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RESUMO DE NOTÍCIAS – 29/12/2025

Oct 3
6 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 29/12/2025

Derrubar Moraes é preciso, Dias Toffoli toca o terror e Lula quebra o Brasil

Todos no encalço de Alexandre de Moraes

O ministro do STF Alexandre de Moraes já emitiu três notas afirmando que se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apenas duas vezes e exclusivamente para tratar da Lei Magnitsky. Ele jura que nunca falou do Banco Master…

Moraes afirma que os encontros com Galípolo foram em 14 de agosto, depois das sanções impostas contra ele, em 30 de julho, e em 30 de setembro, depois das sanções impostas à sua mulher, Viviane Barci de Moraes, em 22 de setembro.

Moraes ainda não rebateu a informação divulgada pelo Estadão de que em apenas um dia teria ligado seis vezes para Gabriel Galípolo.

O ministro também não comentou sua presença numa festa, no último trimestre do ano passado, período em que já estava em vigor o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes. O ministro participou do jantar desacompanhado e conversou com políticos influentes do Centrão, deputados, ex-ministros e o anfitrião.

Moraes também ainda não rebateu a informação divulgada pela imprensa de que teria pressionado a Polícia Federal, intercedendo em favor de Daniel Vorcaro e outros executivos do Banco Master.

Dona Vivi “conquista” as cortes superiores

O número de processos conduzidos pela advogada Viviane Barci de Moraes nas cortes superiores saltou de 27 para 152 depois da posse de seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal. O crescimento expressivo concentra-se nos últimos oito anos, período que supera em cinco vezes o acumulado nos 16 anos anteriores à chegada do magistrado à cúpula do Judiciário, em março de 2017.

Ao todo, 85% das ações em que a advogada atuou nessas instâncias foram autuadas depois que Moraes assumiu a cadeira na Corte. Esse movimento representa um aumento de 463% na atuação do escritório da família Barci de Moraes em Brasília.

As ondas da imprensa cretina e vendida

A imprensa que agora está no encalço de Moraes tem reclamado que está sendo atacada… Jura que quer contribuir para a melhora do Supremo Tribunal Federal, que está apenas “cumprindo seu papel”… E por que não cumpriu quando Alexandre de Moraes começou a praticar abusos, arbítrios e ilegalidades? Por que o apoiou? Por que o transformou na “muralha em defesa da democracia”?

Os jornalistas cafajestes não viam nada de errado na atuação de Moraes, até que Bolsonaro foi “derrotado”. Aí passaram a pedir a autocontenção do Supremo, a volta à normalidade. Dessa forma, reconheceram todos os crimes que antes “não enxergavam”.

E agora, por que resolveram cobrar explicações de Moraes? De quem partiu a ordem para a mudança de comportamento? Quais são seus objetivos? Tirar o foco da suspeita de envolvimento do filho de Lula com as fraudes no INSS? Descartar Moraes, para cumprir o acordo com Trump, para abrir mais uma vaga no STF e empurrar para lá, além do já indicado Jorge Messias, também Rodrigo Pacheco? Moraes já cumpriu seu papel? Lula não quer mais tê-lo como cúmplice? Por quê?

Todos suspeitam de Dias Toffoli, que não recua

Integrantes da Procuradoria-Geral da República e do Banco Central reagiram com incômodo e classificaram como “atípica” a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de marcar uma acareação para amanhã no inquérito que apura suspeitas de irregularidades no Banco Master.

Serão ouvidos, em meio ao recesso do Judiciário, o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos.

Além da decisão ter sido tomada de ofício, ou seja, sem que houvesse pedido da PGR e da Polícia Federal, responsáveis pela investigação, o entendimento entre integrantes da Procuradoria e do BC é que seria necessário avançar mais na apuração antes dessa fase. Ministros do Supremo Tribunal Federal também classificaram como “pouco usual” a decisão do colega Dias Toffoli.

Como o Supremo assumiu o inquérito há menos de um mês, investigadores avaliam que o ideal seria colher mais elementos para confrontar as partes envolvidas.

Juristas avaliam que a determinação de uma acareação sem provocação dos investigadores é incomum, sobretudo no início do inquérito, e pode constranger técnicos do Banco Central chamados a depor como testemunhas.

