RESUMO DE NOTÍCIAS – 26/08/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 26/08/2025
Bolsonaro vigiado, Moraes sem gabinete... E Israel chama Lula de antissemita
PGR quer vigilância sobre Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a Polícia Federal amplie o monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu na tal “trama golpista” e cumpre prisão domiciliar. O ex-presidente também é monitorado por tornozeleira eletrônica.
Gonet afirmou que o Ministério Público Federal entende que o STF deve recomendar “formalmente à Polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”. O procurador afirmou ainda que as medidas não devem ser “intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou ao Supremo Tribunal Federal que recebeu um ofício do líder do PT, Lindbergh Farias, apontando “risco concreto de fuga de Bolsonaro”, tendo a possibilidade de tentativa de evasão para a Embaixada dos Estados Unidos, para solicitar asilo político.
Andrei Rodrigues afirmou ao STF que repassou os dados para conhecimento e tomada de providências pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste em cinco dias sobre o ofício enviado pela PF. Com a manifestação, Moraes deve decidir qual procedimento será adotado.
Quem quer trabalhar com Moraes?
O vazamento de conversas entre o ex-assessor Eduardo Tagliaferro e o ex-juiz instrutor Airton Vieira, ambos ex-integrantes das equipes do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, provocou uma debandada na assessoria do magistrado. A equipe do ministro segue desfalcada, mais de oito meses depois do início das mudanças.
Em janeiro, Moraes dispensou Airton Vieira da sua equipe no STF, sem tornar o processo público ou fornecer informações sobre as mudanças. Entre fevereiro e março, foi a vez de os juízes auxiliares Rogério Marrone de Castro Sampaio e André Solomon Tudisco deixarem o gabinete do ministro. Sampaio trabalhava com Moraes desde 2018 e Tudisco desde junho de 2024.
Essas dispensas fizeram com o que os juízes de apoio do ministro na condução dos seus mais de 2,7 mil processos passassem de quatro para um no intervalo de três meses. Apenas o juiz auxiliar Rafael Tamai Rocha se manteve no cargo, e foi ele que, em plena tramitação das ações penais sobre o fajuto “golpe de Estado”, assumiu extraoficialmente a função de instrutor.
O gabinete de Alexandre de Moraes não forneceu informações sobre as substituições que ainda precisam ser feitas.
CPMI do INSS decide quem ouvirá primeiro
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que vai investigar os desvios no INSS tem sua primeira sessão hoje. Serão analisados 910 requerimentos. A grande maioria dos pedidos se refere à convocação de pessoas envolvidas, de alguma forma, no escândalo.
Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP) pediram que Jair Bolsonaro seja convocado. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) fez requerimentos para convidar os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer, além de Lula.
Relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) disse que não concorda com as alegações de que as fraudes em pensões e aposentadorias tenham começado no governo de Jair Bolsonaro. De acordo com o parlamentar, as investigações terão como marco inicial o ano de 2015, durante o governo Dilma Rousseff.
Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como careca do INSS, já teve 15 pedidos para ser ouvido pela CPMI: 14 convocações, quando há obrigatoriedade de participar, e um convite, quando é facultado.
O ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi é alvo de 11 pedidos de convocação, sendo um da senadora Leila Barros (PDT-DF), parlamentar do mesmo partido do ex-ministro.
Há também um pedido de quebra de sigilo telemático de Lupi, quando se pede o acesso a todos os dados do aparelho celular, uma quebra de sigilo bancário e um pedido de análise por parte do COAF.
Já o atual ministro da pasta, Wolney Queiroz, que era o número dois do Ministério, antes da queda de Lupi, recebeu oito pedidos para ser ouvido na CPMI. Cinco deles foram convocações e três como convidado.
Toffoli perde, e Mendonça vai relatar INSS
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República e determinou a livre distribuição das investigações do inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social. Depois de sorteio, o processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça.
Dias Toffoli fez de tudo para ficar à frente do caso, mas a PGR pediu ao STF que a investigação não tivesse o magistrado como relator, alegando que Toffoli não teria competência automática para conduzir as investigações.
Trump tem estratégia; Lula vive “ficção diplomática”
O Infomoney publicou o artigo “Trump tem estratégia. E quem não entender isso, vai ficar para trás”, do empresário Walter Maciel, dono da AZ Quest, uma das maiores e mais tradicionais gestoras independentes de fundos do Brasil. O texto é uma carta aberta a Lula e Celso Amorim, que é o maior conselheiro do petista sobre assuntos internacionais, e começa assim: “Caros presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conselheiro Celso Amorim, sinto dizer, mas o mundo que os senhores tentam interpretar não existe mais. Aquele mapa mental construído entre o fim da Guerra Fria e os primeiros anos do BRICS virou uma ficção diplomática. Persistir nele é condenar o Brasil à irrelevância ou, pior, ao isolamento”.
