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RESUMO DE NOTÍCIAS – 28/07/2025

4 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 28/07/2025

Lula e sua turma não querem solução, Pacheco está com a tirania e Wall Street Journal dá a real sobre o Brasil

Brasil do PT despreza acordo com EUA

O presidente dos Estados Unidos afirmou nesse domingo que as tarifas impostas a parceiros comerciais vão entrar em vigor no dia primeiro de agosto, como planejado. O tarifaço atinge produtos do Brasil com uma alíquota de 50%. Trump fez a declaração na Escócia, durante uma entrevista coletiva ao lado da presidente da Comissão Europeia, quando foi anunciado que os Estados Unidos fecharam um acordo comercial com a União Europeia. Foi definida uma tarifa geral de 15% por cento. Antes do acerto, Trump chegou a falar na adoção de uma tarifa de 30% sobre produtos do bloco importados pelos Estados Unidos.

Todo mundo está negociando com o governo americano, para evitar o tarifaço, menos o Brasil. A principal condição para que isso ocorra é o fim da tirania imposta pela aliança entre STF e PT, mas Lula e sua turma querem o caos e fingem que dá para tratar a questão como comercial. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por exemplo, desembarcou em Nova York ontem. Agenda principal dele: discussões sobre a “causa palestina” na ONU. A assessoria dele disse que o chanceler pode ir a Washington, “se o governo americano demonstrar interesse em dialogar”.

As agendas na ONU estão programadas para hoje e amanhã. Os interesses dos palestinos, pelo jeito, preocupam mais o Brasil do PT… O G1 publicou o seguinte. “Se os Estados Unidos não se manifestarem, Vieira retornará já na quarta ao Brasil, onde seguirá no esforço para abrir um canal de negociação com os americanos”. Esforço? Que esforço? O tarifaço anunciado por Trump –50% de taxa sobre produtos importados do Brasil – começa a valer na próxima sexta-feira. E será adotado, principalmente, como retaliação ao tratamento dado pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-presidente Jair Bolsonaro. E ninguém sério trata desse assunto, nem os governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo, que participaram de um evento da XP na última sexta-feira.

Uma comitiva inútil de senadores inúteis

Parte da comitiva de senadores que pretendem negociar as tarifas sobre produtos brasileiros chegou aos Estados Unidos no sábado. Cinco dos oito parlamentares que formam o grupo tiveram uma primeira reunião entre eles mesmos para “alinhar” os temas que serão discutidos: Tereza Cristina, Nelsinho Trad, Esperidião Amin, Fernando Farias e Marcos Pontes. Os senadores Carlos Viana, Jaques Wagner e Rogério Carvalho, os dois últimos do PT, se juntaram ao grupo ontem.

Os senadores ainda não têm agenda confirmada com ninguém do governo americano… E estão apostando num caminho absolutamente equivocado para conseguir algum encontro. O portal Metrópoles publicou o seguinte: “Senadores brasileiros que estão nos Estados Unidos veem o ex-presidente americano Barack Obama como um ‘trunfo’ nas negociações relativas ao tarifaço imposto ao Brasil por Donald Trump”… É uma turma muito mal informada. Há poucos dias, a diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, disse que quer que o ex-presidente Obama e altos ex-funcionários da segurança nacional do país sejam processados. Segundo ela, o democrata teria participado de uma “conspiração traiçoeira” para afirmar que a vitória de Donald Trump na eleição presidencial de 2016 se deu depois de interferência da Rússia.

Se não pararem Moraes, novas sanções americanas virão

A pressão total sobre Alexandre de Moraes – do Congresso, de empresários, banqueiros, do mercado financeiro, da imprensa, da população de um modo geral – é o caminho para que o Brasil de verdade não seja prejudicado por sanções americanas. Se esse movimento não for forte, o ministro do STF seguirá atuando como tirano.

Na sexta-feira, ele determinou a retirada de deputados federais de oposição que montaram acampamento na Praça dos Três Poderes, em Brasília, sob risco de prisão em flagrante. Na sequência, o ministro expediu um complemento à decisão, com uma proibição ainda mais ampla: nenhum novo acampamento poderá ser instalado num raio de um quilômetro da praça, da Esplanada dos Ministérios ou de quartéis.

A ação de Moraes foi desencadeada depois que o deputado Hélio Lopes, conhecido como “Hélio Negão”, começou um protesto solitário e pacífico em frente ao STF. Ele montou uma barraca e colou uma fita na boca. Em poucas horas, outros parlamentares aderiram à manifestação.

Praça dos Três Poderes não é mais símbolo de cidadania?

Em 2007, quando era ministro do STF, Ricardo Lewandowski afirmou que “a Praça dos Três Poderes, em Brasília, simboliza a cidadania e que proibir atos no local seria inconstitucional”. Hoje, no comando do Ministério da Justiça, ele silencia sobre a decisão de Alexandre de Moraes, ministro da Corte, que vetou acampamentos no mesmo espaço.

Há 18 anos, por unanimidade, o Supremo decidiu que era inconstitucional proibir manifestações públicas na praça. Lewandowski foi o relator da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 1.969-4, que derrubou o Decreto 20.098 do governo do Distrito Federal. Essa normativa vedava atos com carros ou aparelhos de som no local. A inconstitucionalidade foi proposta pelo PT… No voto, Lewandowski argumentou que a norma violava o direito à livre reunião e expressão, princípios assegurados pela Constituição. A restrição, segundo ele, era “inadequada, desnecessária e desproporcional”.

