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Trump marca os 250 anos da Independência dos EUA com forte discurso contra o comunismo

Oct 3
2 min read

Essa foi a maior celebração de Independência dos EUA dos últimos anos


WASHINGTON, 4 de julho de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou a cerimônia dos 250 anos da Independência americana para reafirmar um dos princípios fundamentais sobre os quais o país foi fundado: a ideia de que os direitos do homem não são concedidos pelo Estado, mas por Deus.

Diante de milhares de pessoas reunidas no National Mall, em Washington, Trump citou a Declaração de Independência de 1776, documento no qual os Pais Fundadores afirmam que “todos os homens são criados iguais” e “dotados pelo seu Criador de certos direitos inalienáveis”.

Em seguida, fez uma comparação direta com o comunismo.

“Um comunista nunca diria isso.”

A frase tornou-se um dos momentos mais marcantes da celebração e sintetizou a mensagem central do discurso: o fato de que existe uma incompatibilidade entre a tradição política americana e as ideologias que negam a existência de direitos naturais anteriores ao Estado.

A referência feita por Trump não introduz um conceito novo na política americana.

A própria Declaração de Independência afirma que os direitos à vida, à liberdade e à busca da felicidade decorrem do Criador e, por isso, não dependem da vontade de governantes nem de maiorias políticas.

Essa concepção influenciou profundamente o constitucionalismo americano e permanece presente em boa parte do pensamento conservador dos Estados Unidos.

Ao afirmar que “um comunista nunca diria isso”, Trump contrapôs essa tradição à visão segundo a qual o Estado é a fonte dos direitos e pode redefini-los conforme seus objetivos políticos.

O presidente também voltou a defender o chamado excepcionalismo americano.

Segundo Trump, nenhuma outra nação produziu mais prosperidade, coragem ou progresso do que os Estados Unidos.

“Nenhum povo fez mais bem, demonstrou mais coragem, alcançou mais progresso ou conquistou mais grandeza do que os americanos. Eles tentam ser como nós. Ninguém consegue ser como nós.”

Ao longo do discurso, Trump apresentou a história americana como a história da defesa da liberdade contra diferentes formas de tirania, uma interpretação amplamente presente na historiografia política dos Estados Unidos e frequentemente adotada por presidentes americanos durante a Guerra Fria.

O discurso também reforçou uma linha que Trump vem adotando desde o início de seu segundo mandato.

Nos últimos meses, o presidente tem afirmado repetidamente que o comunismo não pertence apenas ao passado, mas continua influenciando movimentos políticos contemporâneos, ainda que sob novas formas.

Essa visão já havia aparecido em discursos anteriores e em publicações do presidente, nas quais sustenta que a principal disputa ideológica do século XXI continua sendo entre modelos que privilegiam a liberdade individual e aqueles que concentram maior poder no Estado.

Ao escolher a comemoração dos 250 anos da Independência para enfatizar essa mensagem, Trump reforçou a interpretação de que os princípios afirmados pelos Pais Fundadores permanecem atuais e continuam servindo como referência para a política americana.

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