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RESUMO DE NOTÍCIAS – 29/07/2025

4 de out.
6 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 29/07/2025

Tarifaço e Magnitsky contra a tirania, a China quer o Brasil em seu colo e aumenta o prêmio pela cabeça de Nicolás Maduro

Lula, Celso Amorim e o Brasil na marginalidade

Lula jura que está disposto a conversar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o tarifaço anunciado contra produtos brasileiros. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Lula não se opõe ao diálogo, mas avalia que a conversa só ocorrerá se Trump atender pessoalmente a ligação.

Enquanto isso, o conselheiro para assuntos internacionais do Lula, o patético Celso Amorim, trabalha pelo desastre brasileiro. Ele deu entrevista ao jornal inglês Financial Times. O título da reportagem é sugestivo da encrenca em que estamos: “Brasil vai dobrar a aposta no Brics em desafio a Donald Trump”.

Celso Amorim, que arrasta o Brasil para a marginalidade internacional, chega a comparar os Estados Unidos com a União Soviética, e os americanos perdem: “A interferência de Trump nos assuntos internos do Brasil é algo que não se via nem mesmo na era colonial. Acho que nem mesmo a União Soviética teria feito algo assim”. Não mesmo, a União Soviética teria invadido o Brasil, derrubado o governo e imposto um presidente que seria seu fantoche.

E ninguém deve esquecer que o Brasil do PT está ao lado do ditador Vladimir Putin, que sonha reviver o “império soviético”, anexando, num primeiro momento, a Ucrânia. Não à toa, a Ucrânia foi criticada duramente no comunicado final da última cúpula do Brics, como se fosse ela a grande agressora na guerra atual.

Celso Amorim garantiu ao Financial Times que o Brics não é um bloco ideológico, um instrumento da China e da Rússia, mas afirmou que o Brasil vai aumentar seu compromisso com o bloco. Ele também disse que o governo Lula vai passar a privilegiar as relações comerciais com países da América do Sul. Só que o companheiro Nicolás Maduro acabou de anunciar a imposição de um tarifaço de 77% sobre produtos brasileiros. E Lula se recusa a ter contato com o presidente da Argentina, Javier Milei…

Sobre a tirania do Judiciário, nenhuma palavra. Culpa também do jornalista do Financial Times…

Os aliados errados na negociação que não há

A assessoria do senador Jaques Wagner (PT-BA) negou que ele tenha conversado por telefone com o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush, pedindo ajuda na negociação sobre o tarifaço americano contra o Brasil. Só que a conversa foi relatada pelo líder do Governo no Senado aos outros sete senadores que estão nos Estados Unidos.

Wagner queria ajuda para conversar com a Casa Branca. De novo, procurou a pessoa errada. Bush, que presidiu os EUA de 2001 a 2009, passou a campanha de 2024 em silêncio, sem apoiar Donald Trump, seu colega no Partido Republicano. Eles são de alas diferentes da legenda. Bush nunca endossou Trump durante o processo eleitoral – chegou a cogitar, inclusive, dar apoio à candidata adversária, a democrata Kamala Harris.

E Barbara Bush, filha de Bush, trabalhou fazendo campanha em 2024 contra Donald Trump. Ela integrou grupos que vão de porta em porta pedindo votos aos eleitores – fez isso na Pensilvânia, em campanha por Kamala Harris…

Os oito senadores brasileiros que viajaram para os Estados Unidos já tinham cogitado a ajuda de Barack Obama, que está sendo investigado pelo governo Trump, por ter tramado contra o republicano na eleição de 2016. Até sexta-feira, quando o tarifaço começa a valer, os bravos senadores podem tentar também uma forcinha do Joe Biden…

O que já está ruim pode piorar

Os senadores brasileiros que estão nos Estados Unidos conversaram com empresários americanos que importam produtos brasileiros. E ouviram deles a recomendação para que não haja retaliação do Brasil – porque o presidente dos Estados Unidos vai dobrar a aposta – e para focar em investimentos de longo prazo e em negócios que despertem o interesse do lado americano.

