RESUMO DE NOTÍCIAS – 22/04/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 22/04/2025
Teatrinho macabro do STF, o louco Moraes e a imprensa pecadora
Armadilha para Filipe Martins
Alexandre de Moraes autorizou que Filipe Martins acompanhe presencialmente, no plenário da Primeira Turma do STF, a análise da denúncia contra ele, hoje e amanhã, mas preparou armadilhas. O ministro decidiu que o ex-assessor de Bolsonaro pode ser punido com multa ou prisão se for filmado por terceiros em julgamento ou no seu deslocamento a Brasília.
Segundo Moraes, Filipe também não pode se deslocar para dependências em Brasília fora do roteiro “aeroporto – hotel – sessão de julgamento – hotel”, até o seu retorno a Ponta Grossa, no Paraná, na tarde de quarta-feira.
O advogado constitucionalista André Marsiglia alertou que o ministro do STF criou uma “armadilha” para Filipe Martins, ao autorizá-lo a ir ao julgamento, porém mantendo punição caso seja gravado: “Moraes não está concedendo a Filipe o direito de ir a seu julgamento, mas criando-lhe uma armadilha e desestimulando-o a exercer seu benefício. Não há nada mais medieval no direito do que ameaçar prender alguém por atos de terceiros”.
Moraes está louco
O advogado Paulo Faria, que defende o ex-deputado Daniel Silveira, protocolou um requerimento ao presidente do STF pedindo o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes por motivos psicológicos e psiquiátricos. O objetivo, segundo Faria, “é proteger a Suprema Corte diante dos arbítrios monocráticos de Moraes".
Com base na Resolução do CNJ nº 207/2015 — que trata da saúde mental de magistrados — o documento aponta condutas graves e incompatíveis com o cargo, como decisões impulsivas e autoritárias; perseguição a advogados, jornalistas e cidadãos; desrespeito às normas constitucionais, como a impessoalidade; linguagem inapropriada e personalista nas decisões; multas abusivas e desprezo por direitos humanos.
O requerimento ainda menciona incidentes diplomáticos envolvendo o ministro, como a suspensão da rede social X (antigo Twitter), gerando atritos com os Estados Unidos, e a recusa em extraditar um traficante para a Espanha, enquanto tenta pressionar pela devolução de investigados por crime de opinião.
Com base em indícios de transtorno de personalidade antissocial (psicopatia), o advogado solicita avaliação médica multidisciplinar, afastamento cautelar e, se for o caso, tratamento compulsório.
Além das decisões do próprio Moraes, a petição é fundamentada também por fontes como The Economist, CNN Brasil, Estadão, Senado Federal e OMS.
STF político é loucura
A volta do feriado no Congresso será marcada por uma nova onda de pressão de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro na defesa do projeto de lei que anistia acusados e condenados pelos ataques do 8 de Janeiro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é cobrado a pautar o requerimento de urgência para a proposta. Na tentativa de encontrar uma saída, Motta retomará o contato com ministros do Supremo Tribunal Federal...
Quando a gente acha que o Legislativo vai, finalmente, dizer ao STF para ficar no seu quadrado, o presidente da Câmara, mais uma vez, aceita e trata como legal a atuação do Supremo...
Francisco na imprensa
A imprensa que desistiu de ser imprensa não quer saber o que é verdadeiramente o catolicismo... As reportagens sobre a morte do papa Francisco são mais uma prova disso.
O Estadão publicou na primeira página hoje: “O adeus ao papa que tornou a Igreja mais aberta e atual”. O subtítulo é: “Francisco posicionou-se sobre a tragédia climática, a crise dos refugiados e a fome no mundo. Deu voz ao povo e colecionou críticas”.
No O Globo, a manchete é: “Amém, Francisco”. E o subtítulo: “O adeus a um papa pioneiro que reformou a igreja e deixou lição de tolerância e amor aos necessitados”. Um trecho da matéria: “Foi pioneiro não só por sua origem, mas também ao escolher o nome do santo dos pobres, ao enfrentar a chaga da pedofilia na instituição, ao levar uma voz de acolhimento aos homossexuais e de alerta sobre a crise climática”.
A Folha de São Paulo publicou que, “sem ser radical, Francisco notabilizou-se pela luta contra a desigualdade”, que “em seu pontificado, ele trabalhou por uma instituição mais inclusiva, defendeu imigrantes, criticou a devastação ambiental e desafiou conservadores ao acenar à comunidade LGBT”.
Ninguém quer saber da doutrina da Igreja Católica... Os jornalecos acham mesmo que a “tragédia do clima” vai acabar com o planeta depois de amanhã... Também não questionam a imigração de muçulmanos em massa para a Europa, o que não é solução para ninguém e tem minado não apenas o catolicismo no velho continente, mas o cristianismo de um modo geral. E todos consideram a “desigualdade social” um grande problema, quando o que deve ser combatido é a pobreza, e não as desigualdades, que sempre houve e sempre haverá...
E não há um questionamento sequer sobre o endosso de Francisco a políticos como Lula e Dilma, o que talvez pudesse ser considerado um pecado. E nada também sobre a passividade do papa diante do avanço do assassinato de bebês no ventre das mães. Ele não protestou como devia nem quando seu país, a Argentina, legalizou o procedimento.
O conclave e as “fake news”
A coluna do Jamil Chade no Uol quer debater “a influência das mídias sociais na eleição do novo papa”. O título é: “Escolha de novo papa terá pressão de fake news”. E o texto diz o seguinte: “O processo será marcado pela forte pressão de movimentos ultraconservadores, proliferação de desinformação e o papel central das redes sociais. Grupos conservadores querem usar a ocasião para restabelecer dogmas e promover uma guinada na liturgia. O temor é de que, até que os cardeais entrem para o processo de seleção, a pressão seja profunda, principalmente em campanhas nas plataformas digitais”.
O colunista do Uol toma como base o documento “Uma reflexão pastoral sobre o envolvimento com a mídia social”, publicado em 2023 pelo Vaticano. Nele a Igreja debatia como usar as novas tecnologias para levar a mensagem do catolicismo: “Em uma época em que estamos cada vez mais divididos, em que cada pessoa se refugia em sua própria bolha filtrada, a mídia social está se tornando um caminho que leva muitos à indiferença, à polarização e ao extremismo”.




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