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STF inicia julgamento de Eduardo Bolsonaro e amplia perseguição entre Supremo e oposição

Oct 3
2 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 16/06/2026

Moraes não desiste de perseguir a oposição e amplia abuso de poder na Corte Suprema


BRASÍLIA, 16 de junho de 2026 — A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado pela Procuradoria-Geral da República de “coação no curso do processo”.

A acusação sustenta que Eduardo teria atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e defender medidas internacionais contra ministros do Supremo, especialmente o ministro Alexandre de Moraes. A defesa tentou adiar o julgamento, mas o pedido foi rejeitado pelo próprio Moraes.

O caso representa mais um capítulo da escalada de perseguição do STF ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Procuradoria, Eduardo teria articulado contatos políticos nos Estados Unidos para incentivar sanções diplomáticas e restrições contra integrantes da Corte brasileira.

O julgamento levanta uma questão que vai além do destino do ex-deputado: até que ponto manifestações políticas realizadas no exterior podem ser enquadradas como crime no Brasil?

Alexandre de Moraes atua simultaneamente como ministro da Corte e como um dos principais alvos das críticas e medidas defendidas por Eduardo Bolsonaro. Moraes compromete a necessária imparcialidade do julgamento, pois ele mesmo é a suposta vítima.

Nos bastidores de Brasília, a expectativa é de que a Primeira Turma mantenha a linha adotada nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e às investigações contra integrantes do entorno de Jair Bolsonaro. Fontes próximas ao Supremo apontam que há forte tendência de condenação, diante do entendimento predominante de que houve tentativa de pressionar instituições brasileiras a partir do exterior.

O caso é mais uma etapa da perseguição política contra a família Bolsonaro. O ex-deputado tem sustentado publicamente que o processo seria uma forma de retaliação por suas denúncias internacionais contra decisões do Supremo e contra Alexandre de Moraes.

Independentemente do resultado, o julgamento possui peso político significativo. Não se trata apenas da situação jurídica de Eduardo Bolsonaro. A decisão servirá como parâmetro para definir os limites entre articulação política internacional, liberdade de expressão e eventual responsabilização criminal por ações destinadas a influenciar processos em curso no Brasil.

O caso também aprofunda uma pergunta cada vez mais presente no debate público: quando a atuação política de um cidadão no exterior deixa de ser manifestação de opinião e passa a ser considerada uma tentativa de constranger instituições do próprio país? A resposta dada pelo Supremo poderá ter consequências que ultrapassam em muito o futuro político de Eduardo Bolsonaro.

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