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) tem conversado com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, na tentativa de poupar, por exemplo, alimentos da lista de produtos a serem sobretaxados pelo governo Trump.

Além de buscar junto à gestão Trump o adiamento do anúncio, haveria ainda um pedido de exclusão das aeronaves fabricadas pela empresa Embraer, que tem o mercado americano como principal comprador para a aviação regional. Um dos argumentos em favor da medida seria o de que a fabricante brasileira importa peças dos Estados Unidos.

Sem uma resposta concreta, o governo brasileiro continua estudando cenários possíveis de reação e segura a divulgação do plano de contingência até que o tarifaço de Trump se concretize. É mais um perigo para o Brasil: o desenho geral do plano para proteger empresas exportadoras foi concluído pela maravilhosa equipe técnica chefiada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana passada, e aguarda aval do Lula.

A China quer o Brasil no seu colo

A China manifestou sua disposição em “trabalhar junto com os países da América Latina e do Brics, incluindo o Brasil, para defender conjuntamente o sistema multilateral de comércio centrado na Organização Mundial de Comércio e proteger a justiça e a equidade internacional”. Essa declaração foi uma resposta à ameaça dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, a partir de sexta-feira. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ressaltou a importância da parceria com o Brasil: “A China valoriza a cooperação pragmática com o Brasil na área de aviação e outros campos e está disposta a promovê-la com base em princípios de mercado”.

Quem não entendeu? O tarifaço é contra a tirania

O Estadão também resolveu fingir que o tarifaço americano é uma questão comercial… O jornal publicou hoje o editorial “O caos de Trump e a encruzilhada do Brasil”. O subtítulo é: “A resposta brasileira à guerra tarifária não pode ser choro nem revanche, tampouco pacotões desenvolvimentistas. A única saída sensata é acabar com o protecionismo que nos condena ao atraso”. O editorial acerta em vários aspectos: “Entre os países mais fechados do mundo, o Brasil continua apostando em tarifas e barreiras alfandegárias como instrumentos de fortalecimento nacional. Mas o resultado é o oposto. O protecionismo encarece insumos, desestimula inovação, agrava desigualdades, afasta investimentos e promove o clientelismo. Enquanto isso, países que abriram suas economias com inteligência – como a Índia, hoje mais bem colocada que o Brasil nos rankings de competitividade – colheram ganhos concretos em produtividade e crescimento”. O Estadão indica o caminho que o Brasil deveria seguir: “A única saída sensata e sustentável é a abertura gradual, porém decidida, da economia. Não para agradar a Trump, mas para beneficiar o País. Abrir mercados, eliminar distorções tarifárias, revisar subsídios regressivos, promover acordos bilaterais e fortalecer cadeias globais de valor – essa deveria ser a agenda. O comércio sadio é um jogo de soma positiva: todos ganham quando há regras claras, concorrência justa e integração”. Quando resolve falar da principal motivação de Trump para adotar o tarifaço contra o Brasil, já no último parágrafo do editorial, o Estadão, mais uma vez, endossa a tirania imposta pelo STF: “O Brasil não pode ceder à chantagem trumpista em temas como a autonomia do Judiciário”…

Aumenta a recompensa pela cabeça de Maduro

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos anunciou nessa segunda-feira uma recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões) para quem tiver informações “que levem à prisão e/ou condenação” de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela.

Um cartaz com a foto de Maduro e o valor da recompensa foi compartilhado pela conta oficial da Administração de Repressão às Drogas do país, ligada ao Departamento de Justiça.

O órgão também procura informações sobre Diosdado Cabello Rondón, ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela.

Os Estados Unidos acusam o ditador venezuelano de integrar o grupo criminoso “Cartel de Los Soles”. Na última sexta, a administração Trump classificou o cartel como uma organização terrorista internacional.

O documento do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirma o seguinte: “O Cartel de los Soles é um grupo criminoso sediado na Venezuela, liderado por Nicolás Maduro Moros e outros membros de alto escalão do regime de Maduro. O grupo fornece apoio material a organizações terroristas estrangeiras que ameaçam a paz e a segurança dos Estados Unidos, em especial o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa”.

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