RESUMO DE NOTÍCIAS – 25/06/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 25/06/2025
O dinheiro na sacola (ou caixa), Figueiredo enfrenta narrativas democratas, mais impostos e mais orçamento secreto
A cabeça baixa de Mauro Cid
A acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general da reserva Braga Netto no STF foi marcada por momentos de constrangimento para o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
A sessão foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito do “golpe”, e teve a presença do ministro Luiz Fux, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de advogados de outros réus.
Segundo relatos feitos à coluna, Cid não cumprimentou Braga Netto e evitou olhar diretamente para o general durante a acareação. O tenente-coronel fixou seu olhar nos ministros do STF que o questionavam sobre as versões conflitantes com o general.
Em ao menos dois momentos da acareação, Braga Netto acusou Cid de estar mentindo. Um deles foi quando Cid afirmou que teria ido embora mais cedo de uma reunião no apartamento de Braga Netto, em novembro de 2022, na qual teria sido discutido um suposto plano para matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.
A outra versão mantida por Cid e negada por Braga Netto foi a de que o general teria entregado ao tenente-coronel dinheiro numa sacola (ou caixa…) de vinho. O recurso seria repassado a militares que executariam os assassinatos… Cid admitiu que não viu o dinheiro e que calculou o valor teoricamente entregue pelo peso da sacola…
Figueiredo enfrenta narrativas democratas
O deputado Jim McGovern (Partido Democrata), copresidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, tentou rebater o jornalista brasileiro Paulo Figueiredo durante audiência ontem: “Fico feliz que você se sinta seguro como jornalista nos Estados Unidos. Estou tentando me sentir seguro aqui como político”. O comentário deixou clara a canalhice do congressista…
A declaração de McGovern foi feita depois de Figueiredo relatar todas as perseguições políticas no Brasil e dizer que se considera mais livre para atuar como jornalista nos Estados Unidos. Depois do comentário desapegado dos fatos do congressista, o jornalista brasileiro perguntou: “Tem algum político preso nos Estados Unidos?”. E McGovern criou sua própria narrativa: “Um senador foi levado ao chão e algemado. E políticos foram assassinados”… Só que ele se referia ao senador democrata Alex Padilla, da Califórnia, que tentou tumultuar uma entrevista coletiva da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, sobre a política de imigração. E ele citou o assassinato da presidente da Câmara de Representantes de Minnesota, Melissa Hortman, que foi morta por um homem ligado ao… Partido Democrata. Melissa foi a única democrata a votar contra a concessão de benefícios a imigrantes ilegais.
A audiência foi promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Congresso americano e teve como tema a repressão transnacional, definida como o uso de táticas por governos estrangeiros para intimidar ou coagir pessoas fora de seus territórios.
Figueiredo foi ouvido como testemunha e afirmou que o Brasil vive sob uma “ditadura”, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes como “tirano”. Ele citou a Lei Magnitsky como uma das ferramentas na luta contra a censura. O jornalista pediu ao Congresso americano que sejam adotadas sanções contra Moraes.
Os maquiadores do parlamento
Políticos de oposição apresentaram representações contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) à Procuradoria-Geral da República. Os opositores querem que o órgão investigue a legalidade da contratação de dois maquiadores que trabalham para a deputada como assessores parlamentares.
Os deputados querem que sejam apurados possíveis atos de improbidade administrativa e de ilícitos penais decorrentes da utilização indevida de verba pública.
Paulo Bilynskyj (PL-SP) também acionou o Conselho de Ética da Câmara. Um trecho da representação diz o seguinte: “A manutenção desses agentes no cargo configura desvio de finalidade, em violação frontal aos princípios da administração pública consagrados no artigo 37 da Constituição Federal, bem como às normas internas desta Casa”.
Mais impostos e mais orçamento secreto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou para hoje a votação do projeto de decreto legislativo (PDL) que derruba o decreto de autoria do governo federal que reajusta as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Como ganhou caráter de urgência, a matéria será analisada diretamente em plenário, sem passar por comissões.
Antes da votação da urgência, o presidente da Câmara afirmou a jornalistas que o governo se comprometeu a apresentar propostas de corte de despesas… E alguém acredita nisso?
Para manter o aumento do IOF, Lula está usando, mais uma vez, o orçamento secreto. O Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento) mostra que o governo pagou R$ 407,1 milhões em emendas a congressistas só entre sábado e a última segunda. Esse valor é 77 vezes maior frente à movimentação registrada até 20 de junho, que era de apenas R$ 5,3 milhões. A estratégia tenta garantir apoio aos aumentos de impostos decretados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
E o corte de gastos?
