RESUMO DE NOTÍCIAS – 31/03/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 31/03/2025
Os “especialistas” da Folha, o fracasso dos contra a anistia e os mensaleiros do PT
61 anos depois
Neste dia 31 de março, a Folha de São Paulo lembra os 61 anos da tomada de poder pelos militares no Brasil, naquilo que foi uma reação clara ao movimento para transformar o país numa ditadura comunista. Claro que disso o jornal paulista não fala... E a pirueta no texto é sincronizada com as feitas por Cármen Lúcia e Flávio Dino na análise da denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro na semana passada. O título da matéria é: “Golpe militar de 64 permeou votos de julgamento que fez de Bolsonaro réu”. O subtítulo: “Cármen Lúcia e Flávio Dino traçaram ponte com o passado e relembraram gravidade da ditadura, 61 anos após a instauração do regime”. A reportagem transcreve trechos dos discursos dos ministros da Primeira Turma do STF: “’Ditadura mata! Ditadura vive da morte’, disse Cármen Lúcia, durante a sessão da corte na última quarta-feira que tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro por liderar uma trama golpista. Antes dela, o magistrado Flávio Dino afirmou: ‘Golpe de Estado mata. Não importa se é no dia, no mês seguinte ou alguns anos depois’”. E, para fingir que os dois ministros estão certos, a Folha usou tática corriqueira: buscou a dedo “especialistas” para confirmar a conexão entre os dias 8 de janeiro de 2023 e 1º de março de 1964: “Ambos os ministros, ao julgar a denúncia sobre a trama golpista de 2022, fizeram referência à ditadura de 1964, que completa 61 anos nesta segunda-feira. Para especialistas ouvidos pela Folha, a fala sobre o tema foi pedagógica, e o julgamento, histórico”. E ainda tem gente que lê esse jornal... Cada vez menos, é verdade... Ainda bem.
Meia dúzia contra a anistia
Aqueles que já foram os principais jornais do país não conseguiram esconder que foi um fracasso a manifestação na Avenida Paulista convocada pelo deputado federal Guilherme Boulos contra a anistia aos perseguidos políticos do 8 de Janeiro. Para não prejudicar tanto o “movimento”, todos usaram fotos fechadas do ato. O título da matéria do O Globo foi: “Baixa adesão a ato expõe esquerda frágil nas ruas”. Na Folha: “Esquerda faz atos dispersos pelo país contra a anistia”. Estadão: “Ato convocado por Boulos leva 6,6 mil à Paulista”.
O número na manchete do Estadão foi “calculado” por professores da USP, os mesmos que mediram a presença de público em atos bolsonaristas nos últimos anos. Câmera da Revista Oeste na Avenida Paulista em posição estratégica indica que os “acadêmicos” ainda não aprenderam a contar... E que Boulos não desistiu de mentir... No carro de som, ele disse que havia "muito mais gente do que do lado dos golpistas em Copacabana". O deputado afirmou que havia 25 mil pessoas no ato e que os manifestantes "deram uma lição" em quem criticou a decisão de ir para a rua: "Se a gente não tomar a rua, o outro lado toma. É decisivo. E nós demos uma lição hoje porque já temos imagem por drone”. E o que mostra a imagem? Um vazio de gente, de caráter, de moral, de honestidade, de competência...
Mais suspeita de falcatrua
O programa Pé-de-meia, que oferece bolsas a estudantes do ensino médio para que concluam o curso, tem mais beneficiários do que alunos matriculados em pelo menos três cidades: Riacho de Santana, na Bahia, Porto de Moz, no Pará, e Natalândia, em Minas Gerais. Em 15 cidades de 5 estados, 90% dos estudantes têm direito a receber pelo programa R$ 200 reais de bolsa por mês, além de R$ 1 mil por ano depositados numa poupança que só pode ser sacada depois da formatura.
O Ministério da Educação disse que está trabalhando para corrigir problemas. Especialistas veem erros em cadastro e uma política que ficou muito ampla e cara. O custo anual do programa, que tinha ficado fora do Orçamento, numa manobra ilegal do governo, é de R$ 12,5 bilhões. No total, 4 milhões de jovens de famílias que recebem o Bolsa Família estão no Pé-de-Meia.
O seu dinheiro não é seu
Em seu artigo de hoje, o colunista do O Globo Demétrio Magnoli fez duras críticas ao empréstimo consignado que tem o FGTS como garantia. Ele escreveu o seguinte: “O FGTS, poupança compulsória do trabalhador, assim como as multas legais por demissão injustificada, já não pertence ao trabalhador. A nova modalidade do crédito consignado anunciada pelo governo confere aos bancos a prerrogativa de invadir tais direitos trabalhistas para a quitação de dívidas. ‘O banco vai pegar o valor do saldo do consignado. Se está devendo R$ 20 mil, é R$ 20 mil. Se deve R$ 30 mil, é R$ 30mil’, explicou Francisco Macena, secretário executivo do Ministério do Trabalho. No plano econômico, a iniciativa inscreve-se na lógica enunciada por Dilma Rousseff: ‘Gasto é vida’. A máxima sintetiza uma visão tosca do crescimento econômico que o torna dependente da expansão dos gastos públicos e privados. Desenvolvimento é sinônimo de crescimento econômico sustentável. Seu motor é a elevação da produtividade, que gera riqueza e espraia renda pelas empresas e trabalhadores, pelos produtores e consumidores. As políticas econômicas do lulismo não impulsionam as reformas microeconômicas necessárias ao aumento da eficiência da economia. No lugar disso, apostam na adição de moeda ao sistema econômico por meio da elevação dos gastos públicos diretos e dos investimentos das estatais, da ampliação de programas sociais e da disseminação do crédito ao consumidor. A economia engorda, mas não adquire força ou resistência”.
Demétrio Magnoli ainda ressalta que esse tipo de empréstimo deveria estar em desacordo com a lei: “Na esfera jurídica, precisa ser rotulado como ilegal. O Código de Processo Civil, no seu artigo 833, veta a penhora de salário, excetuando apenas o caso de quantias superiores a 50 salários mínimos destinadas a cobrir débitos de prestação alimentícia. O consignado equivale a penhora de salário ou aposentadoria. É nítida violação da lei, que passou a ser permitida por uma criativa ‘reinterpretação’ do STJ de 2023. É empréstimo quase sem risco que rende cerca de quatro vezes a taxa Selic. Os bancos devem uma rodada nacional de aplausos ao governo Lula e aos desembargadores que escolheram driblar a lei”.
Muito problema exige muita propaganda
Desde que assumiu a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), em 14 de janeiro, o publicitário Sidônio Palmeira aumentou os gastos com campanhas publicitárias. Entre primeiro de janeiro e 17 de março, foram 1.211 campanhas veiculadas em rádio, televisão, internet, mídia digital e revista, a um custo de R$ 36 milhões. No mesmo período do ano passado, com Paulo Pimenta à frente da Secom, foram 410 peças publicitárias, que levaram R$ 5,4 milhões dos pagadores de impostos.
Sou mensaleiro, sim
Ao abordar as eleições internas no PT, José Dirceu questionou a ala do partido que afirma que “mensaleiros” querem voltar ao comando da sigla. Dirceu apoia a candidatura de Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP). A atual presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, resiste à indicação. Na caradura, Dirceu declarou o seguinte: “Alguns dos nossos críticos da candidatura do Edinho dizem que os mensaleiros querem voltar. Primeiro, eu nunca saí. Nem o Delúbio Soares, nem o João Vaccari Neto, nem o João Paulo Cunha. Nós nunca saímos”. Então, viva o mensalão! Viva os mensaleiros!




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