RESUMO DE NOTÍCIAS – 23/06/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 23/06/2025
O Brasil do PT ama o Irã, a vingança de Moraes e o sumiço dos gays
A guerra contra o Irã
Israel voltou a lançar ataques aéreos contra o Irã na manhã desta segunda-feira. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel estão atacando alvos no centro de Teerã com “intensidade sem precedentes”. O foco dos ataques é a sede da Guarda Revolucionária do Irã, e, segundo a IDF, vários soldados iranianos foram mortos.
Mais cedo, Israel realizou um novo ataque à instalação nuclear subterrânea de Fordow, mesmo local bombardeado pelos Estados Unidos no sábado. A instalação está enterrada no interior de uma montanha. Um relatório da IDF afirma que o novo ataque tinha como objetivo “interromper” o acesso ao local. A Força Aérea também fez uma ofensiva contra a central das guardas revolucionárias e a entrada da principal prisão de dissidentes políticos, numa tentativa de permitir que eles escapem…
Os EUA na guerra
Os Estados Unidos realizaram ataques contra três instalações nucleares no Irã nesse sábado: Fordow, Natanz e Isfahan. A ação, coordenada com Israel, envolveu 125 aeronaves militares, mísseis de alta precisão, um submarino e bombas projetadas para destruir áreas subterrâneas.
O presidente americano, Donald Trump, descreveu a operação americana contra o Irã como “bem-sucedida”. A avaliação da Casa Branca é de que as três instalações nucleares “sofreram danos e destruição extremamente severos”.
Os ataques entre Irã e Israel já duram dez dias, mas qualquer retaliação contra os Estados Unidos representa um alto risco. Mesmo assim, o Irã lançou uma operação de mísseis chamada “Anunciação da Vitória” contra bases militares dos Estados Unidos no Iraque e no Catar. As informações são da agência de notícias iraniana Tasnim. Explosões foram ouvidas em Doha.
Derrubar o regime dos aiatolás
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o ataque ao Irã não teve como objetivo derrubar o regime dos aiatolás, que controla o país desde 1979. Segundo ele, o presidente Trump “foi claro”: a missão era para acabar com a capacidade nuclear dos iranianos e evitar que o país tenha uma bomba atômica.
Depois dessa declaração do secretário, Trump, nas redes sociais, sugeriu uma possível mudança de regime no Irã. Usando a expressão “MIGA” – “Make Iran Great Again” – ele publicou o seguinte: “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas, se o atual regime iraniano não é capaz de tornar o Irã grande novamente, por que não haveria uma mudança de regime?”.
O Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo estão em alta, diante do risco de bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. No domingo, o Parlamento iraniano aprovou o fechamento da rota marítima, considerada a mais importante do mundo para o transporte da commodity.
A medida ainda precisa do aval do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do aiatolá Khamenei. Mesmo assim, a possibilidade de bloqueio já gera preocupação com a oferta global de petróleo.
E a China será um dos países mais afetados pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz – região marítima de aproximadamente 33 km entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. O local é a via de transporte de 20% a 30% de todo o petróleo global. A China tem acelerado sua transição energética, mas ainda é a maior importadora de petróleo cru do planeta – cerca de 11 milhões de barris por dia.
O petróleo iraniano também é importante para a China por causa do preço. A commodity persa é sancionada pelos Estados Unidos desde 2019, o que afastou diversos compradores. O motivo é a alegação de que o governo iraniano utiliza os recursos da venda de petróleo para financiar grupos terroristas. Refinarias chinesas já foram alvos de sanções dos americanos. Em abril deste ano, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos colocou a refinaria de Shandong Shengxing na lista de possíveis sanções. Segundo a Casa Branca, a empresa chinesa comprou cerca de US$ 1 bilhão em petróleo do Irã, que costuma levar boa parte da sua produção em navios sem bandeira para a Malásia, para, a partir dali, vender para os chineses.
Encontro entre Rússia e Irã
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu hoje no Kremlin o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Putin já chamou o ataque americano contra o Irã de infundado e “agressão não provocada”. Segundo o ditador russo, “não existe qualquer base ou justificativa para tal”.
Araqchi afirmou estar em Moscou para fazer consultas de “grande importância”.
Brasil do PT, sempre do lado errado
O governo Lula saiu em defesa do Irã. O ministério das Relações Exteriores “condenou com veemência” o ataque dos Estados Unidos contra instalações nucleares. Segundo o Itamaraty, a ofensiva representa uma “violação da soberania” do país persa e “do direito internacional”. O governo Lula disse também que os ataques militares israelenses e americanos foram transgressões à Carta das Nações Unidas e às normas da Agência Internacional de Energia Atômica.
