RESUMO DE NOTÍCIAS – 24/01/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 24/01/2025
Um pária de verdade, a “escolinha do Sidônio” e o PT acalentando o STF
Lula, um pária internacional
A pretensão de Lula de se tornar um mediador internacional da paz teve um ponto final nesta semana. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o brasileiro já não é mais um ator importante na negociação de paz com a Rússia. Esse fracasso de Lula é consequência de uma política externa pautada pela ideologia.
Há dez dias, a Ucrânia fez uma última tentativa de credenciar Lula como interlocutor importante. O país pediu que o Brasil intermediasse o retorno de 20 mil crianças ucranianas levadas para adoção forçada na Rússia. O Itamaraty se recusou a ajudar, disse que o caso já estava sendo tratado num plano de paz elaborado pela China…
Lula é considerado um aliado do ditador russo Vladimir Putin, para quem escreveu uma carta (de amor) secreta depois da última eleição presidencial na Rússia. O petista não viu nada de errado no pleito, mesmo com toda a perseguição implementada por Putin contra seus opositores.
No caso da Venezuela, aconteceu o mesmo. Lula disse que queria ver as atas eleitorais para reconhecer a “vitória” de Nicolás Maduro. As atas não foram apresentadas, e, mesmo assim, o governo do Brasil enviou a embaixadora do país em Caracas para a “posse” do ditador venezuelano.
Em relação ao Oriente Médio, Lula também agiu de forma criminosa: defendeu os terroristas do Hamas e atacou os israelenses. O petista passou a ser tratado por Israel como persona non grata, o que nunca tinha acontecido a nenhum presidente brasileiro.
E Lula já tinha irritado Israel e os Estados Unidos, quando, em março de 2023, permitiu que dois navios de guerra do Irã atracassem no porto do Rio de Janeiro. Representantes do governo chegaram a participar de uma festa num dos navios…
Lula tem um lado, o lado errado, mas o “pária internacional” era o Bolsonaro…
A invasão do Brasil
O corte dos comentários feitos no programa Conversa Timeline, transmitido pelo YouTube, sobre as tropas militares da Venezuela que cruzaram a fronteira com o Brasil esta semana estranhamente está sem áudio no Instagram. Isso apenas para quem acessa a rede em território brasileiro sem o uso de VPN. Nos outros países, o vídeo roda normalmente, com o áudio completo.
O exercício militar realizado de surpresa pela Venezuela na fronteira de Roraima, na quarta-feira e na quinta-feira, fez o Exército Brasileiro colocar tropas em alerta e gerou tensão. Cerca de 20 militares venezuelanos violaram a fronteira brasileira. Autoridades investigam se a motivação dessas tropas foi provocação ou se a ação foi acidental.
A manobra pode ser um recado de Maduro em relação ao início do governo do presidente Donald Trump. A mensagem implícita seria que a ditadura bolivariana tem capacidade de gerar tensão e ruptura da ordem no continente americano. A Venezuela é apoiada informalmente pela Rússia e pela China.
O exercício ocorreu no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, conversou com os líderes opositores venezuelanos Edmundo González Urrutia e María Corina Machado. Rubio reafirmou o apoio da Casa Branca à restauração da democracia no país sul-americano.
Escolinha do Sidônio
O novo chefe da Secretaria de Comunicação do governo federal, Sidônio Palmeira, fez uma “plenária virtual” com deputados e militantes do PT. Mais de 3 mil pessoas assistiram à palestra do marqueteiro sobre como melhorar o desempenho dos apoiadores do Lula nas redes sociais.
Pelo menos, ele reconheceu que os opositores do PT têm um desempenho digital muito melhor… E recomendou que a turma petista tente também falar em bloco, tente falar sempre dos mesmos temas: “Vamos nos concentrar em um assunto por dia e pautá-lo”.
Sidônio recomendou que os petistas abram mão “da mentira e do ódio”, que ele considera as principais armas dos adversários: “Podemos trabalhar sem isso”. Não, não podem. Não há marketing que faça essa mágica: tirar o ódio e a mentira dos petistas…
Na Folha, os Correios parecem ótimos
A Folha de São Paulo publicou hoje artigo assinado pelo presidente dos Correios… O jornal que vive acusando as mídias digitais de promover “fake news” – o que ninguém sabe bem o que é – abre espaço para mentiras.
Fabiano Silva dos Santos afirma que “Lula foi assertivo ao preservar o caráter estatal dos Correios, interrompendo o processo de gestão anterior que deteriorou a empresa”. Ele diz que está “dedicado a incrementar as receitas da companhia”: “Com uma estratégia comercial arrojada, estamos firmando parcerias e rentabilizando nossos ativos”.
