espaço, tecnologia, energia, geopolítica regional e contenção chinesa).
O Brasil, por sua vez, tem de aceitar essas concessões para preservar acesso ao mercado americano e evitar perdas estimadas entre US$ 50 bilhões e US$ 80 bilhões de dólares anuais em exportações.
Isso tudo demonstra que a política externa de Trump segue rigorosamente o princípio “America First”: não há salvadores externos, apenas interesses nacionais negociados de forma dura.
Fato é que Trump tem no momento o índice de aprovação mais baixo desde que voltou à presidência: 38%. Ele não pode permitir que a inflação nos Estados Unidos suba, o que poderia atrapalhar o desempenho do Partido Republicano nas eleições de midterm no ano que vem.
Oposição e Alcolumbre trabalham contra Messias no STF
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou irritado com a indicação de Jorge Messias para o STF. Ele queria Rodrigo Pacheco no Supremo. Em resposta, anunciou que o Senado vai votar na próxima semana uma pauta que pode onerar o orçamento da União.
Alcolumbre disse que vai colocar em votação no plenário o projeto de lei complementar que cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde.
O clima entre Alcolumbre, um dos maiores aliados do STF e do PT, com a “aliança que controla o país” ficou bem ruim. O presidente do Senado indicou que vai romper com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e tem anunciado para colegas que pretende votar contra a nova indicação de Lula para o STF.
E os senadores da oposição já começaram a anunciar que vão tentar barrar a indicação de Messias para o STF. Primeiro, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado… Se o atual AGU for aprovado no colegiado, a oposição vai tentar barrar Messias na votação em plenário. Infelizmente, o voto, tanto na Comissão quanto no plenário, é secreto.
Bolsonaro tem quadro delicado de saúde
Em publicação no X na madrugada desta sexta-feira, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro demonstrou preocupação com o estado de saúde do pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, em Brasília. De acordo com Carlos, o ex-presidente tem sofrido com refluxo, soluços e vômitos.
Na postagem, Carlos disse que teme o agravamento do quadro de saúde do pai. O parlamentar afirmou que gostaria de mostrar a situação, mas alegou que está “impossibilitado por medidas ilegais”.Esse quadro de Bolsonaro, consequência da facada que levou em 2018, já tinha sido descrito pelo deputado federal Marcel van Hattem, que esteve com o ex-presidente na quarta-feira: “Os soluços são constantes, não pararam ao longo de toda a tarde, enquanto estive com Bolsonaro”.




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