RESUMO DE NOTÍCIAS – 28/08/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 28/08/2025
Megaoperação contra o PCC, surgem mais provas contra Moraes e o novo encontro de tiranos
Megaoperação em oito estados contra o PCC
Uma força-tarefa nacional com cerca de 1.400 agentes cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A megaoperação é a junção de três operações feitas em São Paulo, no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, no Paraná, Rio de Janeiro e em Santa Catarina. O grupo sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, segundo autoridades da Fazenda de São Paulo.
A Receita Federal também identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. Segundo o órgão, as operações eram realizadas no mercado financeiro de São Paulo, por meio de integrantes infiltrados na Avenida Faria Lima.
Mais de 350 alvos – entre pessoas físicas e jurídicas – são suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.
As principais empresas alvos da operação são: Grupo Aster/Copape, dono de usinas, formuladoras, distribuidoras e rede de postos de combustíveis usada pela organização criminosa; BK Bank, fintech financeira utilizada para movimentar dinheiro por meio de contas não rastreáveis; Reag, fundo de investimento usado na compra de empresas, usinas e para blindagem do patrimônio dos envolvidos.
FBI também investiga PCC na Flórida
O FBI está investigando integrantes do PCC e pessoas associadas à facção que estão investindo em imóveis e abrindo empresas na Flórida, principalmente da área de exportação e importação e frete. Miami é identificada como um dos principais locais de atuação dos criminosos vinculados à facção criminosa.
Moraes quer Bolsonaro na Papuda
O ministro do STF Alexandre de Moraes planeja ordenar que Jair Bolsonaro cumpra a pena no Complexo da Papuda, em Brasília, caso seja condenado no inquérito do golpe.
O julgamento do ex-presidente no âmbito da “ação golpista” está marcado para começar na próxima terça-feira e seguir até 12 de setembro, na Primeira Turma do Supremo.
Inicialmente, especulou-se que Bolsonaro poderia cumprir pena em uma unidade do Exército — o ex-presidente é militar da reserva — ou em uma sala na superintendência da Polícia Federal.
Fontes graduadas do Judiciário próximas a Moraes garantem, porém, que o ministro já indicou que, inicialmente, ordenará que Bolsonaro cumpra a pena em uma cela especial na Papuda.
O plano do ministro do Supremo, de acordo com aliados, é também mandar para a Papuda outros condenados no inquérito do golpe, criando o que aliados do ministro chamam de “ala golpista”.
Lula e Michel Temer, quando foram presos, ficaram em salas especiais de superintendências da Polícia Federal.
“Só um milagre ou uma crise grave de saúde tiram Bolsonaro da Papuda após o julgamento definitivo”, disse à coluna um ministro com acesso direto a Moraes, que parece mesmo convicto de que os demais ministros do STF estão do seu lado. Ao menos em relação a Bolsonaro, não haveria racha.
Deve ser terrível viver num país em que juízes já têm a sentença pronta antes do julgamento…
Itália mantém a prisão de Zambelli
A Justiça da Itália decidiu que Carla Zambelli (PL-SP) seguirá presa. A decisão foi divulgada um dia depois de a deputada federal passar por audiência com três juízes no país europeu.
Em documento, a Corte de Apelação do país alega que existe o perigo de fuga de Zambelli e, por causa disso, a prisão deve ser mantida. Os juízes analisaram laudos médicos e decidiram que a deputada tem condições de seguir em uma prisão.
A Justiça italiana analisa o pedido de extradição feito por autoridades brasileiras. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes solicitou a extradição de Zambelli, condenada duas vezes pela Corte.
Moraes cometeu crimes, para “ferrar Zambelli”
Trocas de mensagens de outubro de 2022 mostram como auxiliares do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, perseguiram a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O conteúdo, obtido com exclusividade por Oeste, expõe um ambiente de hostilidade contra a parlamentar, presa na Itália desde 22 de julho deste ano e alvo de ações no Supremo Tribunal Federal.
