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RESUMO DE NOTÍCIAS – 30/06/2025

4 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 30/06/2025

A manifestação na Paulista, Lula é pária internacional e PCC assusta a Faria Lima

Bolsonaro não precisa ser presidente?

O ex-presidente Jair Bolsonaro disse durante manifestação na Avenida Paulista ontem que o 8 de Janeiro foi um “movimento orquestrado pela esquerda” e chamou o processo por tentativa de golpe de Estado no STF de “fumaça de golpe”. Foi a sexta manifestação convocada por Bolsonaro desde que deixou a presidência.

Ele afirmou que fez uma transição de governo pacífica, no fim de 2022, elogiada por Geraldo Alckmin, que nomeou dois comandantes das Forças Armadas a pedido de Lula antes de deixar o cargo e que até o atual ministro da Defesa, José Múcio, já descartou em entrevista ter havido uma tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro.

Bolsonaro, pela primeira vez, deu a entender que talvez não possa ser candidato a presidente em 2026 e alertou para a importância das eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado. Ele pediu aos apoiadores que deem a ele 50 por cento da Câmara e do Senado nas eleições do ano que vem, para “mudar o Brasil”. E destacou que, para isso, nem precisa ser presidente.

Tarcísio de Freitas será candidato a presidente?

O único governador que discursou no ato na Paulista foi Tarcísio de Freitas, de São Paulo. Ele elevou o tom das críticas ao governo Lula, disse que o petista tem “dor de cotovelo” de Bolsonaro. Tarcísio gritou “fora, PT” e explorou pautas como inflação, aumento de impostos, juros altos e prejuízos das estatais.

Em diferentes momentos, o governador também preferiu a construção “nós vamos vencer” ou “nós vamos dar essa resposta no ano que vem”, em vez de destacar uma vitória de Bolsonaro. Ainda assim, ele listou grandes conquistas do governo Bolsonaro que Lula, em dois anos e sete meses, “jogou na lata do lixo”: “O Brasil não aguenta mais a desfaçatez, o gasto desenfreado. O Brasil não aguenta mais a política dos campeões nacionais, não aguenta mais a corrupção, não aguenta mais um governo gastador, os juros altos. Quem paga essa conta são vocês. O Brasil não aguenta mais aumento de impostos, não aguenta mais o PT”.

Tarcísio chamou Bolsonaro de “grande líder” e disse ao público que “podem tirar Bolsonaro das urnas, mas jamais vão tirá-lo do coração de vocês”. O governador falou que “a missão do capitão não acabou”, que ele “ainda vai contribuir muito com vocês”. No fim, repetiu a frase que virou slogan do PL, partido do ex-presidente: “Se está tudo caro, volta Bolsonaro”.

Lula, o verdadeiro pária internacional

A revista britânica Economist disse em artigo publicado ontem que Lula “perdeu a influência no exterior” e está “cada vez mais impopular no Brasil”. Para a publicação, o posicionamento do Brasil sobre a guerra entre Israel e Irã isolou o país de todas as outras democracias ocidentais e teve uma “linguagem agressiva”. Em 22 de junho, o Itamaraty condenou os ataques dos Estados Unidos ao país persa e declarou que a ofensiva representou uma “violação de soberania”.

A revista escreveu o seguinte: “A simpatia do Brasil com o Irã deve continuar em 6 e 7 de julho, quando o Brics, um grupo de 11 economias de mercados emergentes, incluindo Brasil, China, Rússia e África do Sul, realiza sua cúpula anual no Rio de Janeiro. O Irã, que se tornou integrante do Brics em 2024, deve enviar uma delegação. O grupo é atualmente presidido pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula. Originalmente, ser um membro ofereceu ao Brasil uma plataforma para exercer influência global. Agora, faz o Brasil parecer cada vez mais hostil ao Ocidente”.

A Economist diz que Lula não fez “nenhum esforço para estreitar laços com os Estados Unidos desde que Donald Trump assumiu o poder”, em janeiro de 2025: “Em vez disso, Lula corteja a China. Ele se encontrou com Xi Jinping, o ditador da China, duas vezes no ano passado. Em maio, Lula foi o único líder de uma grande democracia a comparecer às comemorações em Moscou do fim da Segunda Guerra Mundial. Ele aproveitou a viagem para tentar convencer Putin de que o Brasil deveria mediar o fim da guerra na Ucrânia. O ditador russo não deu bola. Lula também não conversa com o presidente argentino, Javier Milei, por diferenças ideológicas. Quando assumiu o cargo pela 3ª vez, em 2023, abraçou Nicolás Maduro, o autocrata da Venezuela, apesar de o país ter se tornado uma ditadura”.

A revista destaca também a queda de popularidade de Lula neste 3º mandato. E, sobre a eleição de 2026, afirma que, se a direita se unir em apoio a um candidato, ganhará a Presidência.

