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RESUMO DE NOTÍCIAS – 23/07/2025

4 de out.
6 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 23/07/2025

A adulteração do STF, a tirania de Moraes, a ditadura de Lula, a Fab sem combustível e a escapada de Lulinha

STF adultera documento público

O Supremo Tribunal Federal adulterou o vídeo gravado durante o depoimento do ex-ministro-chefe do GSI Gonçalves Dias, o G. Dias, no “julgamento” sobre a tal tentativa de golpe. A denúncia foi feita pelo advogado de defesa do ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins, Jeffrey Chiquini. O ex-ministro tinha sido convocado por ele.

Chiquini divulgou um trecho do vídeo que foi editado, e é fácil confirmar que parte do depoimento foi simplesmente suprimida. O advogado entrou com representação na OAB nacional e também na seção paranaense da Ordem. E ele conclamou os senadores a entrarem com pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes…

A corda que Moraes estica vai arrebentar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, depois de ter sido intimada a esclarecer possível descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo. No documento enviado à Corte, os advogados disseram que Bolsonaro não pode ser “punido” por atos de terceiros.

Moraes tinha dado prazo de 24 horas, iniciado na segunda-feira, para que a defesa se pronunciasse. A decisão foi motivada por vídeos divulgados nas redes sociais em que Bolsonaro aparece exibindo a tornozeleira eletrônica e fazendo declarações a jornalistas, apesar de estar proibido de usar as redes sociais.

O ministro acabou fazendo um “adendo” à sua ordem para imposição de medidas cautelares… Ele disse que a proibição de uso de redes sociais abrange também “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”. Um absurdo completo.

Na manifestação apresentada nessa terça-feira, a defesa argumentou que a nova interpretação da medida ultrapassa os limites da restrição imposta. Segundo os advogados, a replicação de entrevistas por terceiros nas redes é um “desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de comunicação digital” e, portanto, não poderia ser atribuída à vontade de Bolsonaro. A equipe jurídica defendeu ainda que o ex-presidente “não pode ser punido por atos de terceiros” e que uma interpretação mais rígida da restrição representaria um “risco real de cerceamento indevido de liberdade, em razão de ações alheias à sua vontade”.

A defesa declarou que o ex-chefe do Executivo jamais considerou que estivesse impedido de conceder entrevistas. Segundo o documento, se a proibição se estende à transmissão ou transcrição das declarações, isso equivaleria, na prática, a vedar por completo a realização de entrevistas, já que o controle sobre a forma de divulgação do conteúdo não está sob responsabilidade do entrevistado, mas, sim, dos profissionais de imprensa.

Moraes já tinha feito algo parecido com Filipe Martins, quando determinou em abril que ele poderia ser punido com multa ou prisão se fosse filmado por terceiros em julgamento no STF ou no seu deslocamento a Brasília.

A imprensa não despertou, mas abriu um olho

A imprensa, parece, começou a despertar. O Jornal da Band fez editorial nessa terça acusando Alexandre de Moraes de não respeitar a Constituição, impondo censura e censura prévia.

O jornal O Globo publicou hoje o editorial “Proibir entrevista é indevido e inoportuno”. O subtítulo tem um “deslize”: “Para se defender de imensa pressão, Supremo não pode atropelar direitos fundamentais”. O texto diz: “A imprensa deve ser livre e não pode trabalhar sob cerceamento. Antes de qualquer condenação, Bolsonaro deve ser livre para dar entrevistas. Medidas cautelares anunciadas para garantir o julgamento (sic) de ações penais não podem atropelar direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa”.

O Estadão publicou hoje o editorial “Um caso escandaloso de censura”. O subtítulo também tem um “deslize”: “Moraes impede que declarações de Bolsonaro sejam divulgadas em redes sociais, mesmo por terceiros, o que é um evidente abuso — que, de quebra, dá munição ao vitimismo bolsonarista (sic)”. O texto diz: “Moraes proibiu Bolsonaro de conceder entrevistas, pois não há mais conteúdo jornalístico que deixe de circular pelas redes sociais hoje em dia. O que é isso senão censura prévia? O que é isso senão uma afronta gritante à garantia constitucional da liberdade de imprensa?”.

