RESUMO DE NOTÍCIAS – 22/09/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 22/09/2025
Mais sanções contra Moraes, PGR denuncia Eduardo e Figueiredo, Gilmar delira com manifestações e 200 mil pessoas se emocionam em velório de Charlie Kirk
Governo americano sanciona mulher e Instituto de Moraes
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a inclusão da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nas sanções financeiras e territoriais da Lei Global Magnitsky. A punição já atinge o magistrado desde 30 de julho.
O Instituto da família Moraes, Lex Instituto de Estudos Jurídicos, também foi incluído nas sanções da Lei Magnitsky. O mesmo ocorre com o escritório de advocacia comandado por Viviane e pelos dois filhos dela com o ministro do Supremo.
O anúncio foi feito 11 dias depois da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF e 22 dias após a aplicação da Magnitsky contra o próprio Alexandre de Moraes.
PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo
A Procuradoria-Geral da República denunciou o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo por coação em processo judicial. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os “denunciados empenharam-se, de forma reiterada, em submeter os interesses da República e de toda a coletividade aos seus próprios desígnios pessoais e familiares”.
A denúncia relata a atuação dos dois para obter sanção dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e o próprio Brasil, com “intuito de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro”, condenado recentemente a 27 anos e 3 meses de prisão por “liderar uma trama golpista”.
Se a denúncia for aceita pelo STF, Eduardo e Figueiredo vão responder pelo crime de coação, previsto no artigo 344 do Código Penal. O delito consiste em “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral. A pena prevista é de 1 a 4 anos de reclusão e multa”.
O “circo vermelho” em defesa da tirania
Houve manifestações em várias capitais do Brasil nesse domingo em defesa da tirania que tomou conta do Brasil, da perseguição política, da censura, da injustiça, contra a Constituição e a anistia aos inocentes condenados pela tal “trama golpista”.
Turbinados pela aprovação da PEC das Prerrogativas na Câmara e pela apresentação de cantores populares, os atos foram os maiores já realizados pela turma do Lula nos últimos anos, mas, mesmo assim, menores do que as manifestações que defendem as leis, a liberdade.
Os hipócritas que eram contra a censura em 1979 e pediam, naquela época, anistia ampla, geral e irrestrita para guerrilheiros comunistas envolvidos com assaltos, sequestros, atentados a bomba e homicídios não sentiram vergonha nenhuma de pedir censura aos opositores e gritar contra a anistia para inocentes…
A manifestação que Otto e Gilmar viram
As manifestações de ontem levaram o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), a afirmar que a PEC das Prerrogativas, ou PEC da Blindagem, para os críticos, será “enterrada de vez” no Senado.
O ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que as manifestações desse domingo contra a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro são uma “prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia”.
Ele publicou o seguinte texto nas redes sociais:
“As manifestações de hoje contra a anistia dos atos golpistas são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia. Em diferentes momentos, registraram-se demonstrações de apoio ao Supremo Tribunal Federal, que esteve, mais uma vez, à altura da sua história, cumprindo com coragem e firmeza a missão de proteger as instituições e responsabilizar exemplarmente os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.
Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos. Não por acaso, a bandeira que se estendeu nas ruas foi a do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional.
A mensagem é clara: é hora de olhar adiante! Precisamos transformar essa energia democrática em um grande pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, comprometido com uma agenda de reconstrução e de futuro.
O país clama por estabilidade e por avanços concretos em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social. Somente com unidade e visão de longo prazo construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações”.
Na democracia relativa de Gilmar Mendes, só valem as manifestações do grupo que, de certa forma o apoia e que tem o apoio dele. Os outros podem levar milhões às ruas do Brasil inteiro, dezenas e dezenas de vezes, e nunca representarão a ‘força democrática’ que o ministro do STF quer enxergar de forma particular.
Advogado americano dá resposta a Gilmar
O advogado americano Martin De Luca, que está à frente de um processo da Rumble e do Grupo de Mídia Trump contra Alexandre de Moraes, reagiu à publicação de Gilmar Mendes:
“Ministro, com respeito, sua mensagem revela exatamente por que a confiança no STF está em queda. Um juiz deve encarnar a imparcialidade. No entanto, o senhor celebra abertamente atos orquestrados pelo partido no poder, atos nos quais o próprio STF é exaltado como ator político. Isso não é independência judicial; é ativismo político.
E essas manifestações não são a ‘prova viva da força do povo brasileiro’ que o senhor afirma. São espetáculos encenados. Em apenas 2 anos, Lula autorizou R$ 34,4 BILHÕES em projetos via Lei Rouanet — mais que o dobro do total dos 4 anos de Bolsonaro (R$ 16 bi).