Míriam Leitão absolve Lula

Nesse domingo, Miriam Leitão assinou no O Globo mais uma coluna atacando o Congresso e livrando o governo Lula… Na primeira página, a chamada era: “Congresso está funcionando muito mal”. O título do artigo foi: “O Congresso no teatro de sombras”. Alguns trechos: “O Congresso está tomando muita decisão errada… Minha torcida é para que entenda seus poderes e os exerça bem, reflita sobre o enorme privilégio de representar o país e honre o mandato”. E sobre o governo Lula? Nenhuma palavra, nenhuma crítica, o petista parece só uma vítima das decisões do Congresso…

No jornal carioca de ontem, Bernardo Melo Franco também mirou apenas o Congresso, os parlamentares, que o colunista chamou de “senhores das emendas”. E ele terminou seu artigo dando a entender que na venda de apoio ao governo com o uso do orçamento secreto, os parlamentares não fizeram sua parte: “No início da semana, os senhores das emendas pressionaram o governo a liberar R$ 1,15 bilhão aos parlamentares. Depois de garantir o dinheiro, o Congresso humilhou o governo com a derrubada do decreto do IOF”. Talvez o colunista ache que Lula deva ir ao Procon, já que “comprou e não levou”…

Ainda no O Globo de ontem, Merval Pereira achou normal que o governo Lula recorra ao STF para manter o aumento do IOF: “O governo não tinha outra saída ao recorrer à Corte, a não ser que admitisse capitular diante da afronta do Congresso. O recurso ao STF lhe faz ganhar um argumento de força no embate da derrubada do IOF. Quando conversar com Hugo Motta e Davi Alcolumbre, Lula terá esse trunfo na mão para pedir mais diálogo”. É quase o “jogo dos 7 absurdos”…

O colapso do Brasil do PT já chegou

Na edição de ontem, O Globo deixou claro que a situação do Brasil é muito delicada. O jornal publicou a reportagem “Falta de dinheiro já impõe sinais de apagão na máquina pública”. Subtítulo: “Com Orçamento engessado pelos gastos obrigatórios, agências reguladoras, universidades, INSS e Forças já cortam serviços, em quadro agravado pela crise fiscal”. Alguns trechos do destaque na capa: “A crise fiscal chegou ao dia a dia da população. Com um orçamento formado por mais de 90% de gastos obrigatórios, falta recurso para investimento e manutenção da máquina pública… Para analistas, se o país não fizer ajuste fiscal de longo prazo, corre risco de viver um apagão de serviços”.

Incrível: Folha e Estadão criticam a censura

A Folha de São Paulo publicou nesse domingo o editorial “STF incentiva tumulto e censura ao legislar sobre a internet”. O subtítulo era: “Corte se arvora a substituir um dispositivo aprovado há mais de dez anos pelo Congresso por um regramento vago de sua lavra; ainda que não tenha prevalecido tese mais radical, liberdade de expressão fica fragilizada”. Alguns trechos: “A determinação de remover conteúdos que possam configurar ataques à democracia foi o que de fato moveu a cruzada da corte pela regulação das redes. É aí que residem os maiores riscos de interpretações elásticas que levem à censura. Não parece por acaso que o texto do STF faça o que soa como reconhecimento de sua intervenção canhestra: ‘Apela-se ao Congresso Nacional para que seja elaborada legislação capaz de sanar as deficiências do atual regime quanto à proteção de direitos fundamentais’. Ocorre que a lei já existe, e eventuais aperfeiçoamentos dependem de entendimentos políticos. Quem fragilizou um direito fundamental, o da livre expressão, foi a corte mais alta do país”.

O Estadão também criticou a derrubada parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet no editorial de ontem “Supremo bagunça as redes sociais”. O subtítulo era: “Ao desfigurar o Marco Civil e fazer das redes sociais um campo minado de regulações confusas, STF criou um sistema autoritário e nebuloso, alimentando a insegurança jurídica”. Alguns trechos: “Em nome de uma cruzada moral contra as big techs, o STF inaugura uma era de opacidade normativa, censura preventiva e centralização sem precedentes. Toda cultura moldada sob coerção tem algo de totalitário. E toda democracia que entrega o debate público ao arbítrio de magistrados ou empresas privadas coagidas a censurar perde sua alma. A decisão do STF cria um precedente perigoso, desfigura uma lei mundialmente respeitada e inscreve o Brasil no mapa das democracias formais com práticas crescentemente autoritárias. O decano Gilmar Mendes, em tom espirituoso, disse que todos na corte são ‘admiradores do regime chinês’. A frase, lida à luz do julgamento, tem menos de graça do que de profecia”.

PCC assusta empresários e investidores

Também no domingo, a Folha de São Paulo fez reportagem de como investidores e empresários, brasileiros e estrangeiros, estão preocupados com a entrada da facção criminosa PCC em negócios com aparência de legais… O título da matéria era: “Faria Lima começa a medir ‘risco PCC’ em investimentos e negócios”. O subtítulo: “Infiltração do crime organizado em diferentes setores preocupa investidores, empresários, gestores de fundos e economistas no coração financeiro do Brasil”. A leitura dessas pessoas é que, se os criminosos chegarem a comprometer grandes companhias de São Paulo, perde-se o Brasil.

O tráfico de pequenas quantidades de drogas

Tribunais de todo o país começam a revisar hoje processos de pessoas condenadas após terem sido flagradas com menos de 40 gramas de maconha. Essa é a primeira vez que a revisão desses casos faz parte do mutirão carcerário promovido anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça.

Há um ano, o Supremo Tribunal Federal descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal. A substância não foi legalizada, mas foi decidido que o usuário não é criminoso e, portanto, não pode ser condenado criminalmente.

O Supremo também estipulou que, quando uma pessoa é pega com até 40 gramas ou seis pés de maconha, a Justiça deve presumir que ela é usuária, e não traficante. Se a pessoa tiver outros elementos que indiquem o comércio de maconha — como saquinhos plásticos, balança de precisão e caderno de contabilidade —, ela continua podendo ser enquadrada como traficante, mesmo que a quantidade da erva seja inferior a 40 gramas.

O STF encarregou o CNJ de coordenar mutirões para rever as condenações por tráfico de drogas. Até o dia 30 de julho, os tribunais de Justiça estaduais e os tribunais regionais federais vão reanalisar casos de pessoas que, de acordo com esses critérios, eram usuárias, mas estão ilegalmente presas como traficantes.

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