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RESUMO DE NOTÍCIAS – 25/07/2025

4 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 25/07/2025

Lula a serviço do caos, Filipe Martins prova inocência e denuncia tortura e chega a 70 número de pedidos de impeachment de ministros do STF

Lula trabalha com força pelo caos

A 8 dias da entrada em vigor da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, em primeiro de agosto, o governo de Donald Trump fez mais uma dura crítica ao Brasil e ao ministro Alexandre de Moraes. Nessa quinta-feira, o subsecretário do Departamento de Estado (equivalente ao Ministério das Relações Exteriores), Darren Beattie, escreveu: “O ministro Alexandre de Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro, que por sua vez cerceou a liberdade de expressão nos Estados Unidos”.

A embaixada dos Estados Unidos em Brasília republicou a nota, em português, em seu perfil no X, deixando claro que se trata de uma posição do governo americano e que deve ser amplamente divulgada.

Lula continua ignorando todos os recados do governo Trump, apostando no caos, nos ganhos políticos com a crise do tarifaço e pronto para jogar o Brasil de vez no colo da China. O petista resolveu não negociar com o governo americano.

O Estadão publicou hoje o editorial “Lula deveria falar com Trump”. O subtítulo é: “Estadistas não têm fígado. Quaisquer divergências pessoais que Lula possa ter com Trump deveriam ser deixadas de lado em nome do interesse nacional. Mas Lula parece desejar o confronto”. O texto termina assim: “Está ficando claro, infelizmente, que para Lula não importam muito os prejuízos do Brasil com o tarifaço ou com outras sanções americanas, desde que o caso todo mantenha acesa a chama da indignação de parte dos eleitores com Trump e com o bolsonarismo”.

Nos últimos dias, Lula só fez piorar a situação. Ele resolveu ingressar na ação movida pela África do Sul contra Israel por “genocídio” em Gaza. Além disso, retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Nosso país atuava como integrante observador desde 2021. O Ministério das Relações Exteriores de Israel reagiu, com publicação no X: “Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”.

Lula também telefonou para a presidente do México para tratar de ampliar acordos entre os dois países, “diante do atual cenário de incertezas”…

No Chile, o petista fez discurso de ditador, mais uma vez se posicionando contra os Estados Unidos, que lideram o mundo livre…

Em outro esforço para azedar de vez a relação com o governo Trump, o Brasil do PT entrou com uma reclamação contra o tarifaço americano na Organização Mundial do Comércio…

Moraes deixa Bolsonaro na mira

Não ficou clara a decisão de Alexandre de Moraes sobre as medidas cautelares contra Jair Bolsonaro. O ministro do STF afirmou que o ex-presidente pode falar com jornalistas e fazer discursos, mas que Bolsonaro será preso se esses conteúdos forem usados em redes sociais de terceiros.

Moraes afirmou nessa quinta-feira que o ex-presidente “em momento algum foi proibido de conceder entrevistas ou proferir discursos em eventos públicos ou privados”. Apesar dessa afirmação em seu despacho, especialistas avaliam que a proibição de aparição em redes sociais, inclusive de terceiros, impede, na prática, o ex-presidente de falar à imprensa sem o risco de ser preso.

O ministro declarou que não serão admitidos “subterfúgios” para burlar a decisão da 1ª Turma do STF, como o uso de discursos públicos ou entrevistas como “material pré-fabricado” para divulgação nas redes sociais. Citou ainda que a replicação desse conteúdo por “milícias digitais” ou apoiadores políticos poderá ser tratada como agravante.

Moraes não explica o que seriam, do ponto de vista jurídico, “milícias digitais”, o que torna a decisão ainda mais difícil de ser interpretada.

O ministro diz que as condutas que levaram à proibição são relacionadas a ter instigado “chefe de Estado estrangeiro a tomar medidas para interferir ilicitamente no regular curso do processo judicial, de modo a resultar em pressão social em face das autoridades brasileiras, com flagrante atentado à soberania nacional”.

Só que Moraes não especifica quais teriam sido as condutas ilícitas, apenas reafirma o “modus operandi” já descrito em decisões anteriores.

Por causa da ambiguidade da decisão de Moraes, o ex-presidente Jair Bolsonaro optou por não falar mais com a imprensa.

Filipe Martins deixa claro que é inocente e que foi torturado

O ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República Filipe Martins afirmou ao STF nessa quinta-feira que nunca teve contato com uma minuta que embasaria uma ruptura em 2022: “Tomei conhecimento pela imprensa. Houve notícias de que havia algo dessa natureza, mas não tomei conhecimento do conteúdo em si, porque não foi acrescentado aos autos”.

Filipe Martins é acusado de ter apresentado a primeira versão da “minuta golpista”. Ele deixou claro que o documento relatado pelo delator Mauro Cid sequer existe no processo: “Essa minuta que ele me atribui não existe nos autos, com as características dadas por ele, que seriam mais de 10 páginas de ‘considerandos’, com previsão de prisão de autoridades. Eu posso afirmar com segurança que não só não tive contato antes como não tive no processo. E, por isso, a minha defesa tem chamado de minuta fantasma”.