Maciel explica o que Trump tem feito: “A estratégia americana mudou porque a realidade se impôs. O soft power fracassou. Passaram a mão na carteira americana por décadas. Os Estados Unidos financiaram o crescimento da China, toleraram o protecionismo europeu, pagaram a conta da OTAN, foram humilhados no Afeganistão. A boa-fé, sozinha, não sustenta a ordem internacional. E Donald Trump, goste-se dele ou não, foi o primeiro presidente a reconhecer isso e agir com consequência. Trump não é um lunático, como gostam de repetir por aqui. É um disruptor com estratégia. Reuniões com Putin em um dia, Zelensky no outro. Críticas veladas à OTAN seguidas de elogios calculados aos europeus. Parece caos, é método. Não há incoerência: há negociação em estado bruto. Tudo é jogo de pressão. Tudo é barganha”.
Sobre o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro que voltou ao Planalto, Maciel escreve o seguinte: “Lula não conseguiu o protagonismo internacional que imaginava. Hoje, é um presidente mais velho, mais dogmático e cada vez mais anacrônico. Forja alianças Sul-Sul que não se sustentam, prega o enfraquecimento do dólar como se fosse 2006 e acredita que pode atravessar o tabuleiro global sem ser notado. Mas o mundo voltou a ter centro. E ele se chama Washington. Enquanto isso, os Estados Unidos posicionam navios militares próximo à costa da Venezuela. A mensagem é clara. E o Brasil, mais uma vez, fecha os olhos para o problema. Finge que não vê as eleições fraudadas, a repressão brutal, o colapso humanitário. Reabilita ditaduras, aperta a mão de criminosos e senta à mesa de terroristas. Alckmin, em plena reunião internacional, cercado de autocratas, sorri e posa para fotos. E depois se choca com o fato de que o Brasil deixou de ser levado a sério. O Brasil está escolhendo seus parceiros com base em ideologia e nostalgia. E o preço disso será pago em real, em dólar e em isolamento. E aí entra o ministro Flávio Dino, ao declarar que o Brasil não vai cumprir a Lei Magnitsky, que pune violações de direitos humanos com sanções financeiras. Parece bravata jurídica, mas não é. A Lei Magnitsky é aceita por diversos países ocidentais e obriga bancos e empresas a se alinharem. Negar-se a cumprir pode levar o Brasil ao isolamento financeiro internacional. Alguém avisou o Dino do que significa ser excluído do SWIFT? Ou ele está jogando xadrez com peças de dama?”.
E o texto termina assim: “A imprensa brasileira, parte dela, ainda retrata Trump como um agente do caos. Mas a pergunta que precisa ser feita é: quem é o país democrático? Quem garante mobilidade de capitais, liberdade de expressão, livre associação e imprensa crítica? Quem não persegue dissidentes ou sufoca empresários? Quem não oprime seu próprio povo? O mundo dele é o da barganha dura, do resultado. E agora, esse mundo é o nosso. Talvez valha a pena observar. Talvez seja a hora de escutar. O Brasil não precisa concordar com Trump. Mas precisa entendê-lo. Ou vamos pagar caro”.
A operação do Brasil do PT para salvar Maduro
O portal defesanet.com.br publicou artigo sobre um possível planejamento do resgate do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, com o apoio do Brasil. O assunto teria sido discutido entre os governos dos dois países em recente reunião entre os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e da Venezuela, Yván Gil.
O texto diz o seguinte: “Nos círculos fechados do Itamaraty, em despachos sigilosos, uma estratégia começou a ser sussurrada. Foi batizada de Operação Imeri. O nome, tomado emprestado da serra que divide Brasil e Venezuela por trechos quase inóspitos da Amazônia, simboliza o ponto de contato entre duas realidades distintas: de um lado, a democracia ainda imperfeita, mas “pujante” do Brasil; de outro, a autocracia criminosa e narcoterrorista de Nicolás Maduro, cujo regime se sustenta em corrupção, repressão tirânica e alianças com cartéis transnacionais. A concepção da operação não surgiu do acaso, mas como resposta direta ao cerco progressivo conduzido por Washington contra o narcoterrorismo na América Latina. Oficialmente, a medida foi anunciada como parte da intensificação da guerra contra o narcotráfico; na prática, tratava-se de um recado inequívoco: os Estados Unidos não aceitarão que o chamado Cartel de los Soles, travestido de governo venezuelano, continue transformando o país em uma plataforma continental de exportação de cocaína para a América do Norte e a Europa”. É nesse contexto que surge a Operação Imeri, concebida como um plano de evacuação seletiva. As discussões iniciais ocorreram entre o chanceler Mauro Vieira e o venezuelano Yván Gil, em encontros aparentemente banais à margem da cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA/CELAC), em Bogotá, nos dias 21 e 22 de agosto de 2025. Oficialmente, os dois debateram cooperação fronteiriça e integração econômica. Extraoficialmente, com a mediação de assessores militares, teria sido ventilada a possibilidade de extrair Maduro e parte de sua cúpula, entregando-os à custódia do Brasil antes que caíssem nas mãos do Comando Sul ou de grupos de resistência armados”.