A ata da última reunião do Copom deu um recado direto a Lula: o governo precisa diminuir seus gastos e promover o equilíbrio fiscal. Numa demonstração de independência em relação ao Poder Executivo, o Banco Central reafirmou que a Selic permanecerá em 15% por um período “bastante prolongado” e que “não hesitará” em subir mais os juros se isso for necessário. O BC pediu, mais uma vez, que as políticas fiscal e monetária sejam “harmoniosas”, o que significa que o controle de gastos pelo governo ainda é insuficiente.
O desastre das contas externas
O déficit das contas externas do Brasil foi de US$ 2,9 bilhões em maio, conforme dados do Banco Central. O resultado é maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando houve saldo negativo de US$ 2,5 bilhões.
As informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado hoje pelo BC. O documento reúne os valores desses tipos de movimentações financeiras mês a mês.
Um saldo negativo (déficit) nas contas externas significa que o país enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu.
Em 2024, o saldo negativo somou quase US$ 56 bilhões — o equivalente a 2,55% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado de 12 meses até maio, as transações correntes somam déficit de US$ 69,4 bilhões, bem acima do registrado em maio de 2024, de US$ 29,4 bilhões.
O arcabouço fiscal é mais uma fraude
Estudo da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI) alerta para o risco de insustentabilidade do arcabouço fiscal e coloca em xeque sua sobrevivência. De acordo com o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de junho, o Brasil precisa de “uma profunda reforma fiscal que flexibilize a execução do Orçamento da União, estanque o atual ritmo de crescimento da dívida, recupere a capacidade de investimento federal e assegure o equilíbrio fiscal de estados e municípios”.
As projeções macroeconômicas e fiscais de curto e médio prazos no período de 2025 a 2035 apontam para um crescimento “persistente e relevante” da dívida bruta do governo geral. Assim, a relação dívida/PIB tende a crescer 10,8 pontos porcentuais entre 2023 e 2026. Diz o documento: “A trajetória da dívida projetada nesta revisão de cenários atinge patamares preocupantes para um país emergente”… A relação dívida/PIB pode chegar a 77,6% neste ano. No fim de 2026, iria a 82,4%; a 100%, em 2030; e a 124,9%, em 2035.
Quem acabou com a guerra foi Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva americana contra três instalações nucleares iranianas “acabou com a guerra” entre Irã e Israel. Segundo ele, o programa nuclear de Teerã foi atrasado em décadas. A declaração foi feita depois que a imprensa divulgou relatório da inteligência do país indicando que o ataque atrasou o programa nuclear iraniano em “apenas alguns meses”. Ao falar com jornalistas na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Haia, na Holanda, Trump disse que o relatório “foi muito inconclusivo”: “Foi um ataque devastador, que os deixou desnorteados. Se não tivesse sido assim, eles não teriam aceitado o acordo”.
Trump afirmou que o programa nuclear do Irã foi retardado “basicamente em décadas”, e ele acredita que os iranianos não vão mais buscar produzir armas nucleares: “A última coisa que eles querem fazer agora é enriquecer qualquer coisa. Eles querem se recuperar”. Perguntado se os Estados Unidos atacariam o Irã novamente, caso o país reconstruísse seu programa de enriquecimento nuclear, Trump respondeu: “Com certeza”.
Trisais unidos jamais serão vencidos
Um trisal que vive em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, está organizando o Primeiro Encontro de Trisais do Brasil. O trio que é conhecido nas redes sociais como “Amor Ao Cubo” quer “proporcionar a todas as famílias poliafetivas um espaço seguro e livre de preconceitos para elas e seus filhos”.
O evento, que vai ser realizado numa pousada em Pinhalzinho, também no interior paulista, em 20 e 21 de setembro, já tem 33 famílias confirmadas.
Os organizadores também informaram que haverá a participação de todos os formatos de trisal: duas mulheres e um homem, três homens, três mulheres, dois homens e uma mulher.
A ideia dos organizadores veio de “um desejo de trocar experiências e vivências, além de dar a todos a oportunidade de deixar seus filhos perto de famílias iguais às deles”.
Um dos principais tópicos do encontro será a associação criada para defender os direitos dos trisais e angariar adeptos: “Vamos fazer desse evento um ato político, conseguindo mostrar que o relacionamento trisal vai além do fetiche e da fantasia, como muitos acham, e que, sim, somos famílias.”




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