Bom, entre 2017 e 2021, os Correios tiveram resultados positivos, lucros… Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, houve prejuízo de mais de R$ 800 milhões. No ano passado, o rombo aumentou, passou de R$ 2 bilhões.
Os Correios têm o monopólio sobre quase todos os serviços postais: recebimento, transporte e entrega de cartas e cartões-postais no território nacional, expedição de cartas e cartões-postais para o exterior, fabricação de selos e outras formas de franqueamento postal… A empresa só não tem o monopólio na logística e entrega de mercadorias, concorrendo com empresas privadas.
Mesmo assim, a estatal torra uma fortuna em publicidade e patrocínio, enquanto Bolsonaro tinha zerado os gastos com comunicação. Este ano, os Correios pretendem gastar quase R$ 400 milhões em propaganda.
Governo quer ajuda do STF, de novo
O governo aposta no STF, se o TCU não derrubar o bloqueio da verba do Pé-de-Meia, criado para estimular a permanência de alunos no ensino médio. O programa oferece uma bolsa de R$ 200 mensais para estudantes de famílias que recebem o Bolsa Família, além de uma poupança de R$ 1 mil por ano, cujo total só pode ser sacado na conclusão dos estudos. O TCU bloqueou R$ 6 bilhões dos recursos que não foram incluídos no Orçamento, o que configura, aliás, crime de responsabilidade.
O tema tem sido acompanhado de perto pela Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos, da Casa Civil. Se o recurso do governo for derrotado, a ideia, mais uma vez, é apelar para o Supremo Tribunal Federal. A aliança do PT com o STF ainda não se desintegrou… Lula só temeria que a relatoria do caso caísse com ministros indicados por Jair Bolsonaro.
A economia vai mal e deve piorar
Instituições financeiras veem a economia mais fraca e uma possível recessão à frente… Indicadores sobre varejo, serviços, empregos e produção industrial sinalizam que a atividade perde força. Os números foram divulgados nas últimas semanas de 2024. Várias instituições financeiras começam a trabalhar com a possibilidade de recessão técnica – quando há contração em dois trimestres seguidos.
Se o governo não cortar gastos e produzir superávit fiscal, nada vai se ajeitar. Há muito mais a fazer, claro, mas isso é o básico. E nem isso o Brasil do PT parece disposto a implementar.
Bolsonaro na Casa Civil?
Jair Bolsonaro deu uma entrevista à CNN e disse que sua mulher, Michelle Bolsonaro, pode ser candidata à presidência da República em 2026, desde que ele seja nomeado ministro-chefe da Casa Civil.
Se permanecer inelegível até 2030, Bolsonaro também poderia apoiar a candidatura para presidente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Paraná, Ratinho Júnior, e do deputado federal Eduardo Bolsonaro.
O STF faz política
O Supremo Tribunal Federal já não se contenta mais em apenas tomar decisões políticas, de brincar de Legislativo e de Executivo. A ideia agora é fazer política diretamente, alterando a forma constitucional de governo.
O ministro Gilmar Mendes disse que a adoção do semipresidencialismo será discutida em 2025. Ele defendeu que o modelo atual de governo precisa de ajustes e que o Supremo precisa se debruçar sobre o tema.
Os ministros do STF cometem crime de responsabilidade se proferirem julgamento, quando, por lei, forem suspeitos na causa; exercerem atividade político-partidária; forem patentemente desidiosos no cumprimento dos deveres do cargo; procederem de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções.
Quantos cometeram um ou mais desses crimes nos últimos anos? Rodrigo Pacheco não deu bola… E Davi Alcolumbre, que deve assumir a presidência do Senado, vai pelo mesmo descaminho.
Fórum Econômico de Davos
O presidente Donald Trump fez um discurso virtual para o Fórum Econômico de Davos. Ele elogiou a meritocracia: “Meu governo agiu para acabar com toda essa baboseira de ações de diversidade, equidade e inclusão. Os Estados Unidos se tornarão um país baseado em mérito”.
Trump afirmou ainda que seu país será a capital da inteligência artificial e das criptomoedas, e que vai haver corte de regulamentações e impostos, no que ele chama de “nova era de ouro”.
Trump também disse que gostaria de trabalhar com a China e que tem boa relação com o ditador Xi Jinping.
Por último, o republicano declarou que “o governo não vai mais etiquetar o que as pessoas dizem como desinformação ou ‘fake news’, as expressões preferidas dos censores”, e que aboliu o programa econômico ambiental lançado na gestão anterior, que ele chamou de “ridículo e inútil”.




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