O editorial relembra a autorização do STF para que Lula, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, em 2019, desse entrevista… E o texto termina assim, com outro “deslize”: “Tudo isso só reforça a percepção (sic), já instalada em grande parte da sociedade, de que o STF age por motivações políticas. Isso mina a autoridade institucional da Corte, que não pode incorrer no erro crasso de combater o autoritarismo (sic) com decisões autoritárias”.

Para a Folha de São Paulo está tudo normal no Brasil. O jornal não publicou uma linha sequer sobre os abusos e as ilegalidades praticados nos últimos dias por Alexandre de Moraes. Pelo jeito, para a Folha, a democracia brasileira está preservada…

Lula faz discurso de ditador

O senador Rogério Marinho assina artigo publicado hoje no portal Poder360 cujo título é: “Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador”. O artigo trata do discurso de Lula feito esta semana no Chile em encontro com políticos socialistas e comunistas: o presidente chileno, Gabriel Boric, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, do Uruguai, Yamandú Orsí, além do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Na reunião, o petista disse o seguinte: “Cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”. Rogério Marinho escreveu: “Essa fala não é um deslize retórico. É parte de um projeto de poder – e precisa ser denunciada com todas as letras. O que Lula está dizendo – com palavras bonitas, cercado de líderes da esquerda – é que o povo vota, mas eles decidem. Eles decidem quem pode falar. Eles decidem quem pode discordar. Eles decidem quem pode concorrer. E eles decidem quem deve ser silenciado. Isso não é democracia. Isso é a preparação para a hegemonia. É o caminho para o domínio de um pensamento único. Estão tentando convencer a população de que a liberdade de expressão é um risco. Que o Estado deve proteger as pessoas de si mesmas. Que vivemos num país com 213 milhões de tiranos. Democracia não é censura estatal disfarçada de regulação. Democracia não é tribunal decidindo quem pode ser candidato. O que está em curso é um plano de poder autoritário. E nós temos o dever de impedir que ele se instale. Reaja, Brasil! Antes que seja tarde”.

A gastança do Lula que ameaça o transplante de órgãos

As aeronaves da Força Aérea Brasileira que são usadas para transportar órgãos para transplantes podem ficar sem combustível já a partir de 3 de agosto. Só há querosene de aviação garantido até essa data. Depois, os voos podem parar.

A FAB informou que suas atividades foram impactadas pelo contingenciamento de cerca de R$ 812,2 milhões sofrido pelo Comando da Aeronáutica (Comaer) em maio deste ano. Além da falta de querosene de aviação, há dificuldades na manutenção das aeronaves, por conta dos cortes orçamentários.

Os aviões da FAB têm sido usados indiscriminadamente por integrantes do governo Lula e do STF, e isso pode ter resultado desastroso agora para quem depende de um transplante de órgão para sobreviver.

O filho de Lula já partiu

Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho número 1 do presidente Lula, mudou-se para Madri, capital da Espanha. Ele só volta ao Brasil depois do fim do atual mandato do pai.

Lulinha foi contratado por uma empresa para trabalhar presencialmente na capital espanhola… Ele é graduado em biologia, chegou a ser estagiário no Zoológico de São Paulo, até que o pai se tornou presidente pela primeira vez, e ele virou empresário da área de tecnologia, envolvido com o ramo de jogos e entretenimento.

O salto financeiro veio em 2004, com um aporte de R$ 5 milhões na Gamecorp feito pela Oi – empresa que tinha sido beneficiada pelo governo do petista.

Em dezembro de 2019, o Ministério Público Federal denunciou Lulinha e outras 10 pessoas por suposto recebimento de vantagens indevidas da Oi/Telemar, entre 2004 e 2016.

Segundo os procuradores, o grupo teria recebido aportes milionários por meio de contratos fictícios. Num dos contratos, a Oi teria investido R$ 27 milhões num projeto chamado “Portal da Bíblia”, entre 2009 e 2013. Na época, Lula definiu o filho como o “Ronaldinho dos negócios”… O aporte da Oi para a empresa de Lulinha foi investigado pela Operação Lava Jato, mas os processos foram todos arquivados.

Recentemente, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional se manifestou pela continuidade de um processo de cobrança de débitos tributários das empresas de Lulinha. O montante ultrapassa R$ 10 milhões, e é decorrente de investigações da Lava Jato.

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