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RESUMO DE NOTÍCIAS – 27/03/2025

Oct 4
7 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 27/03/2025

O golpe do STF e da imprensa, Bolsonaro derrota Lula e a coragem dos palestinos 

A paixão pelo Allan

A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o fornecimento de informações sobre contas do jornalista Allan dos Santos. Só que a empresa disse que vai cumprir a ordem judicial dentro do prazo estipulado.

A decisão de Moraes, assinada na quarta-feira da semana passada, também incluiu a plataforma X (antigo Twitter). O ministro determinou que as plataformas entreguem à Polícia Federal dados como registros cadastrais, endereços IP e conteúdos publicados nas quatro contas atribuídas a Allan dos Santos entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. As empresas têm um prazo de 10 dias para cumprir a ordem, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

As contas do jornalista no X já estão suspensas desde fevereiro, em atendimento à determinação de Moraes. No entanto, a plataforma não enviou os dados cadastrais do perfil de Allan dos Santos, o que levou à aplicação de uma multa de R$ 8,1 milhões, paga ainda no mês de fevereiro. A defesa da plataforma alega que não possui as informações solicitadas pelo magistrado.

 

O golpe do STF

Mais uma vez, poucos jornalistas e veículos de imprensa se salvaram na cobertura da análise da denúncia por “tentativa de golpe de Estado” contra Jair Bolsonaro e sete aliados dele pela Primeira Turma do Supremo. A maior parte resolveu se abraçar mesmo às narrativas, às mentiras, aos delírios de Alexandre de Moraes e seus colegas, apoiando ilegalidades, arbítrios e abusos.

Em editorial, o Estadão publicou: “Corte não pode errar nesse processo, pois a impunidade dos golpistas será nefasta para o País”. Para usar uma expressão que a imprensa que desistiu de ser imprensa adora, sem provas, o artigo do Estadão afirma o seguinte: “O governo de Jair Bolsonaro foi inspirado do início ao fim por um espírito golpista. A depredação dos pilares democráticos foi um diligente labor entre 2019 e 2022”. Faltou citar um exemplo disso... Porque não há.

O editorial até explica que agora é preciso provar, até o fim da ação penal, que o comportamento de cada um dos réus “contribuiu para a consecução da tentativa de golpe e, assim, estarão configuradas ações ou omissões tipificadas como crime”. E aí o texto ressalta que “o STF não tem o direito de errar, em primeiro lugar por compromisso inabalável com a ‘Constituição Cidadã’”... Ora, não apenas nessa ação contra Bolsonaro, mas nela também, o que o Supremo mais tem feito é rasgar a Lei Máxima. Na análise da denúncia da PGR encerrada ontem, isso ficou mais do que provado. E, para piorar, o editorial do Estadão termina em tom de deboche: “Ao fim de um julgamento que decerto capturará as atenções do País, só pode restar aos eventuais condenados o sagrado direito de espernear”.

O editorial da Folha afirma o seguinte: “No que diz respeito à denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, não cabe dúvida de que ela deveria ser recebida”. Isso porque o jornaleco quer... Juristas e advogados sérios que afirmam que a denúncia não tem fundamento, que o processo está todo errado não interessam à Folha. O texto é um absurdo completo: “O fundamental é que as instituições brasileiras resistiram a uma ofensiva golpista”. Sim, Folha, o STF salvou a democracia, praticando abusos, arbítrios e ilegalidades. Vale tudo mesmo por uma “causa maior”.

O editorial do O Globo considera que consultas sobre dispositivos constitucionais para impedir a posse como presidente de um condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, depois de uma eleição que teve uma campanha absolutamente desequilibrada em favor do petista, é crime: “Reuniões em que Bolsonaro tentou aliciar chefes militares já bastariam para embasar acusações”. Não, porque não pode haver acusação sem que haja crime… O 8 de Janeiro não foi uma tentativa de golpe de Estado, e Bolsonaro não teve nada a ver com a baderna. Não há nada que possa ligá-lo ao quebra-quebra. O Globo ainda afirma que Bolsonaro teve “amplo direito de defesa”. Como assim? Os advogados dele e dos outros denunciados só tiveram acesso ao que foi incluído na denúncia do procurador-geral da República, apenas ao que ele selecionou, editou e organizou. Na verdade, as defesas deveriam ter tido acesso a todo o material que foi juntado pela Polícia Federal, mesmo aquilo que foi estrategicamente descartado por Gonet.

Sérgio Rosenthal, advogado criminalista ouvido pelo Uol, afirma que os vídeos exibidos por Moraes durante o julgamento da denúncia, sem que constassem nos autos, constituem uma ilegalidade e descredibiliza o julgamento. Só que O Globo não quer saber. O jornal carioca também faz questão de ignorar que quem produz provas de acusação é o Ministério Público, e não o julgador.

O ex-ministro do Supremo Marco Aurélio Mello também tem criticado as ações contra Jair Bolsonaro. Ele questiona, inclusive, a competência do STF para julgá-lo: “O Supremo vem se dizendo competente para julgar todo mundo. Onde foi julgado o Lula? Na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Ele era ex-presidente, por que não foi julgado no Supremo?”. Portanto, o amplo “direito a defesa” que o Globo diz que Bolsonaro teve ainda inclui a impossibilidade de recursos a cortes superiores, já que o processo dele está no STF.

