RESUMO DE NOTÍCIAS – 27/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 27/11/2025
Lula quer o desemprego, Moraes no pé do Nikolas e imprensa, Messias e Alcolumbre insistindo nos absurdos
A punição de Lula a quem gera riqueza
Lula sancionou a lei que taxa dividendos no Brasil, o PL 1087. Assim, o país enterra quase 30 anos de isenção. A partir de 2026, cada distribuição a partir de R$ 50 mil no mês vindo da mesma empresa vai sofrer retenção automática de 10%. E, no ajuste anual, todas as rendas entram na conta (salários, aluguéis, rendimentos financeiros, receitas no exterior), o que vai elevar ainda mais a carga tributária.
A nova lei altera de forma profunda a lógica de remuneração de sócios de empresas por dividendos, de profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros, de empresários do Simples Nacional, de estruturas familiares com holdings patrimoniais, de investidores e residentes no exterior.
O modelo que Lula derrubou permitiu o crescimento de milhares de negócios no Brasil, mas o petista decidiu que não dava para ser assim… O discurso é de “justiça tributária”. Na prática, é confisco travestido de moral. O governo não corta gasto, só amplia a fatura para quem empreende e gera riqueza…
Moraes quer explicações sobre celular do Nikolas
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, nessa quarta-feira, que a defesa de Jair Bolsonaro explique, em 24 horas, a “entrada e utilização de celular na visita realizada por Nikolas Ferreira” ao ex-presidente quando Bolsonaro ainda estava em prisão domiciliar. Moraes afirma que o uso de celular ocorreu “apesar da expressa proibição judicial”.
As imagens do deputado usando o celular enquanto conversava com o ex-presidente numa área externa da casa de Bolsonaro em Brasília foram feitas por um drone da Rede Globo.
Nikolas Ferreira afirmou que não foi orientado sobre a proibição ao uso de celular durante visita ao ex-presidente na última sexta-feira: “A visita ao presidente Bolsonaro ocorreu dentro da normalidade da minha atividade parlamentar. Meu celular estava comigo para uso pessoal, e não foi usado para comunicação externa. Não recebi orientação sobre proibição do aparelho. As proibições dizem muito sobre o estado do país”.
O deputado disse ainda que “criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras, e ninguém da Suprema Corte dá 24h para explicar nada”. Nikolas chamou a decisão de Moraes de “patética” e de “teatro para intimidar”. A notícia-crime que motivou o pedido do ministro foi encaminhada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP).
Imprensa insiste: “tirania salva democracia”
Hoje no O Globo a jornalista Malu Gaspar volta a admitir que o STF cometeu abusos, arbítrios e ilegalidades, mas “argumenta” que foi por uma “boa causa”. A chamada na primeira página para o artigo é: “Derrotado o golpismo, é hora de o Supremo se conter”.
O título da coluna é: “O comedimento do Supremo é um CDB do Master”… Um trecho do texto diz o seguinte: “Uma das ideias que passaram a ser repetidas nos últimos dias é que, findo o julgamento, está na hora de o Supremo voltar para seu quadrado, ser mais contido, exercer mais comedimento. Embutido no raciocínio está o reconhecimento de que o tribunal, Alexandre de Moraes em especial, foi além de suas atribuições em vários momentos — e tudo bem, porque foi por ‘boa causa’, mas agora chega”.
A coluna da Malu Gaspar termina assim: “Protegidos pela capa de ‘heróis da democracia’, os supremos magistrados foram aos poucos derrubando os controles para se tornar intocáveis. Claro que mais comedimento seria muito bem-vindo, mas acreditar que isso ocorrerá sem custo equivaleria a comprar, a esta altura, um CDB do Master”.
Não dá para chamar de jornalista quem acha que não há problema cometer abusos, arbítrios e ilegalidades desde que seja por uma “boa causa”, definida, claro, conforme critérios dessa gente sem critério, sem caráter, sem moral.
Jorge Messias: investigar para quê?