O advogado de defesa de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, apresentou uma planilha oficial fornecida pelo Gabinete de Segurança Institucional já do governo Lula que prova que seu cliente não esteve no Palácio da Alvorada em duas datas no fim de 2022. A PGR afirma que em reuniões nos dias 19 de novembro e 7 de dezembro Filipe teria apresentado ao presidente e a comandantes militares a tal “minuta do golpe”. No documento do GSI de Lula não há registro de acesso do réu ao Alvorada…

O ex-assessor afirmou que é um preso político e que era a primeira vez que ele podia se defender, inclusive devido a medidas cautelares, como a proibição de conceder entrevistas. Martins fez questão de denunciar a tortura que sofreu durante os seis meses em que ficou preso ilegalmente. Ele foi mantido por 10 dias numa solitária completamente escura.

Uma coleção de pedidos de impeachment

Com a ação protocolada pelo senador Flávio Bolsonaro contra Alexandre de Moraes na quarta-feira, o Senado tem agora 70 pedidos de impeachment parados contra ministros do STF. A contagem é feita a partir de 4 de janeiro de 2021, data em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda em seu primeiro mandato à frente da Casa, arquivou todos os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo que tramitavam.

Desde então, Alexandre de Moraes é o maior alvo. Há 29 pedidos de impeachment contra o ministro pendentes de análise. O número representa 41% das representações em tramitação contra integrantes da Corte. O presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, aparece em seguida, com 19 pedidos de destituição. Gilmar Mendes (7), Dias Toffoli (4), Edson Fachin (4), Flávio Dino (3), Carmen Lúcia (3) e Luiz Fux (2) fecham a lista. Dos 11 ministros do tribunal atualmente, só três não têm pedidos de impeachment contra si: André Mendonça, Nunes Marques e Cristiano Zanin.

Só nos primeiros 7 meses de 2025 o Senado recebeu mais pedidos de impeachment de ministros do que nos anos de 2024 e 2023. Foram 12 este ano, 2 no ano passado e 10 em 2023.

Senado protege o “Careca do INSS”

O Senado Federal impôs sigilo de 100 anos sobre eventuais entradas do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, na Casa.

O Senado negou a divulgação, via Lei de Acesso à Informação (LAI), dos registros de entrada do “Careca do INSS” no Senado. A justificativa: “as informações são de ‘caráter pessoal’”.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) já admitiu ter se encontrado com o lobista, uma das figuras centrais da “Farra do INSS”. O parlamentar afirmou que recebeu o investigado ao menos três vezes em seu gabinete.

O atual secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, recebeu o “Careca do INSS” no próprio gabinete, em 13 de março de 2023. O gestor ocupava a Secretaria do Regime Geral de Previdência Social da pasta na época da reunião fora da agenda oficial.

O atual ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), também se reuniu com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no Ministério no início do governo Lula, em janeiro de 2023.

O encontro também contou com a participação de três ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspeitos de terem recebido propina para favorecer entidades envolvidas nas fraudes dos descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.

À época, Wolney era deputado federal e havia sido indicado para ser secretário executivo do Ministério, cargo que assumiria um mês depois. Na pasta, ele foi o número 2 de Carlos Lupi (PDT) até maio deste ano, quando o ex-ministro pediu demissão.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se manifestou sobre o sigilo de 100 anos. A recusa em dar acesso aos dados vai contra entendimento da Controladoria-Geral da União sobre os registros de entradas.

Contas externas vão muito mal

As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 5,1 bilhões em junho. Esse foi o maior saldo negativo para o mês desde 2014, quando somou US$ 5,4 bilhões. O Banco Central divulgou o resultado hoje.

O saldo negativo aumentou 52,3% em relação a junho de 2024, quando totalizou US$ 3,4 bilhões. A autoridade monetária calcula mensalmente as transações correntes do setor externo no Brasil. Considera o saldo da balança comercial (exportações e importações), os serviços adquiridos por brasileiros no exterior e a movimentação financeira da renda, como remessa de juros, lucros e dividendos para outros países.

No acumulado de 12 meses, o déficit em transações correntes somou US$ 73,1 bilhões, o que corresponde a 3,42% do PIB (Produto Interno Bruto). Era de US$ 71,4 bilhões (3,35% do PIB) em maio e de US$ 28 bilhões (1,28% do PIB) em junho de 2024.

Inflação sobe mais uma vez

A prévia da inflação voltou a ganhar força e ficou em 0,33% no mês de julho, ante alta de 0,26% apurada em junho, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A aceleração do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi puxada pelo novo aumento das contas de luz, que inibiu a segunda queda seguida de preço dos alimentos.

Com a alta de julho, a prévia da inflação apresenta alta de 5,3% no acumulado dos últimos 12 meses. O resultado mantém o indicador acima da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual da meta estabelecida em 3% pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

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