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RESUMO DE NOTÍCIAS – 30/05/2025

Oct 4
6 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 30/05/2025

A bronca em Moraes por carta, o recado aos tiranos em bom português e Lula ladeira abaixo

Puxão de orelha em carta

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos enviou uma carta ao ministro do STF Alexandre de Moraes neste mês para repreendê-lo por mandar o Rumble bloquear o perfil de um usuário – o jornalista Allan dos Santos, que vive nos Estados Unidos. As informações são do New York Times.

O jornal informou que teve acesso ao teor da carta: “O Departamento de Justiça disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele poderia aplicar as leis no Brasil, mas que não poderia ordenar que empresas obedecessem a ordens específicas nos Estados Unidos”.

O NYT afirma também que procurou o STF para obter uma manifestação, mas que uma “porta-voz” se recusou a comentar, em uma provável referência à assessoria de imprensa da Corte.

O Rumble está suspenso no Brasil por determinação de Moraes desde fevereiro deste ano. Ele determinou a suspensão da plataforma no Brasil depois de a empresa não cumprir as seguintes decisões judiciais: a remoção dos perfis do jornalista Allan dos Santos na rede social; o bloqueio dos repasses financeiros recebidos por ele por meio de publicidade, inscrição de apoiadores e doações na plataforma; e a indicação e comprovação de um representante legal da empresa no Brasil.

Em português, para ficar mais claro

O governo de Donald Trump fez uma postagem em português, nessa quinta-feira, uma semana depois de o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmar que há “grande possibilidade” de o ministro Alexandre de Moraes sofrer sanções dos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky.

A publicação do Escritório para Assuntos Ocidentais dos Estados Unidos diz o seguinte: “Que fique claro: nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado”.

O texto em português remete a uma outra postagem, de Marco Rubio, na qual o secretário diz que punirá com a perda do visto autoridades que atentem contra a liberdade de expressão.

O Escritório para Assuntos Ocidentais dos Estados Unidos é ligado ao Departamento de Estado e, em fevereiro deste ano, emitiu uma nota afirmando que o Brasil promove “censura”.

Os depoimentos que Moraes não ouve

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal que o ex-presidente Jair Bolsonaro “temia que o Brasil desandasse” com a posse de Lula.

Tarcísio foi uma das testemunhas indicadas pelo ex-presidente e pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres. As audiências são conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

O governador relatou que Bolsonaro demonstrava preocupação com os rumos do país sob o governo Lula, que assumiria em janeiro de 2023. Segundo ele, o único comentário do ex-presidente era sobre o risco de que “a coisa desandasse”.

Ao ser questionado se considera que Bolsonaro teve participação nos atos de 8 de Janeiro, quando os prédios dos Três Poderes foram depredados, Tarcísio respondeu que o “presidente nem sequer estava no Brasil na ocasião”.

Ele também negou que Bolsonaro tivesse qualquer intenção de dar um golpe de Estado: “Em várias conversas, ele jamais tocou nesse assunto. Jamais mencionou qualquer tipo de ruptura. O presidente estava triste, resignado. Conversávamos sobre muita coisa, e esse assunto nunca veio à tona”.

Apenas o advogado Celso Vilardi, da defesa de Bolsonaro, fez perguntas ao governador. As defesas dos outros réus, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes optaram por não fazer indagações.

E o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco também foi ouvido. Ele confirmou que Jair Bolsonaro o procurou para saber da possibilidade de contestar o resultado da eleição presidencial de 2022. O então presidente perguntou se haveria algum problema jurídico na disputa e se ele vislumbrava possíveis questionamentos. Bianco respondeu que não.

Chega de impostos

O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que não veria problema caso o governo bloqueasse emendas para compensar a derrubada do decreto que elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O Executivo acreditou que o Congresso não revogaria o ato por temer o bloqueio das verbas.

Em tom acalorado e sem citar nomes, Motta disse que verá “quem está ameaçando e quem está falando a verdade”: “Não adianta querer justificar que as coisas não andam aqui por causa de emendas. Não é verdade, não houve isso, não é essa preocupação. O Congresso quer discutir o país”. Ele deu essa declaração, depois de uma reunião com líderes partidários para debater alternativas à medida do governo.

Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deram um prazo de 10 dias para Fernando Haddad revogar o aumento do IOF. Se até 10 de junho nada for feito, a Câmara votará um projeto de decreto legislativo que anula a medida da equipe econômica. O presidente da Câmara já disse que o país “não aguenta mais aumento de impostos”.