Além disso, o advogado André Marsiglia aponta que uma acareação sigilosa e sem motivação jurídica pode servir para identificar fontes de vazamentos à imprensa: “Se usada para blindar o STF e intimidar a divulgação de irregularidades, configurará mais um grave escândalo da Corte”.

Marsiglia também criticou os advogados que estão indignados com a acareação determinada por Toffoli sem pedido do Ministério Público, mas que ficam em silêncio diante da prisão de Filipe Martins sem pedido do MP: “Esses não são garantistas coisa nenhuma, apenas estão protegendo seu perfil de cliente”.

Constituição: “Nenhuma pena passará da figura do condenado”

Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de 10 condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por “tentativa de golpe de Estado”. As medidas foram autorizadas um dia depois da tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Ele foi detido no fim de semana, no Paraguai, tentando embarcar para El Salvador.

Os alvos das ordens de prisões foram: Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército; Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército; Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército; Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército; Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

A PF informou que Carlos César Moretzsohn Rocha não foi localizado no endereço em São Paulo e passou a ser considerado foragido. Em outra atualização sobre o cumprimento das ordens, foi informado que Guilherme Marques Almeida também não foi encontrado.

Ao impor prisão domiciliar e um pacote de restrições sem apontar ato concreto do réu que demonstre preparação para fuga, a decisão passa a tratar a liberdade como algo condicionado ao comportamento de terceiros. Esse tipo de argumentação vai contra garantias centrais do artigo 5º da Constituição: a pessoalidade da pena (“nenhuma pena passará da pessoa do condenado”) e a exigência de individualização. Ainda que se trate de medida cautelar, a restrição de liberdade exige fundamentação vinculada à conduta do próprio indivíduo, e não à suposição de que ele repetirá o que outros fizeram.

Jair Bolsonaro passa por novo procedimento hospitalar

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro programaram para hoje um novo procedimento. O objetivo é bloquear o nervo frênico esquerdo para tentar conter as crises de soluço. Ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal, e se recupera de uma cirurgia de hérnia, realizada na última quinta-feira.

Diante da persistência dos soluços, a previsão é que Bolsonaro passe a virada de ano internado. A possibilidade de uma nova intervenção médica foi divulgada no último sábado, depois de ele ser submetido ao bloqueio anestésico do mesmo nervo, mas do lado direito. Como os sintomas continuaram, os médicos confirmaram a realização do novo procedimento nesta segunda.

Em vez de zerar, Lula dobra fila de espera do INSS

Contrariando a promessa de campanha de Lula de zerar a fila do INSS, a lista de espera dobrou no atual governo. Em janeiro de 2023, início da gestão, 1,2 milhão de pessoas esperavam por serviços como aposentadorias, pensões, BPC (Benefício de Prestação Continuada), licença-maternidade e perícias de auxílio-doença. Em outubro, o número chegou a 2,86 milhões, segundo dados do próprio INSS.

Dívida pública federal tem recorde histórico em 2025

A dívida pública federal vai fechar 2025 em R$ 8,5 trilhões, um recorde histórico. O valor representa aumento expressivo em relação a 2024, com expansão acelerada ao longo do ano. O dado foi divulgado pelo Tesouro Nacional na última semana do ano.

O crescimento da dívida foi impulsionado por gastos elevados com programas sociais, subsídios e pagamentos de juros. O índice de endividamento em relação ao PIB atingiu níveis preocupantes. Para este ano, o FMI calculava cerca de 92% do PIB. O Tesouro Nacional previa algo próximo de 82,5%.

O Brasil é conservador

O Brasil que se autoidentifica politicamente está mais à direita do que à esquerda. Pelos números, 46% dos entrevistados se colocam na soma de direita (35%) + centro-direita (11%). Do outro lado, 29% se declaram de esquerda (22%) + centro-esquerda (7%). O centro aparece com 17% — e 8% não souberam responder.

Isso significa que há uma vantagem de 17 pontos para o campo da direita e que existe mais gente dizendo que pensa como Flávio Bolsonaro do que como Lula. O discurso conservador tem mais lastro social do que a conversinha furada de socialistas e comunistas…

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