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RESUMO DE NOTÍCIAS – 23/05/2025

Oct 4
5 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 23/05/2025

Mais impostos no “país dos mendigos”, Gonet e Fábio Shor na mira dos Estados Unidos e Davi Alcolumbre tentando barrar a CPMI do INSS

“Taxad” ataca novamente

A equipe econômica do governo Lula anunciou mais um aumento de impostos, agora no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aplicado em operações de crédito, empréstimo, câmbio e seguro. O objetivo é arrecadar R$ 20,5 bilhões a mais neste ano e R$ 41 bilhões em 2026.

As novas tarifas já estão valendo a partir de hoje. O IOF sobe para 3,5% para diversas operações no exterior, incluindo compras com cartões internacionais; remessas ao exterior; empréstimos externos de curto prazo; compra de moeda estrangeira em espécie; e operações de crédito para empresas.

Quem amenizou o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS apostando em previdência privada agora vai ser roubado também pelo governo Lula. Os aportes elevados em planos de previdência privada do tipo VGBL, que eram isentos de IOF, agora vão pagar 5% de imposto.

Economistas e empresários apontam que as consequências para o país serão graves. Com o crédito mais caro, investimentos e consumo caem. A tendência é que a inflação aumente ainda mais e que, assim, o Banco Central precise manter a taxa de juros alta.

A arrecadação de impostos pode até aumentar, mas o gasto do governo federal continua altíssimo, mesmo com os ajustes no orçamento anunciados ontem: R$ 20,7 bilhões em contingenciamentos e R$ 10,6 bilhões em bloqueios.

A credibilidade da política econômica está em queda. Houve uma expansão fiscal significativa com a criação do novo arcabouço. De lá para cá, foram sete aumentos de impostos aprovados. O oitavo está em tramitação no Congresso e o nono, o aumento do IOF, já saiu por decreto. Ainda assim, o rombo fiscal permanece crítico.

O Brasil do PT deveria seguir o exemplo da Argentina, de Javier Milei: rever prioridades, cortar gastos, eliminar excessos e remodelar o arcabouço fiscal. Na comparação entre o Estado mínimo, do Milei, com o Estado máximo, do Lula, está muito claro quem ganha e quem perde…

“País de mendigos”

Com uma carga tributária pesadíssima, o Brasil não tem como dar certo. O que Lula está fazendo, mais uma vez, é deixar a maior parte da população brasileira dependente do Estado. Nesse “país de mendigos”, temos: 55 milhões de pessoas no Bolsa Família; 16 milhões no Auxílio Gás; 60 milhões sem pagar energia; 2,6 milhões no FIES (com dívida de R$115 bilhões e 80% de inadimplência em alguns estados); 4 milhões no programa Pé-de-Meia; 10 milhões no Bolsa Escola;  1,7 milhão no PRONAF (programa para agricultura familiar, que tem 30% de inadimplência); 8,5 milhões em casas do Minha Casa Minha Vida (com 45% de inadimplência); 13 milhões de funcionários públicos; e 39 milhões pendurados na Previdência (sendo 13 milhões de aposentados e o restante dependentes de auxílios diversos, e rombo previsto para 2025 de R$ 328 bilhões.

O Alcolumbre é uma gracinha

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a sessão do Congresso para deliberar sobre a instalação da CPMI para apurar as fraudes no INSS ficará para junho. Em entrevista, com a maior cara de pau, ele disse que o adiamento não se trata de “um movimento contra a criação da comissão”, que já tem o número de assinaturas necessário para ser aberta.

Em abril, antes de viajar com Lula para a Itália, Rússia e China, Alcolumbre marcou a reunião conjunta do Congresso para 27 de maio, terça-feira da semana que vem. O requerimento para a abertura da CPMI deveria ser lido nessa sessão, como manda a lei.

Agora, Alcolumbre disse que foi obrigado a adiar a sessão para 17 de junho, segundo ele, por “falta de organização das lideranças do Senado e do Congresso com relação à pauta que deveria ser discutida na reunião”.

A sessão conjunta está remarcada, então, para a semana anterior às festas juninas, que sempre esvaziam o Congresso, dois dias antes do feriado de Corpus Christi, no dia 19, quando Alcolumbre completa 48 anos… Será que vem outro “adiamento” por aí?

Lei Magnitsky

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o delegado da Polícia Federal Fábio Shor estão também na mira do governo dos Estados Unidos e podem ser alvo de sanções junto com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Fontes do governo americano informaram à CNN que foram passadas informações sobre Gonet e Shor na mesma linha das apresentadas sobre Moraes. Os dados fornecidos reforçam que os dois também colaboram para a violação de direitos humanos e a perseguição política no Brasil. A base é o processo da tal “trama golpista”. Gonet é o autor da “denúncia”, e Shor foi o delegado responsável pelas “investigações”.

A revolta contra Eduardo

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, protocolou uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A ação solicita que a PGR investigue o parlamentar por “atentado à soberania nacional, abolição violenta do Estado democrático de Direito e coação no curso do processo”, com base em ações e declarações feitas por Eduardo, durante sua permanência nos Estados Unidos.

O documento pede que a PGR avalie a possibilidade de prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, argumentando que ele está fora do Brasil para se esquivar da Justiça e seguir pressionando instituições nacionais. A permanência no exterior, segundo Lindbergh, seria parte de uma estratégia articulada de obstrução institucional.

Lula quer ser candidato

Lula animou aliados e integrantes do governo ao afirmar, em recente reunião com dirigentes da cúpula do PT, que “só perde em 2026 para ele mesmo”. Fontes do Partido dos Trabalhadores relataram à coluna que o presidente não cogita abrir mão da candidatura no próximo ano e já atua para manter na coligação as legendas que o apoiaram no último pleito.

Espiões russos

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que não há indícios de uma operação de espionagem russa em larga escala no Brasil. Segundo ele, os órgãos de segurança e inteligência do país acompanham o tema com atenção: “Não há nada de concreto nesse sentido, de que há uma ação em larga escala de espiões. Sejam da Rússia, sejam de qualquer país. Nossas autoridades, tanto do setor militar quanto do setor policial, mesmo da Abin, estão atentas a isso”.

Uma investigação sigilosa da Polícia Federal brasileira desmantelou uma rede de espionagem russa que formava agentes secretos com identidades falsas no Brasil. A informação foi publicada na quarta-feira pelo New York Times. Segundo a publicação, pelo menos 9 oficiais de inteligência russos operavam com RGs e CPFs forjados. Os espiões aproveitavam brechas no sistema de registro civil brasileiro para obter certidões de nascimento com as quais conseguiam outros documentos oficiais, incluindo passaportes.

Nascimentos em queda

O Brasil teve 2,52 milhões de nascimentos em 2023. O número é o menor desde 1976 e marca o quinto recuo anual seguido. Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número representa uma queda de 0,7% em relação a 2022 – são 19 mil registros a menos.

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