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RESUMO DE NOTÍCIAS – 24/02/2025

Oct 4
5 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 24/02/2025

Mais um impeachment, mais uma ação contra Moraes e as eleições na Alemanha

Impeachment do Paulo Gonet

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu o impeachment do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que, segundo o parlamentar, teria sido “testemunha ocular” de atos de tortura sem tomar providências. O PGR acompanhou os interrogatórios e audiências em que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, foi ameaçado diversas vezes pelo ministro Alexandre de Moraes. O senador afirmou que “Gonet foi uma testemunha ocular de uma tortura, assistiu a tudo de camarote e não fez nada". Girão disse que o comportamento do procurador-geral configura uma "cumplicidade com a arbitrariedade" do ministro Alexandre de Moraes.

A equipe jurídica do Partido Novo incluiu o documento contra Gonet em um dos "superpedidos" apresentados pelo senador no ano passado pelo impedimento de Moraes. O senador explicou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro e mais 33 nomes está atrelada à delação de alguém que “foi alvo de pressões e ameaças, com o intuito de forjar uma narrativa manipulada”.

No Programa 4 por 4 desse domingo, o advogado Emerson Grigollette afirmou que o procurador-geral da República deveria ter denunciado o ministro Alexandre de Moraes por tortura contra Mauro Cid: “É ele que tem obrigação legal, institucional de fazer isso. Ele participou dos interrogatórios, das audiências. E a função dele ali não é necessariamente de acusação, é de fiscal da lei. O Ministério Público também age como fiscal, para que se entregue à sociedade um processo justo e adequado. Ele poderia ter apresentado uma denúncia contra o Moraes, ter aberto uma investigação”.

 

Processos contra Moraes

A plataforma de vídeos Rumble e o grupo de media do presidente Donald Trump entraram com mais uma ação nos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes. Agora é um pedido de liminar. Na ação, as empresas pedem autorização para o descumprimento das decisões do magistrado em território americano. Na sexta-feira, Moraes determinou a suspensão do funcionamento da rede social no Brasil.

Na ação, protocolada na Flórida como um pedido de cumprimento imediato e temporário, as empresas alegam que o caso é uma “afronta extraordinária dos princípios fundamentais de liberdade de expressão, autoridade soberana e o Estado de Direito”: “Um jurista estrangeiro — o ministro Moraes — não apenas exigiu que a Rumble, uma empresa americana, censurasse conteúdo nos Estados Unidos, mas agora deu o passo sem precedentes de ameaçar pessoalmente o CEO de uma empresa americana com processo criminal por chamar publicamente as ordens de censura extraterritorial do ministro Moraes de 'ilegais' e se recusar a cumpri-las”, diz o texto.

A defesa da Rumble também alega que “na ausência de intervenção judicial imediata e medida cautelar”, a plataforma sofrerá “ainda mais danos irreparáveis, incluindo a perda de liberdade descrita pela Primeira Emenda da Constituição americana, desafios operacionais adicionais e uma erosão permanente da confiança do usuário”.

Moraes é acusado de violar a lei americana, na tentativa de eliminar as redes sociais do jornalista Allan dos Santos. Segundo Moraes, Allan usa a plataforma para “disseminar desinformação e ataques contra as instituições democráticas”. O ministro insiste que “as condutas praticadas por Allan dos Santos são graves, e que o descumprimento das ordens judiciais pela plataforma é uma ilicitude”. Para Moraes, o dono da plataforma Rumble, Chris Pavlovski, confunde deliberadamente a proibição ao discurso de ódio com “censura”.

Allan dos Santos não praticou nenhum crime, nem no Brasil, nem nos Estados Unidos. Nenhum dos países prevê o “crime de opinião”. Allan já teve um pedido de extradição feito pelo Brasil do PT negado pelo governo americano, quando Joe Biden era presidente. O jornalista também não está mais na lista de alerta vermelho da Interpol, porque não é possível comprovar nenhum crime que tentam imputar a ele.

 

Nísia, Lewandowski e a vacina

Depois que a imprensa divulgou que a ainda ministra da Saúde, Nísia Trindade, não tomou doses de reforço da “vacina” contra a covid, o foco agora é o ministro da Justiça. Ricardo Lewandowski negou acesso à própria carteira de vacinação e impôs 100 anos de sigilo sobre o documento, mas ele assegurou que seu cartão de vacinação está completo...

 

Eleições na Alemanha

Os conservadores (?) da coalizão entre a Unidão Democrata Cristã (CDU) e a União Social Cristã (CSU) venceram as eleições parlamentares desse domingo na Alemanha, com cerca de 30% dos votos. O partido Afd, tratado pela imprensa enviesada como de extrema direita, ficou em segundo lugar e deve ter pouco mais de 20% dos votos, dobrando sua base eleitoral. O comparecimento dos eleitores foi o maior desde a unificação do país em 1990. O cálculo é de que 83,5% das pessoas aptas a votar compareceram às urnas.

Friedrich Merz, líder do CDU, deve ser o novo primeiro-ministro, em substituição ao social-democrata Olaf Scholz. Só que ele já anunciou que não pretende fazer uma aliança com o Afd, de Alice Weidel. Merz deve buscar o apoio do SPD, que perdeu quase 10 pontos percentuais em relação à eleição de 2021 e foi reduzido à terceira força política na Alemanha, e com o Partido Verde, que tem uma cartilha ambiental que bate com a visão pró-recuperação industrial do CDU.

Engraçado que a imprensa enviesada considera que a grande participação dos eleitores foi uma reação ao crescimento previsto do Afd, e não um apoio ao partido...

O Partido Liberal e o extremista A Esquerda não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira de 5% dos votos.

 

Influência da inflação?

O jornal O Globo considera que a direita venceu a eleição na Alemanha por conta da inflação mais alta no país. O jornal afirma que o aumento do custo de vida é peça-chave da tendência que analistas têm chamado de “onda anti-incumbente” na política mundial, em que prevalecem vitórias da oposição. Desde 2019, foram 21 em 25 eleições mapeadas.

 

Inflação no Brasil

A inflação no Brasil é culpa da gastança desenfreada do governo Lula. E nessa conta entram as estatais, mal administradas e envolvidas, de novo, em suspeitas de corrupção. Itaipu Binacional, por exemplo, já desembolsou quase R$ 2 bilhões em 120 convênios socioambientais desde a posse do atual diretor-geral, Enio Verri, em 2023. A expansão de gastos, bancados pela conta de luz paga por brasileiros das regiões sul, sudeste e centro-oeste, é tida como exagerada e sem critérios por críticos da atual gestão.

Um dos convênios, ligado à prática de esportes, foi firmado com o Instituto Athus, parceiro da Central Única das Favelas do Paraná, e incluiu a aquisição de 3.150 bolas. Só que a proporção é de quase três unidades para cada jovem atendido nesse projeto. Gestores estranharam a quantidade, o tipo de bolas compradas e a falta de informação sobre os modelos e as características dos produtos… O custo de cada unidade seria de R$ 200, mas as bolas que aparecem nas fotos na prestação de contas custam R$ 100 cada uma.

Itaipu afirma que faz monitoramento contínuo dos convênios para assegurar a correta aplicação dos recursos. Segundo a estatal, a Athus faz prestação de contas e apresenta evidências e comprovações das atividades, por meio de relatórios.

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