O Palácio do Planalto calcula que já tem os votos necessários para impedir que Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, seja convocado para depor na CPMI do INSS. A previsão é de que o requerimento de convocação seja apreciado pela comissão de deputados e senadores hoje.
O governo quer evitar um ambiente político desconfortável para Messias às vésperas da sabatina no Senado para analisar a indicação dele ao Supremo. A sabatina na CCJ foi marcada por Davi Alcolumbre para 10 de dezembro.
Jorge Messias foi avisado sobre irregularidades no INSS cerca de um ano antes de a operação contra descontos indevidos em aposentadorias e pensões ser deflagrada. Apesar disso, ele nada fez para apurar as denúncias, que envolviam também o sindicato cujo vice-presidente é o irmão do Lula, conhecido como Frei Chico.
Alcolumbre e Lula: tudo tem seu preço
De acordo com assessores de Lula, o petista pretende procurar Davi Alcolumbre pessoalmente nos próximos dias para interceder por Jorge Messias. Lula vai pedir ao presidente do Senado que apoie a indicação de Messias para o STF. Alcolumbre queria Rodrigo Pacheco no Supremo, na vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Pessoas próximas ao presidente do Senado dizem que ele tem uma longa e cara fatura a ser cobrada do Palácio do Planalto em troca de abrir caminhos para o governo na Casa.
Alcolumbre quer o comando de bancos públicos e de importantes autarquias federais. Na lista, estão as presidências do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste (BNB), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)…
Irmãos Batista atacam novamente
Um jato da J&F, dos irmãos Batista, donos do frigorífico JBS, pousou em Caracas, às 5h14 da manhã (horário de Brasília) do último domingo. O avião passou o dia na capital da Venezuela, retornando às 7h53 da segunda-feira para o Brasil.
A informação causou surpresa na comunidade aeronáutica, considerando que o espaço aéreo da Venezuela está em estado de alerta por razões de segurança em função das ameaças do governo americano contra o ditador Nicolás Maduro.
Dois dias antes do voo com o avião da J&F, a agência americana equivalente à Anac no Brasil emitiu um alerta recomendando que aeronaves civis evitassem sobrevoar o território venezuelano devido a possíveis riscos à segurança. O alerta levou as companhias aéreas comerciais a cancelar voos para o país.
Governo do Rio tem mais uma batalha contra o tráfico
Um intenso confronto entre policiais e criminosos nesta quinta-feira, durante a madrugada, fechou por 15 minutos a Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro. Os bandidos reagiram a mais uma ação da Operação Barricada Zero, dessa vez no Complexo de Israel, onde há sete favelas. O tiroteio aconteceu por volta das 3h. Além da avenida Brasil, também foi interrompida a circulação de trens da Supervia e dos ônibus do BRT (Bus Rapid Transit).
Imagens de redes sociais mostram colunas de fumaça na região provocadas pela queima de barricadas. A fumaça pode ser vista de diversos pontos da cidade.
Os traficantes do Rio costumam montar barricadas em vários acessos às favelas que controlam, e o governo Cláudio Castro quer destruir todas essas barreiras.
Afegão atira contra militares americanos em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o suspeito de atirar contra 2 integrantes da Guarda Nacional a cerca de 450 metros da Casa Branca nessa quarta-feira é do Afeganistão. Trump disse que foi um “ato de terror”. Os militares estão em estado grave.
Mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional foram enviados a Washington em agosto, depois que Trump assumiu o controle federal da polícia da capital. O presidente afirmou que estava mobilizando tropas para uma ofensiva contra o crime.
O suspeito preso foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos. Um funcionário do Departamento de Justiça afirmou que ele é um imigrante afegão que está de forma irregular nos Estados Unidos. Lakanwal chegou ao país em 2021 com um visto especial destinado a afegãos que auxiliaram o governo americano durante a guerra.
O benefício foi concedido a pessoas consideradas vulneráveis a represálias do Talibã após a retirada das tropas americanas do Afeganistão naquele ano.




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