No dia 10 de outubro, Eduardo Tagliaferro, na época chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação do TSE, compartilhou em um grupo de WhatsApp um link de um vídeo publicado por Zambelli no Facebook: “Ela está pegando pesado agora”, escreveu Tagliaferro, antes de acrescentar que salvaria a postagem no site Verifact para impedir que fosse perdida.
A mensagem provocou reação imediata de Marco Antônio Vargas, juiz auxiliar de Moraes no TSE e responsável pelas questões jurídicas e processuais da Corte durante a presidência do ministro. “Boa!”, afirmou: “Esse post é bom de ferrar com essa mulher”. O comentário foi celebrado por Airton Vieira, auxiliar de Moraes no STF, que reagiu com um emoji de aplausos.
Nove dias depois, em 19 de outubro daquele ano, Zambelli voltou a ser assunto. Na ocasião, Vargas compartilhou um vídeo publicado pela parlamentar no Instagram: “Absurdo é a idiota dizer que tem orgulho da mãe”, comentou, referindo-se à gravação em que a parlamentar faz uma homenagem à mãe. Tagliaferro reagiu em tom de ironia: “Vamos fazer uma surpresa para a diplomação rsrsrs. Estou documentando tudo”.
Na mesma data, o assessor Airton Vieira escreveu: “Hoje o ministro disse que assinaria o bloqueio da conta dela”.
Mais uma vez, é preciso pontuar por que a operação contra a deputada é ilegal…
STF não pode dar ordens ao TSE… O Supremo não exerce poder hierárquico sobre a Justiça Eleitoral. Usar servidores e estruturas do TSE para fins de censura e repressão extrapola competências constitucionais e configura desvio de finalidade.
Usurpação de competência… O STF assumiu funções de investigação e acusação, que pertencem à Polícia Federal e ao Ministério Público. O juiz não pode investigar e julgar ao mesmo tempo.
Falta de devido processo legal… As ordens surgiram de conversas privadas em grupos de WhatsApp, sem contraditório nem ampla defesa, o que afronta o artigo 5º da Constituição.
Juiz parcial… Airton Vieira e outros assessores anteciparam o resultado desejado (bloqueio), de modo que comprometeu a imparcialidade que a lei exige de um magistrado.
Desvio de finalidade do TSE… A unidade de desinformação do Tribunal Superior Eleitoral foi usada fora do período eleitoral e para fins criminais, o que extrapola sua competência legal.
Tiranos vão se reunir em Pequim; Amorim foi convidado
O governo chinês anunciou que o ditador da Rússia, Vladimir Putin, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, participarão das celebrações pelos 80 anos da vitória no conflito que a China chama de Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. O desfile, promovido pelo ditador Xi Jinping, será na próxima quarta-feira, em Pequim. Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais de Lula, foi convidado, mas ainda não confirmou presença.
Além de Putin e Kim Jong-un, representantes de outros 25 países anunciaram que estarão no evento. Entre eles, Massoud Pezeshkian, presidente do Irã; Miguel Díaz-Canel, ditador de Cuba; Aleksandar Vučić, presidente da Sérvia; Anwar Ibrahim, primeiro-ministro da Malásia; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia; Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão; Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão; Nikol Pashinyan, primeiro-Ministro da Armênia; Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia; e To Lam, ex-presidente do Vietnã.
Será que Bill Gates mudou para o lado certo?
A Fundação Gates decidiu, em junho, encerrar repasses a fundos administrados pela Arabella Advisors, consultoria ligada ao Partido Democrata, ao movimento woke e globalista e acusada de operar como canal de “dark money” (dinheiro usado para influenciar eleições sem transparência sobre a origem dos recursos).
O rompimento encerra uma relação de 16 anos marcada por aportes que somaram cerca de US$ 450 milhões, e é visto como um gesto simbólico em meio ao endurecimento da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra grandes “filantropos” e organizações associadas à esquerda. As informações são do jornal New York Times.
A fundação liderada por Bill Gates emitiu um comunicado interno. A justificativa oficial não cita motivações políticas, mas, sim, o desejo da fundação de cortar intermediários e se engajar mais diretamente com os beneficiários…




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