O portal defesanet dá informações de como poderia ser essa operação e fala até de uma resistência de militares brasileiros ao plano. Para que ninguém esqueça, Lula tem antiga ligação com a ditadura da Venezuela e, não faz muito tempo, recebeu Nicolás Maduro em Brasília com honras de chefe de Estado. Recentemente, Lula enviou ao Peru um avião da FAB para resgatar a ex-primeira-dama do país Nadine Heredia, condenada por corrupção. Ela recebeu asilo político no Brasil…
Israel dá a real: “Lula é antissemita e apoia o terrorismo”
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, fez uma publicação em português na rede social X nesta terça-feira, chamando Lula de “antissemita declarado e apoiador do Hamas”, se referindo à saída do Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), no fim do mês de julho: “Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas, ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”.
O ministro ainda associou Lula ao supremo líder do Irã, Ali Khamenei, colocando na publicação uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual o brasileiro aparece como um fantoche controlado por Khamenei.
A China está comprando o Brasil
Os investimentos da China no Brasil em minerais considerados essenciais para a indústria de tecnologia entraram no radar da guerra tarifária dos Estados Unidos. A AISI, associação industrial que representa as siderúrgicas americanas, pediu ao governo Donald Trump que “levante preocupações” junto a Brasília em relação à aquisição de minas de níquel no Brasil por uma mineradora chinesa.
A Anglo American vendeu suas minas de níquel no Brasil para a MMG, subsidiária da estatal chinesa China Minmetals, por US$ 500 milhões. A decisão causou controvérsia. Isso porque a Corex Holding, ligada ao grupo turco Yildirim e sediada na Holanda, afirma ter oferecido US$ 900 milhões.
A operação inclui os complexos de Barro Alto e Codemin (Niquelândia), em Goiás, além de projetos de exploração no Pará e em Mato Grosso. Com o negócio, os chineses passam a controlar cerca de 60% da produção nacional de níquel e ampliam ainda mais sua participação global no setor. O insumo é considerado essencial para baterias, veículos elétricos e aço inoxidável.
O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foi acionado para investigar se houve violação de normas que restringem a compra de terras rurais por estrangeiros, já que os ativos minerários se localizam em áreas sensíveis nos três Estados. Em ofício, o instituto menciona riscos à soberania brasileira: “Revela-se contraditório que o Brasil, detentor de significativa diversidade e abundância de recursos minerais estratégicos, permita a sistemática exploração dessas riquezas por agentes estrangeiros, sem o correspondente desenvolvimento de sua cadeia produtiva nacional”.
A Corex questiona a transação no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e na Comissão Europeia, alegando risco de concentração de mercado e prejuízos à segurança de suprimento de países ocidentais. Na representação ao órgão brasileiro, afirma que “a operação permitirá à MMG Limited, controlada em última instância pela China Minmetals Corporation, adquirir o controle da totalidade do negócio de níquel da Anglo American no Brasil”.
Segundo a empresa, a venda consolidaria ainda mais o domínio chinês sobre o mercado global. “Em um cenário pós-operação, estima-se que entidades controladas em última instância pelo governo chinês representariam até 60% do fornecimento global de níquel, um nível de poder de mercado que traz implicações estruturais substanciais para o Brasil e para a dinâmica do mercado global”.
China e Rússia reforçam sua aliança
O ditador da China, Xi Jinping, disse que seu país e a Rússia devem proteger conjuntamente os seus interesses de segurança e desenvolvimento. Ele afirmou que a relação dos dois é uma “fonte de estabilidade para a paz mundial”. Xi recebeu Vyacheslav Volodin, presidente do equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, que visita a China antes da viagem do ditador da Rússia, Vladimir Putin, ao país.
O ditador chinês destacou a amizade tradicional entre os dois países e disse que eles devem se unir aos países do “Sul Global” como contrapeso à ordem internacional dominada pelos Estados Unidos. As informações são da Reuters. Putin visitará a China no fim de semana e será o principal convidado estrangeiro em um desfile militar em Pequim. O evento vai marcar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia.
Tarcísio é o “queridinho” do mercado
O mercado financeiro, parece, entrou de vez na campanha presidencial de Tarcísio de Freitas. A queda de 0,19% do dólar ontem foi explicada pela turma da Faria Lima por alguns fatores, entre eles a possível candidatura de Tarcísio a presidente… O atual governador de São Paulo seria “o queridinho do mercado”.
Pagador de impostos contra o tarifaço…
O governo federal definiu uma lista de alimentos que poderão ser comprados de maneira simplificada por União, estados e municípios depois de os produtos terem sido impactados pela tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre importações feitas ao Brasil.
Estão incluídos: açaí; água de coco; castanhas; manga; mel; uva; e uma série de pescados, como tilápia, pargo e corvina. A portaria com a lista foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na última sexta-feira.
Na avaliação do governo federal, o orçamento federal já previsto para programas de compras públicas de alimentos, de cerca de R$ 6 bilhões no ano, será suficiente para absorver os alimentos incluídos na lista simplificada.Faz tempo que é assim… Sempre acham que a conta pode ser repassada aos pagadores de impostos…




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