E o Estadão publicou hoje o editorial “Lula paga o preço da malandragem”. O subtítulo é: “Congresso deixa claro que não aceitará levar passa-moleque do governo, que pretendia usar o IOF para aumentar a arrecadação em vez de discutir a sério maneiras de cumprir as metas fiscais”.

CPMI do INSS

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, escolheu o senador Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A definição foi feita em conversas com lideranças do governo Lula. A oposição já foi informada e agora quer emplacar um nome crítico ao governo na relatoria.

Se o Brasil fosse um país sério, todos os parlamentares estariam se movimentando para fazer uma investigação de verdade, e não para defender um grupo político e atacar outro…

PT é MST; MST é PT

Lula declarou em evento no Paraná que os integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) são, na verdade, invasores de busca de dignidade, e não invasores de terra: “Nós temos a obrigação moral, obrigação ética e obrigação política de ver o que a gente viu aqui e ter coragem de debater com aqueles que são contra o Movimento Sem Terra, que são contra a reforma agrária, aqueles que não conhecem o sacrifício e tentam vender a imagem de que vocês são invasores de terra. Na verdade, vocês são invasores de busca de dignidade, de busca de respeito, de busca de direito que vocês têm que ter”.

Lula ama os bancos, e os bancos amam Lula

A taxa média cobrada no crédito consignado atingiu 59,1% anuais em abril, primeiro mês da nova modalidade para trabalhadores CLT lançada pelo governo Lula. No mês anterior, os juros médios tinham sido de 44% ao ano.

A elevação do juro médio nessa nova linha de crédito, que usa o FGTS como garantia, contraria a expectativa do governo de que as taxas cobradas dos trabalhadores com carteira assinada ficassem semelhantes às praticadas no consignado para servidores públicos — que são de 26,3% ao ano — e para beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — de 24% ao ano. Lula, mais uma vez, dando uma forcinha aos bancos e endividando os brasileiros…

Lula ladeira abaixo

A desaprovação de Lula cresceu e atingiu 53,7%, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada hoje. Foi um crescimento de 3,6 pontos percentuais em um mês. Em abril deste ano, a mesma pesquisa apontava que o chefe do Executivo era desaprovado por 50,1%.

Na disputa de uma reeleição, o petista perderia a corrida em um eventual segundo turno para o antecessor Jair Bolsonaro, para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Na simulação entre Lula e Bolsonaro, a Atlas registra 47,5% para o ex-presidente e 45,5% para o atual mandatário. Já Tarcísio ganharia com 48,9%, contra 45,1% do petista. Quem derrotaria o petista com maior vantagem seria Michelle Bolsonaro, que teria 49,8% dos votos. Lula ficaria com 45,3%.

O Rio de Janeiro já era

Uma pesquisa aponta que o estado do Rio de Janeiro tem 5 das 10 grandes cidades com piores índices de qualidade de vida do país. Os técnicos analisaram os 5.570 municípios brasileiros pelo Índice de Progresso Social (IPS), criado pelo Instituto Imazon em parceria com outras organizações da sociedade civil. São 57 indicadores sociais e ambientais para avaliar a qualidade de vida da população, como segurança, moradia, meio ambiente, água e saneamento, saúde e oportunidades.

Municípios do Rio tiveram baixo desempenho. Duque de Caxias, a quarta cidade mais rica do estado, foi a segunda pior colocada entre todos os municípios do país com mais de 500 mil habitantes. Belford Roxo teve a terceira nota mais baixa do país, seguida de São Gonçalo. Nova Iguaçu e Campos dos Goytacazes também estão na lista. Japeri aparece como sexta pior cidade do Brasil com população entre 100 mil e 500 mil habitantes.

Entre as capitais brasileiras, o Rio está em 10º lugar. No ranking por estados, o Rio de Janeiro aparece em 8º lugar. A cidade fluminense com nota mais alta foi Resende, que, mesmo assim, não aparece entre as 100 melhores do país.

A prefeitura de Duque de Caxias disse que está empenhada em melhorar a qualidade de vida e o bem estar da população e que tem obras em todos os distritos.

A prefeitura de São Gonçalo disse que o município vem investindo nas áreas de Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura.

A prefeitura de Japeri disse que tem investido em obras de drenagem e pavimentação, saúde, habitação e meio ambiente.

A prefeitura de Nova Iguaçu disse que muitos dos indicadores avaliados na pesquisa não são de responsabilidade do município e que tem avançado em áreas como saúde e segurança, com a implantação da Guarda Municipal.

As cinco cidades que mais pontuaram ficam em São Paulo, com Gavião Peixoto liderando o ranking.

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