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RESUMO DE NOTÍCIAS – 26/11/2025

4 de out.
4 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 26/11/2025

Mais uma audiência de custódia inútil, Ramagem tira o sono de Moraes, Motta e Alcolumbre empenhados em destruir o Brasil e o aperto da Magnitsky

Audiência de custódia: “Está tudo bem no cativeiro?”

O ex-presidente Jair Bolsonaro passará por audiência de custódia nesta quarta-feira, depois de ter a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão executada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Bolsonaro cumpre a pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Outros cinco condenados do Núcleo 1 da “trama golpista” também passarão por audiências de custódia nesta quarta: Almir Garnier, que vai cumprir a pena na Estação Rádio da Marinha, em Brasília; Anderson Torres, que está na Sala de Estado-Maior individual do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília; Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, presos no Comando Militar do Planalto, em Brasília; e Walter Braga Netto, que está na Vila Militar, no Rio de Janeiro.

Essas audiências servem apenas para verificar a legalidade e as condições do local onde os presos estão. Ou seja, não há possibilidade de “revogação” da prisão.

Obrigado pelo lubrificante antes de me…

Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira agradeceram ao Alto Comando do Exército a “dignidade” com que foram tratados durante a execução do mandado de prisão na terça-feira…

Os relatos de quem acompanhou a prisão foram de que os dois ficaram “felizes” em receber tratamento digno e pediram que isso fosse comunicado ao comandante do Exército, general Tomás Paiva.

Também agradeceram por não terem sido expostos publicamente no momento da prisão e terem sido instalados em locais considerados por eles, ainda segundo esses relatos, “dignos”, na sede do Comando Militar do Planalto…

Alexandre Ramagem tira o sono de Moraes

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou nessa terça-feira, junto à ordem de prisão, que o nome do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) seja incluído no Banco Nacional do Monitoramento de Prisões (BNMP), uma espécie de cadastro de “foragidos”.

Ramagem é um dos condenados pela “trama golpista”, e o caso dele também foi declarado com trânsito em julgado pelo ministro do Supremo. Felizmente, o deputado está nos Estados Unidos.

Na decisão, o magistrado também ordena que a Presidência da Câmara dos Deputados declare a perda do mandato parlamentar de Ramagem, cabendo à Mesa Diretora formalizar esse ato.

Motta, Alcolumbre e a destruição do Brasil

Hugo Motta insiste não apenas em aceitar o STF participando de questões legislativas, como faz questão de trazer o Supremo para as discussões políticas… O presidente da Câmara começou na segunda-feira uma rodada de conversas com ministros do Supremo para tratar da votação do projeto da anistia.

Rompido com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, Motta considera colocar o tema em pauta, mas quer construir um “consenso” para evitar “atritos” com o Supremo… Foram acionados os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. E o relator, Paulinho da Força, também foi convocado a desembarcar em Brasília.

Motta também quer um acordo com o Senado, para que o projeto de anistia aprovado na Câmara não seja modificado na casa comandada por Davi Alcolumbre.

O presidente do Senado estaria impondo a seguinte condição para votar um projeto de anistia, que os senadores rejeitem a indicação de Jorge Messias para o STF. Alcolumbre queria Rodrigo Pacheco na vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Motta e Alcolumbre continuam colaborando para a destruição do Brasil de verdade… Seus interesses e seus temores prevalecem. E o pior: o projeto de anistia seria, na verdade, um texto que apenas reduziria a pena de todos os presos políticos…

É bom respeitar a Magnitsky

O patrocínio da Coca-Cola a um evento que teve o ministro Alexandre de Moraes como palestrante virou pauta no governo dos Estados Unidos. A questão passou a ser discutida internamente porque Donald Trump decidiu sancionar o magistrado com a Lei Magnitsky em julho deste ano.

Neste mês, a Coca-Cola patrocinou o XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, que teve Moraes como um dos oradores de destaque. O tema da edição, entre os dias 11 e 14 em Brasília, foi: “O MP do futuro: democrático, resolutivo e inovador”. Os ingressos variaram entre R$ 820 e R$ 1.020.

Um representante do alto escalão do Departamento de Estado ligou diretamente para um executivo da Coca-Cola nos Estados Unidos para abordar o assunto. Em tom de alerta, o oficial da gestão Trump reprovou explicitamente o patrocínio concedido pela empresa.

Companhias que tenham negócios nos Estados Unidos não podem patrocinar eventos que deem visibilidade a alvos da Lei Magnitsky. Qualquer empresa que preste ajuda, com apoio financeiro, a sancionados pode também estar sujeita a sanções secundárias. Há informações de que o governo americano vai adotar providências para aumentar o rigor da Lei Magnitsky no Brasil, já que brechas foram detectadas.

A Coca-Cola emitiu nota e disse que é parceira institucional do Congresso Nacional do Ministério Público e que não participa da definição do programa dos eventos e da escolha dos participantes.

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