top of page

“Verdadeira arapongagem institucional”, afirma Mendonça sobre espionagem por mais de 30 dias

3 de out.
1 min de leitura

Ministro André Mendonça afasta chefe da PF e denuncia espionagem ilegal contra ele


BRASÍLIA, 8 de setembro de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após denunciar que foi alvo de monitoramento ilegal e sistemático conduzido pela corporação durante o mês de agosto.

Na decisão, Mendonça afirma que a área de inteligência da PF elaborou ao menos seis relatórios sobre a sua atuação entre 3 e 31 de agosto, classificando a conduta como “verdadeira arapongagem institucional”. O ministro também citou a existência de ações de vigilância voltadas contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.

“Ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu o magistrado no despacho.

De acordo com o texto, os documentos de inteligência foram produzidos por uma unidade especializada da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DICOR) e remetidos diretamente à chefia da instituição, conforme registrado no Ofício 40/2026/GAB/PF.

Mendonça apontou que os relatórios em questão serviram de base para que o ministro Alexandre de Moraes atribuísse a ele supostos indícios de crimes no âmbito da condução de investigações ligadas a escândalos envolvendo o INSS e o Banco Master.

A crise sem precedentes aprofunda as tensões internas na cúpula do Judiciário e atinge diretamente a cúpula das forças de segurança federais. A Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes ainda não se pronunciaram publicamente sobre o teor da decisão.

Comentários


bottom of page