O Merval Pereira achou ótimo que o Alexandre de Moraes resolveu assumir o papel de acusador e exibir vídeos que não constam nos autos: “A exibição do vídeo dos momentos mais trágicos da tentativa de golpe me pareceu boa ideia, para trazer de volta o passado infame. No entanto, provocou reações nos defensores da ortodoxia jurídica, que viram na ação uma indevida tomada de posição. De qualquer maneira, acredito que a decisão será unânime. Analisando os autos do processo, ficou claro que não há como escapar da conclusão de que houve tentativa de golpe”. Não é só o Moraes que gosta de assumir vários papéis, o patético colunista do O Globo Merval Pereira também se sente à vontade para adotar esse comportamento. Talvez possa ser indicado por Lula para uma futura vaga no Supremo, ou para procurador-geral da República, mesmo fingindo que trabalha como jornalista há muitos anos.

Também no O Globo, Míriam Leitão mente, para manter a narrativa de que o 8 de Janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado, tese tão insustentável quanto a de que Bolsonaro teve ligação direta com o quebra-quebra: “Um dos argumentos a favor dos manifestantes é que ninguém morreu. Portanto, aquele ataque às sedes dos Três Poderes não seria tão belicoso. No dia primeiro de abril de 1964 também não morreu ninguém. Mas centenas e milhares morreram depois”. “Centenas e milhares”, Míriam? A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, instituída em 1995 e vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, contabilizou 362 casos de mortes e desaparecimentos políticos… A Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos listou 383 mortos e desaparecidos políticos no regime militar. Cadê os “milhares”?

Em análise menos criminosa, o próprio O Globo afirma que “a punição de Jair Bolsonaro e dos outros acusados de participar da tentativa de golpe de Estado denunciada pela Procuradoria-Geral da República dependerá da conexão que for estabelecida entre seus atos e os ataques de 8 de janeiro de 2023. Com isso, os ministros levantaram uma barra alta para justificar condenações e penas rigorosas ao fim do processo que se inicia agora. Se não há dúvida de que crimes ocorreram no 8 de Janeiro, as defesas dos acusados já apontaram fragilidades em várias passagens da denúncia que estabelecem ligações com os ataques, e certamente se esforçarão para encontrar outras durante a instrução da ação penal. Foram poucos os casos em que Alexandre de Moraes apontou claramente vínculos entre os réus e o 8 de Janeiro”. Não, o ministro não apontou claramente nada... Ele citou um pronunciamento feito por Bolsonaro numa transmissão ao vivo na internet, em julho de 2021, e enfatizou o trecho em que o então presidente “incitou as Forças Armadas a atender ao chamamento do povo”, associando essa mensagem aos acontecimentos de janeiro de 2023, mais de dois anos depois.

No Estadão, salvou-se o brilhante J.R. GUZZO. Uma frase bem simples resume seu artigo: “Não há uma prova material séria de que Bolsonaro tenha cometido qualquer dos crimes que lhe são imputados”.

 

Os rombos do PT

O rombo das contas externas brasileiras mais que dobrou no primeiro bimestre deste ano. As contas externas, isto é, transações correntes, registraram um déficit de US$ 17,31 bilhões nos dois primeiros meses deste ano, em comparação com US$ 8,31 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços adquiridos por brasileiros no exterior e remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

Um déficit no balanço de pagamentos significa que o Brasil enviou mais dinheiro para fora – importando bens e serviços e transferindo lucros, por exemplo – do que recebeu dinheiro do exterior (sem contar a conta financeira, que engloba os investimentos estrangeiros).

Levando em consideração todo o ano passado, o déficit em conta corrente somou cerca de US$ 60 bilhões (valor revisado). Para o ano de 2025 fechado, o Banco Central estimou, na semana passada, um rombo de US$ 58 bilhões.

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram pequeno aumento no primeiro bimestre deste ano, mas devem ser menores este ano na comparação com o resultado do ano passado. Em 2024, os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 71,1 bilhões. Para 2025, o Banco Central estimou, na semana passada, um valor de US$ 70 bilhões.

 

Bolsonaro derrota Lula

Lula perderia em um eventual segundo turno na eleição de 2026 para o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Futura Inteligência divulgada nessa quarta-feira. No cenário com Bolsonaro — que está inelegível até 2030 após condenações do Tribunal Superior Eleitoral –, o ex-presidente chega a 51,1% e Lula a 37,3%. Para o levantamento, a Futura Inteligência ouviu 1.000 pessoas, por entrevista telefônica, entre os dias 19 e 22 de março. O índice de confiança é de 95%.

 

A coragem dos palestinos

Centenas de palestinos voltaram às ruas da Faixa de Gaza ontem, no segundo dia de raros protestos contra o grupo terrorista Hamas. As manifestações ocorrem depois da retomada dos bombardeios israelenses no território.

Os protestos foram realizados em três regiões da Faixa de Gaza. Os manifestantes gritavam “fora, Hamas”, “Hamas é terrorismo” e “queremos viver em liberdade”. Protestos contra o grupo, que governa Gaza com mão de ferro desde 2007, são extremamente raros.

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