Ao declarar inconstitucional o decreto baixado pelo então governador do DF, Joaquim Roriz, que proibia manifestações com equipamentos sonoros na praça dos Três Poderes, Lewandowski defendeu que “a liberdade de reunião e de associação para fins lícitos constitui uma das mais importantes conquistas da civilização”.

Moraes não recua e persegue o deputado Filipe Barros

Mesmo tendo o visto americano cancelado, Moraes continua dobrando a aposta. Ele incluiu um pedido de investigação contra o deputado federal Filipe Barros, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, no mesmo inquérito que apura possível prática de crime contra a soberania nacional por Eduardo Bolsonaro.

Barros foi alvo de notícia-crime apresentada pelo advogado Benedito Silva Júnior. Ele diz que Filipe Barros teria, em maio de 2025, durante viagem oficial aos Estados Unidos, participado de reuniões com Eduardo Bolsonaro, o congressista americano Cory Mills e representantes da empresa SpaceX.

Domingo que vem, o Brasil de verdade vai às ruas

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram uma carreata em Brasília, na manhã de ontem. O ato, segundo organizadores, foi um “esquenta” para a manifestação “Reaja, Brasil”, convocada para o próximo domingo, como resposta às medidas cautelares impostas a Bolsonaro e contra a tirania do STF

Na carreata, os participantes pediram “Fora, Lula” e “Fora, Moraes”. Os motoristas saíram da Torre de TV e desceram até a Esplanada dos Ministérios.

Rodrigo Pacheco abraça Lula e a tirania

O deputado federal Eduardo Bolsonaro revelou em entrevista que o senador Rodrigo Pacheco também perdeu o visto americano. E o ex-presidente do Senado, pelo jeito, resolveu descontar no Brasil… Ao lado de Lula, em comício no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, na última quinta-feira, Pacheco fez um forte discurso contra a anistia aos manifestantes do 8 de Janeiro, defendeu o Supremo Tribunal Federal e elogiou Lula: “Agora, depois de tudo que aconteceu, com plano de golpe de Estado, com minuta de golpe, com depredação de prédios públicos, com cooptação da sociedade, pretendem anistia ampla, geral e irrestrita, como se o 8 de Janeiro tivesse sido um passeio no parque. As instituições desse país funcionam, reagem”.

Ontem, em entrevista à CNN, Pacheco respondeu às críticas de aliados e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro por ter se colocado contra uma anistia “ampla, geral e irrestrita”: “Convivo com esse tom agressivo da extrema direita desde antes de ser presidente do Senado. Nunca abaixei a cabeça para esse grupo, que só faz gritar e agredir e não propõe nada de relevante e útil”.

Mais um ato do “teatrinho do golpe”

O Supremo Tribunal Federal começa hoje mais um ato do jogo de cartas marcadas que é o “julgamento por tentativa de golpe de Estado”. Serão ouvidos dez réus acusados de integrar um dos núcleos da “trama golpista”.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo é responsável por ações coercitivas, como o monitoramento de autoridades públicas. A etapa marca o avanço da fase de instrução do processo, após a coleta de depoimentos de testemunhas na semana passada.

Os acusados integram o chamado núcleo 3 do inquérito e são investigados por planejar ataques ao Estado Democrático de Direito. A lista é composta por militares da ativa e da reserva do Exército — conhecidos como “kids pretos”, ou forças especiais —, além de um agente da Polícia Federal.

Segundo a Polícia Federal, o grupo elaborou um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. A execução do plano estava prevista para 15 de dezembro de 2022, antes da posse dos eleitos, mas o executor não conseguiu um táxi para transportá-lo…

Os dez réus respondem pelos seguintes crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; organização criminosa armada; dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado.

Entre os réus, está o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, cujo advogado, Felipe Pinheiro, já deu entrevista para o Conversa Timeline. Ele contou que a sogra do militar, por quem ele tem grande carinho, é doente terminal de câncer. O advogado pediu, no começo de julho, a Alexandre de Moraes que permitisse uma visita do coronel Oliveira à sogra. O pedido foi negado. Agora que o quadro se agravou, foi feita uma nova requisição para o encontro, e não houve resposta…

Wall Street Journal dá a real sobre o Brasil

Em editorial publicado no domingo, o Wall Street Journal defendeu o fim das medidas cautelares contra o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência Filipe Martins. O jornal pediu, literalmente, que ele “seja solto”. Segundo a publicação, o Brasil usou registros falsos da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos para justificar a prisão.

Martins é acusado de integrar o chamado núcleo 2 da fajuta “tentativa de golpe de Estado”. Ele foi preso em 2024 depois que a Polícia Federal encontrou no computador de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, um arquivo com uma lista de passageiros do voo presidencial para Orlando em dezembro de 2022. Martins saiu da prisão, mas é alvo de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

O editorial do Wall Street Journal diz o seguinte: “A deterioração da democracia brasileira é preocupante. Mas a ameaça de tarifas não surtiu efeito sobre Lula nem sobre o politizado Supremo Tribunal Federal. Trump talvez devesse começar em casa, com uma investigação transparente sobre como registros falsos relacionados a Martins foram parar no site do CBP, depois desapareceram e então reapareceram. Isso teria o benefício adicional de isentar Martins da acusação de ter fugido ilegalmente do Brasil”.

Também no WSJ desse domingo foi publicado artigo de Mary O’Grady sobre o caso Filipe Martins. Um trecho diz o seguinte: “Com poucas provas para sustentar sua tese de que Bolsonaro planejava um golpe de Estado contra Lula, Moraes tem se apoiado em delações premiadas para construir seu caso. Mas as coisas não vão bem. Em áudio vazado em março, a principal testemunha da acusação afirma que foi coagida a prestar depoimento contra Bolsonaro”.

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