O show de horrores da Cantanhêde
A comentarista Eliane Cantanhêde, da Globo News, pediu desculpas depois da repercussão negativa de um comentário que ela fez na última sexta-feira sobre a guerra entre Israel e Irã. Em tom de indignação, a blogueira queria saber por que os ataques aéreos do Irã não eram “bem-sucedidos”… Ela disse que os “mísseis caem em Israel e não matam ninguém…”. Nas redes sociais, na noite de sábado, Cantanhêde escreveu o seguinte, tentando se explicar: “Depois de rever a gravação da pergunta que fiz na sexta-feira, reconheço que me expressei mal e dei margem a conclusões equivocadas, que não representam meu pensamento, pelo que peço desculpas. A intenção foi fazer uma pergunta técnica sobre armamentos e sistemas de defesa”.
A vingança de Moraes
O tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o ministro Alexandre de Moraes acredita que Jair Bolsonaro “acabou com a vida dele”. E que, por isso, buscaria vingança. O relato do ex-ajudante de ordens da Presidência, que virou delator na ação penal sobre o tal “golpe de Estado”, foi direcionado a um advogado em mensagem privada do Instagram.
De acordo com Cid, Moraes desabafou com o comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, de quem o ministro do STF é próximo. O militar, por sua vez, teria repassado a conversa que teve com o magistrado ao também general Lourena Cid, pai de Mauro Cid.
Numa das mensagens no Instagram, Mauro Cid escreveu o seguinte: “O Moraes tem raiva e ódio. Ele acha que o Bolsonaro acabou com a vida dele… O comandante do Exército, que conversou com ele, disse isso ao meu pai…”.
Mais deputados?
O plenário do Senado vai analisar na quarta-feira o projeto de lei que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. O Supremo Tribunal Federal deu prazo até 30 de junho para que o Congresso vote a mudança na distribuição de cadeiras da Câmara, conforme o censo populacional.
A proposta criaria novas vagas já a partir das eleições de 2026, para a representação de nove estados na Câmara dos Deputados.
Por causa do prazo apertado, o texto não deve ter mudanças que fariam com que a matéria voltasse à Câmara. O relator escolhido, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou parecer pela aprovação e não sugeriu alterações.
Na Câmara, a proposta foi aprovada em 6 de maio. O relator foi o deputado Damião Feliciano (União-PB). Em seu parecer, ele incluiu estimativa da Direção-Geral da Câmara de impacto anual de aproximadamente R$ 64,6 milhões.
Quando o texto foi aprovado na Câmara, já havia um compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de pautar e garantir a aprovação do projeto na Casa sem alterações.
Em 2023, uma decisão do STF determinou que o Congresso revisasse, até 30 de junho deste ano, o número de parlamentares por estado na Câmara, com base nos dados do Censo Demográfico de 2022.
A recomendação da Suprema Corte era pela revisão da distribuição das vagas. Assim, sete estados que perderam população teriam redução no número de cadeiras, enquanto outros sete, com crescimento populacional, ganhariam vagas.
Só que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se movimentou para ampliar as bancadas das unidades que tiveram aumento populacional, mas sem diminuir a bancada dos estados que tiveram reduções populacionais… E os pagadores de impostos que banquem mais essa conta…
STF manda em tudo
O número de ações protocoladas por partidos políticos no Supremo Tribunal Federal quadruplicou desde 2003, saltando de 472, entre 1989 e 2002, para 1.892 até junho de 2025. O avanço transformou o Supremo em uma arena central das principais disputas institucionais recentes, com siglas acionando a Corte sem nenhum critério. O uso do Supremo como “recurso político” também expõe o tribunal a críticas, sobretudo pelo excesso de decisões individuais e por interpretações que, na avaliação de especialistas, extrapolam os limites constitucionais.
Os gays estão em extinção
A 29ª Parada Gay na avenida Paulista nesse domingo reuniu cerca de 50 mil pessoas… É essa a informação que está no Estadão e na Folha de São Paulo de hoje. No ano passado, teve gente embarcando no cálculo de público feito pelos organizadores… O portal Terra publicou a seguinte manchete, em 2 de junho de 2024: “3 milhões participaram da 28ª edição da Parada do Orgulho LGBT+, diz organização”. Em 2023, a manchete do Correio Braziliense foi: “Parada LGBT+ leva milhões de pessoas para Avenida Paulista”. O subtítulo falava num público de “pelo menos 3 milhões”. Em 2022, a CNN inventou um recorde, com o título: “Parada LGBTQIA+ leva 4 milhões, diversidade e 19 trios com artistas para avenida Paulista em SP”.
O que aconteceu? Será que ficou feio mentir sobre o público das paradas gays por conta das manifestações de apoio organizadas por Jair Bolsonaro? Brigar com imagens é sempre muito complicado…




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