RESUMO DE NOTÍCIAS – 24/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 24/11/2025
STF decide manter a prisão de Bolsonaro, oposição quer anistia já e a Coreia do Norte executa casal que fez sucesso com loja de bicicletas
“Surpresa”: STF decide manter Bolsonaro preso
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começaram a julgar, às 8h desta segunda-feira, o referendo da decisão do ministro Alexandre de Moraes que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A prisão preventiva foi decretada no sábado pelo relator do caso no Supremo.
A sessão é em plenário virtual e tem previsão de conclusão às 20h. Moraes votou para referendar sua própria decisão de prender Bolsonaro. O segundo a votar foi Flávio Dino. Ele escreveu em seu voto que “a condenação de Bolsonaro nos atos golpistas presta-se, inclusive, a comprovar a periculosidade do agente”… Depois, veio o voto de Cristiano Zanin, consolidando a maioria pela manutenção da prisão. E, em seguida, o voto da ministra Cármen Lúcia, determinando, assim, por unanimidade, a manutenção da prisão preventiva de Bolsonaro.
O “teatro” canastrão do STF
Termina nesta segunda-feira, às 23h59, o prazo para apresentação dos segundos embargos de declaração pelos réus do núcleo 1 da tal “trama golpista”. Depois da publicação do acórdão dos primeiros embargos na última semana (foram todos negados), as defesas já podiam recorrer desde quarta-feira (19/11), mas nenhum recurso foi apresentado até o momento.
As defesas podem seguir dois caminhos: novos embargos de declaração ou embargos infringentes. Pelas decisões recentes do STF, os condenados só iniciam o cumprimento das penas após o julgamento dos segundos embargos.
A jurisprudência da Corte estabelece que embargos infringentes só são cabíveis quando dois dos cinco ministros divergem. No julgamento do núcleo 1, apenas o ministro Luiz Fux votou contra a maioria. Com esse cenário, é certo que os embargos infringentes serão recusados.
Se as defesas recorrerem por meio dos segundos embargos, a Primeira Turma pode considerar o mecanismo meramente protelatório e determinar o trânsito em julgado da condenação. É tudo um teatrinho em que se finge respeito às leis, ao devido processo legal… É um “espetáculo” macabro, com atores canastrões…
Oposição volta a fazer pressão pela anistia
A oposição no Congresso tenta agora reorganizar sua atuação para viabilizar o avanço da pauta da anistia, depois de uma série de tentativas frustradas. A primeira reunião de articulação, que estava marcada para amanhã, foi antecipada para hoje, às 14h, na sede nacional do PL, em Brasília.
A oposição, claro, não quer saber de PL da Dosimetria, de um texto que apenas reduza as penas dos perseguidos políticos. A discussão deve se dar em torno de um projeto que estabeleça uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.
Na reunião, também será definida uma estratégia para denunciar ao mundo a tirania no Brasil e conseguir que outros países façam pressão para que nosso país volte a respeitar as leis e encerre a perseguição política.
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília divulgou em suas redes sociais, no fim de semana, publicação feita pelo vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau. O texto diz o seguinte: “Os Estados Unidos estão profundamente preocupados diante do mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política no Brasil: a provocativa e desnecessária prisão do ex-presidente Bolsonaro, que já estava em prisão domiciliar sob forte vigilância e com rígidas restrições de comunicação. Não há nada mais perigoso para a democracia do que um juiz que não reconhece limites para seu poder”.
Os aliados de Bolsonaro classificam o clima como “tenso”, mas avaliam que ainda há margem política para pautar a anistia até o fim do ano legislativo. A questão é que o recesso parlamentar começa em menos de um mês.
É preciso impedir que Messias vá para o STF
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado ainda não tem data marcada para a sabatina do indicado por Lula ao STF para a vaga de Luís Roberto Barroso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia a indicação de Rodrigo Pacheco, sinalizou que deve fazer campanha contra Messias…
Além disso, deputados federais e senadores do Centrão temem que Jorge Messias no Supremo trabalhe para dificultar o pagamento de emendas parlamentares.
Morre mais um herói da polícia do Rio
O policial civil Rodrigo Vasconcelos Nascimento, de 45 anos, baleado na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão no mês passado, morreu na manhã de sábado no Hospital Copa D’Or, em Copacabana.
Rodrigo, que trabalhava na delegacia da Pavuna, zona norte do Rio, estava internado desde o dia da ação contra o Comando Vermelho, em 28 de outubro. Além dele, outros quatro policiais que participaram da megaoperação foram atingidos pelos traficantes do Comando Vermelho e morreram.
Coreia do Norte executa casal que montou negócio lucrativo
Um casal foi executado em um ato público em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, depois de alcançar sucesso financeiro no setor de bicicletas elétricas e acessórios. As autoridades norte-coreanas justificaram a medida como necessária para evitar desordem econômica e educar a população.
Os empresários, ambos com cerca de 50 anos, operavam uma loja que vendia, consertava e alugava bicicletas elétricas, além de comercializar peças para motocicletas a bateria e bicicletas convencionais. Eles foram acusados de realizar lucros elevados à margem do sistema estatal, segundo o portal sul-coreano Daily NK, que se dedica à cobertura de acontecimentos na Coreia do Norte.
Os empresários foram presos em agosto, a partir de “denúncias” de clientes. As reclamações eram sobre os preços cobrados pelos produtos e serviços e a “arrogância” do casal…
Os empresários passaram por interrogatório e, no começo de setembro, receberam sentença de morte. As acusações incluíam “promover ideologia reacionária, cooperação com entidades externas e envio ilegal de moeda estrangeira, além de espalhar mensagens contrárias ao governo”.Cerca de 200 pessoas, incluindo crianças, foram forçadas a assistir à execução do casal em praça pública.




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