Estatais como Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e BNDES aumentaram seus orçamentos de patrocínio cultural em +250% em 2024, injetando quase R$ 1 BILHÃO em shows e festivais.
Os mesmos artistas cujas carreiras dependem desse fluxo de recursos aparecem, de repente, como atrações principais em atos ditos ‘populares’.
A verdadeira democracia não precisa de shows coreografados com dinheiro público, nem de juízes aplaudindo o teatro político de um partido político. Precisa de justiça independente que aplique a lei com imparcialidade, acima da política”.
PCO diz que atos foram uma mobilização organizada pela Globo
O PCO (Partido da Causa Operária) disse que os atos desse domingo foram uma mobilização organizada pela Rede Globo, por ONGs ligadas ao imperialismo e setores da esquerda “pequeno-burguesa”.
O PCO publicou uma carta em que diz que a PEC das Prerrogativas, como o partido se refere à PEC da Blindagem, busca restabelecer a regra de que congressistas só podem ser investigados ou julgados com aval da própria Casa legislativa. Para o partido, a medida é uma garantia constitucional que protege o Congresso de perseguições políticas.
Na avaliação do PCO, a disputa não se trata de privilégios, mas de preservar a separação de poderes: “O Supremo não tem qualquer limite e atua como verdadeira ditadura togada, intimidando o Congresso”.
O presidente do partido, Rui Costa Pimenta, classificou os atos de ontem como uma “revolução colorida”. Ele escreveu no X: “Esquerdistas desnorteados e esquerdistas da burguesia, artistas globais, ONGs etc. tudo a serviço do imperialismo”.
Lula, vaiado em Nova York, se reúne com chinês
Lula desembarcou ontem no fim da tarde em Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU. Ele foi vaiado por brasileiros na chegada à casa do embaixador brasileiro na ONU, onde fica hospedado.
O chefe da segurança determinou que agentes brasileiros e americanos afastassem o grupo com grades, mantendo os manifestantes a cerca de 35 metros da entrada.
Eles vestiam camisas do Brasil e do ex-presidente Jair Bolsonaro, carregavam bandeiras e gritavam “Lula ladrão”. Os manifestantes também pediam que “o Brasil ouvisse Trump”.
Lula viajou com uma comitiva reduzida, foi acompanhado por sete ministros de Estado: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Camilo Santana (Educação), Marina Silva (Meio Ambiente), Márcia Lopes (Mulheres), Jader Barbalho (Cidades), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública).
Essa é a primeira viagem dele aos Estados Unidos desde o início da crise diplomática com o governo Trump. Não há previsão de encontro entre os dois presidentes para discutir o tarifaço e as divergências políticas.
O primeiro compromisso de trabalho de Lula em Nova York é uma reunião com o diretor-executivo do TikTok, o chinês Shou Zi Chew. O assunto, claro, é a censura às redes sociais.
Quando estiveram em Pequim a última vez, Lula e Janja pediram ajuda ao ditador Xi Jinping para censurar as redes sociais… Na soberania nacional relativa do casal, a China pode interferir em qualquer área no Brasil. Será sempre bem-vinda, sempre exaltada…
200 mil pessoas participam de velório de Kirk
O velório do ativista conservador americano Charlie Kirk reuniu mais de 200 mil pessoas nesse domingo no State Farm Stadium, em Glendale, no Arizona. Nem todo mundo conseguiu entrar no estádio do Arizona Cardinals, time da NFL. Muita gente acompanhou o evento do lado de fora.
A viúva de Charlie Kirk, que foi assassinado numa universidade do estado de Utah, fez um discurso emocionante. Erika Kirk, que agora é CEO do Turning Point USA, movimento criado pelo marido para propagar o conservadorismo quando ele tinha 18 anos, afirmou que perdoa o assassino de Charlie: “Meu marido queria salvar jovens como aquele que tirou sua vida. Aquele homem, aquele jovem, eu o perdoo. Eu o perdoo, porque foi o que Jesus fez, e o que Charlie faria. A resposta para o ódio não é ódio, é o amor.”
Depois de Erika, quem discursou foi o presidente Donald Trump. Ele exaltou a história de vida de Charlie Kirk e o que ele representa para o país: “Ele foi violentamente morto porque falou por liberdade e justiça, por Deus, pelo país, pela razão. Naquele dia terrível, 10 de setembro de 2025, nosso maior evangelista da liberdade americana tornou-se imortal. Ele é um modelo agora para a liberdade americana”.
Trump pediu desculpas à viúva de Charlie Kirk e disse que não tem condições de perdoar o assassino do ativista, Tyler Robinson, de 22 anos.
O presidente americano se encontrou no evento com o empresário Elon Musk. Charlie Kirk trabalhou arduamente para reaproximar os dois, depois que Musk deixou o governo em meio a desentendimentos com Trump.




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